segunda-feira, 31 de agosto de 2026

TSE suspende propaganda eleitoral de Lula que atacava Flávio

 Ministra vê grave descontextualização em peça que associa candidato do PL a crimes


TSE suspende propaganda eleitoral de Lula que atacava Flávio


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou neste domingo, 30, a suspensão de uma propaganda da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL). A ministra Estela Aranha concedeu uma liminar e proibiu Lula e a coligação Brasil Pronto Pra Mais de fazer nova divulgação da peça apontada como irregular. 

A inserção, intitulada “Conheça o currículo de Flávio Bolsonaro”, afirma que o candidato começou a carreira como “funcionário fantasma” e foi “denunciado por lavagem de dinheiro e organização criminosa no escândalo da rachadinha”. 

A peça também menciona uma homenagem feita por Flávio ao policial militar Adriano da Nóbrega e, em outro trecho, diz que o candidato foi “flagrado pela Polícia Federal pedindo 134 milhões no escândalo do Banco Master”.

Ao analisar o pedido, Estela afirmou haver, nesta fase do processo, elementos suficientes para concluir que o conteúdo “extrapola os limites da crítica política”. Segundo a ministra, a propaganda associa o candidato a organizações criminosas “sem indicação de qualquer dado concreto, investigação formal ou imputação jurídica que ampare as alegações”.



Ministra Estela Aranha durante Sessão Plenária do Tribunal Superior Eleitoral – 20/08/2026 | Foto: Antonio Augusto/TSE


TSE aponta descontextualização contra Flávio

“A propaganda, portanto, passa ao eleitor a falsa informação no sentido de que o candidato estaria presentemente denunciado por crimes gravíssimos, situação que não corresponde com a realidade e que caracteriza grave descontextualização”, escreveu Estela.

 A ministra ressaltou, contudo, que a decisão não representa um julgamento definitivo sobre “a veracidade histórica de cada episódio mencionado pela propaganda”. Nesta etapa, o TSE analisa se existem elementos suficientes para justificar a suspensão enquanto o processo continua.

Mateus Conte _ Revista Oeste

domingo, 30 de agosto de 2026

Covil do Lula - Lei Rouanet dispara sob o 'cartel lula-stf-globolixo', e supera todo o governo Bolsonaro

 Mecanismo captou R$ 10,7 bilhões desde 2023; Petrobras responde por 89% dos aportes de estatais em 2026


Lyla e uma der suas cúmplices - Rebvista Oersts


Os projetos culturais beneficiados pela Lei Rouanet captaram R$ 10,7 bilhões desde 2023, começo do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O montante já supera os R$ 9,2 bilhões registrados durante os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro, conforme levantamento do site Poder360 divulgado neste domingo, 30.

 Os dados são do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura. Os valores de 2025 e dos anos anteriores foram corrigidos pela inflação até junho de 2026. O maior volume permanece no primeiro mandato de Dilma Rousseff, com R$ 10,8 bilhões.

Em 2026, até 27 de agosto, empresas haviam destinado R$ 1,1 bilhão a projetos culturais por meio do mecanismo. Na Lei Rouanet, projetos recebem autorização do Ministério da Cultura para buscar patrocinadores. As empresas que fazem os aportes podem descontar os valores do Imposto de Renda devido, dentro dos limites legais. 

O secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Thiago Leandro, afirmou que o governo pretende ampliar o mecanismo nos próximos anos caso Lula seja reeleito. “A ideia é seguir crescendo com responsabilidade, mas seguir aumentando o investimento, porque é um bom investimento, retorna mais do que [é investido].”


A Petrobras é a principal financiadora da Lei Rouanet sob Lula -| Foto: Fernando Frazão/Agência Brasi


As empresas públicas da União responderam por R$ 312 milhões captados pela Lei Rouanet em 2026. Desse total, a Petrobras destinou R$ 278 milhões, equivalente a 89%. Em seguida aparecem Banco do Brasil, com R$ 28 milhões, e Banco do Nordeste, com R$ 5,5 milhões. Entre todos os patrocinadores, tanto públicos como privados, a Petrobras também lidera em 2026, seguida por Vale e Nubank.

A Petrobras informou ao Poder360 que os valores correspondem aos pagamentos previstos em contratos de patrocínio. Segundo a empresa, todos os procedimentos “seguem critérios técnicos rigorosos, processos transparentes e as melhores práticas de governança, em conformidade com a legislação vigente”. 

Entre os projetos com maiores valores de captação apresentados para 2026 estão o plano plurianual da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo para 2027 a 2030, com R$ 201 milhões; o Museu do Petróleo e Novas Energias, com R$ 141 milhões; e o plano plurianual da Orquestra Ouro Preto, com R$ 105 milhões.


Mateus Conte - Revista Oeste

Covil do Lula - Amigo de Lulinha que faturou R$58 milhões no governo do pai larápio fez acordo para não ser preso, diz revista

"Veja" destaca mensagens, contratos e acordo penal firmado pelo empresário



O descondenado,
 o filho Lulinha e seu amigo Cleber Ribas, que ganhou contratos de R$58 milhões no atual governo.


