quarta-feira, 23 de fevereiro de 2022

Caminhoneiros dos EUA preparam atos com foco em Washington

 Protestos no Canadá inspiraram a categoria norte-americana

Vídeo de apoio de Biden ao Black Lives Matter, em outubro de 2020 | Foto: Reprodução/YouTube
Vídeo de apoio de Biden ao Black Lives Matter, em outubro de 2020 | Foto: Reprodução/YouTube

Depois do “Comboio pela Liberdade” realizado no Canadá, caminhoneiros norte-americanos autodenominados “Comboio pelo Povo” organizam manifestações pelos Estados Unidos. É o que informou nesta quarta-feira, 23, o jornal britânico The Guardian. Os manifestantes esperam obter apoio popular.

Conforme as lideranças, os atos devem começar na Califórnia e seguir rumo à capital Washington D.C.. Parte dos manifestantes chegarão para o discurso do presidente Joe Biden, na terça-feira 1°, e o restante, no sábado 5. O foco: “destravar a economia” e o fim de restrições sanitárias para a covid-19.

Biden se antecipou aos caminhoneiros e conseguiu garantir o apoio de cerca 400 soldados da Guarda Nacional do Distrito de Colúmbia, além de 50 veículos blindados. Há também aproximadamente 300 militares das Forças Armadas preparados para guardar a Casa Branca. A inteligência dos EUA também monitora a situação.

Caminhoneiros do Canadá

No domingo 20, a polícia de Ottawa encerrou o protesto dos caminhoneiros do Canadá. Contra a obrigatoriedade da vacina e de outras restrições, o ato durou três semanas e teve a participação de milhares de pessoas.

Segundo a polícia, a operação para encerrar os atos resultou na prisão de 191 pessoas. A corporação ainda apresentou acusações contra 103 delas. Além disso, 76 veículos foram rebocados pelos agentes de segurança.

Steve Bell, chefe de polícia interino de Ottawa, informou que a polícia vai continuar no centro da cidade para garantir” que ninguém volte a ocupar as ruas”. A ação faz parte da aplicação da “Lei de Emergências”.

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou a medida na semana passada, como uma forma de auxiliar as províncias a lidarem com bloqueios e ocupações. A norma suprime direitos individuais.

Leia também: “É chegada a hora de despertar”, artigo de Ana Paula Henkel publicado na Edição 98 da Revista Oeste

Cristyan Costa, Revista Oeste