A Polícia Federal investiga as relações do empresário Cléber Ribas, dono da empresa de informática 3Structure, com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho de Lula (PT). A 3Structure recebeu R$58 milhões em contratos federais desde o início do atual governo. Reportagem da revista Veja, publicada neste domingo (30 de agosto de 2026), dos jornalistas Hugo Marques, Ricardo Chapola e Laryssa Borges, detalha mensagens, contratos e um acordo penal firmado pelo empresário.

Um dos três inquéritos da PF contra Lulinha envolve a Dataprev e Ribas. Mensagens em poder da polícia mostram que o empresário contratou a lobista Roberta Luchsinger — descrita pelos investigadores como sócia oculta de Lulinha e com trânsito em Brasília — para obter mais contratos na Dataprev e no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS). Também foram obtidas mensagens de Lulinha orientando a lobista a “emitir NF” (nota fiscal) para ser paga por Cleber, o que tem sido interpretado como provável pagamento pelos “serviços prestados” por Lulinha, investigado por tráfico de influência.

Em março de 2023, Luchsinger perguntou a Ribas se ele queria falar com alguém de outro ministério. Ele respondeu que havia “uma questão da Dataprev”. Ela prometeu verificar “quem está no comando”. Em abril, a lobista organizou um jantar com a presença de Lulinha e de Fernando Bittar, sócio do filho do presidente. “A ideia é aquela: vc contratar eles”, escreveu ela. No mesmo mês, mencionou um encontro com Carlos Gabas, ex-ministro da Previdência. Em maio, Ribas pediu reunião com Fábio e comentou a posse do novo presidente da Dataprev.

Enquanto negociava com o governo, Ribas enfrentava outro problema. Em setembro de 2024, assinou um acordo de não persecução penal com o Ministério Público para não ser preso por corrupção. O MP concluiu que, entre 2006 e 2010, o então presidente do Centro de Processamento de Dados do Estado de Mato Grosso (Cepromat), Adriano Niehues, recebeu R$ 218 mil em vantagens indevidas da Consist Software Solutions Inc por intermédio de Ribas. O empresário classifica o episódio como “mal-entendido”.

Pelo acordo, Ribas se comprometeu a devolver valores a uma entidade social, informar qualquer mudança de endereço ao juízo e se abster de frequentar casas de prostituição e bares. Mesmo assim, ele visitou o Palácio do Planalto em maio de 2024 e fechou dois contratos com o MDS comandado pelo ministro Wellington Dias. Ribas afirma que tudo ocorreu “dentro da legalidade”.

O empresário atribui o estreitamento da amizade com Lulinha a um episódio pessoal. “Eu descobri um câncer em junho de 2024. Até então eu conhecia o Fábio, mas convivia pouco com ele”, disse à Veja. “Não sei se por conta do problema do pai e da mãe, ele resolveu se aproximar. Quando fiquei careca e raspei a cabeça, ele raspou também. Minha relação com o Fábio é de amizade, não é financeira.”

A reportagem da Veja se insere em uma série de apurações da PF sobre um suposto núcleo de atuação envolvendo Lulinha, Luchsinger e Bittar para interlocução de interesses privados junto a órgãos federais.

Lulinha é alvo de três inquéritos. Sua defesa tem sustentado que ele colabora com as investigações e que não cometeu ilícitos. Lula tem declarado que não interferirá nas apurações sobre o filho.

A PF segue analisando as mensagens e os contratos.

Diário do Poder

Flávio, depois de encontro com ministro de Bukele: ‘Basta coragem para enfrentar facções’

Presidenciável cita experiência de El Salvador como inspiração para plano de segurança, com ministério exclusivo e expansão do sistema prisional


 

Flávio Bolsonaro e o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro -Foto: Divulgação/Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro 


Depois de se reunir com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que o enfrentamento às facções criminosas no Brasil depende de “coragem” política. O senador disse que pretende incorporar ao seu plano de governo medidas adotadas pelo país comandado por Nayib Bukele no combate ao crime organizado.

“Eu falei pra ele que muita gente aqui no Brasil acha impossível acabar com as facções criminosas”, disse Flávio. “Ele me disse que não é impossível, que fizeram em El Salvador, que é um país pequeno, mas muito pobre. E nós somos um país grande com muitas riquezas, não tem explicação para que as facções criminosas continuem dominando os territórios. Basta ter um presidente da República que tenha a coragem de enfrentá-los. E o Flávio Bolsonaro terá.”

A reunião ocorreu em São Paulo e contou também com a presença do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL), do candidato ao governo do Paraná pelo PL, Sergio Moro, e dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP-SP) e André do Prado (PL-SP). 

Segundo Flávio, a conversa com Villatoro reforçou propostas que já integram o eixo de segurança pública de seu programa de governo. Entre elas estão a criação de um Ministério da Segurança Pública, separado da Justiça, e uma maior coordenação da União com Estados e municípios. 

“Nossa ideia é criar um Ministério da Segurança Pública exclusivo para fazer essa gestão junto com as forças estaduais e também com as polícias municipais”, explicou. “Vou ser um presidente muito municipalista, quero dar esse suporte não apenas financeiro, mas de organização, de conexão, de troca de inteligência, de troca de informações entre todas as esferas de poder.”


Mais presídios e endurecimento das penas 

O programa de Flávio prevê a criação de 500 mil novas vagas no sistema prisional e de cinco presídios federais de segurança máxima, inspirados no modelo de El Salvador. O candidato também defendeu penas maiores e permanência mais longa dos condenados na prisão. 

“Tem pouco preso no Brasil”, declarou. “Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Então vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios para que ladrão de celular comece com, no mínimo, 8 anos de cadeia. Para que fique preso, não apenas seja preso.”

O plano também propõe classificar PCC e Comando Vermelho como organizações narcoterroristas, reforçar o combate ao financiamento das facções e integrar forças federais, estaduais e municipais em operações para retomada de territórios dominados pelo crime organizado. 

“No nosso governo, a legislação vai mudar”, disse. “Os presídios vão deixar de ser escolas do crime e vão ser exemplo. Você, marginal que for preso, não vai sair rápido. Você vai ficar preso, você vai pagar pelos crimes que você cometeu. E isso vai desencorajar muita gente a continuar praticando crime.” Visita a El Salvador Flávio já havia visitado El Salvador em 2025, quando conheceu o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), presídio de segurança máxima que se tornou um dos símbolos da política de segurança de Bukele. 

Entre outras medidas previstas no programa estão a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, regras mais duras para adolescentes a partir dos 14 anos envolvidos em crimes graves, uso de reconhecimento facial e mais de 1 milhão de câmeras de monitoramento, além da criação de um sistema nacional de fronteiras.


Sarah Peres - Rervista Oeste

Flávio promete ‘padrão Einstein’ em todo SUS com ministro da Saúde

Candidato a presidente diz que Cláudio Lottemberg como ministro promoverá saúde pública ao nível do renomado hospital


Senador Flávio Bolsonaro (PL), em campanha presidencial, em Angra dos Reis. (Foto: Divulgação/Vittor Sales)

Instituir o padrão do Hospital Israelita Albert Einstein em todo o Sistema Único de Saúde (SUS) foi a promessa exposta pelo candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), neste sábado (30), durante agenda de campanha em Angra dos Reis (RJ). A proposta foi justificada pelo seu convite ao presidente do Einstein, Cláudio Lottemberg, para comandar o Ministério da Saúde em seu eventual governo.

“Eu quero levar o padrão Einstein para todo o SUS. Então a saúde pública vai ser padrão Einstein com o Claudio Lottenberg”, afirmou Flávio, sobre o gestor do que consideram um dos melhores hospitais do Brasil, com uma rede reconhecida pela excelência em assistência médica, inovação, ensino e pesquisa.

O candidato direcionou o anúncio a quem passa dificuldade ao precisar ir a um posto de saúde, ao enfrentar fila para fazer cirurgia eletiva, não é bem atendido em emergência e lida com falta de remédio até para diarreia e dor de cabeça.


“Então, com ele [Lottemberg], o investimento em tecnologia, inteligência artificial, com o padrão que ele conseguiu, junto com outros profissionais muito qualificados também na rede Einstein, é o padrão que eu quero para o SUS brasileiro”, disse Flávio, em entrevista divulgada em suas redes sociais.

O candidato do PL que concorre contra a reeleição do presidente Lula (PT) fez referências às críticas ao seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na condução das medidas contra a pandemia de covid-19 que matou 716 mil brasileiros, a partir de 2020. Afirmou estar olhando pra frente, por não adiantar ficar discutindo o passado.

“Eu acredito que muita coisa que a gente passou pela pandemia até agora, ninguém tem certeza exatamente de qual é a melhor forma, o que que tinha que ser feito, o que deu certo, o que não deu. Muitas coisas que o presidente Bolsonaro falou lá atrás, hoje estão se concretizando. Então não adianta ficar discutindo o passado, eu quero olhar pro futuro” afirmou Flávio Bolsonaro.

Assista:

Davi Soares - Diário do Poder

Gaspar: ‘O crime organizado não vive mais apenas na boca de fumo’

 Candidato a vice de Flávio alerta que facções já movimentam bilhões por estruturas legais e defende reação do Estado para atingir dinheiro, empresas e operadores do crime


O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) foi relator da CPMI do INSS no Congresso Nacional - Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados 


As organizações criminosas brasileiras deixaram de atuar apenas no tráfico de drogas e no domínio armado de territórios e passaram a ocupar espaços na economia formal, com empresas, operadores financeiros e estruturas sofisticadas para movimentar e lavar bilhões de reais. O diagnóstico é do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL), que apontou justamente a transformação econômica das facções como uma das principais vulnerabilidades do Estado brasileiro no enfrentamento ao crime organizado.

 “O crime organizado não vive mais apenas na boca de fumo”, afirmou Gaspar em entrevista exclusiva a Oeste. “Ele tem empresas, operadores financeiros, tecnologia e estruturas sofisticadas de lavagem de dinheiro. O crime organizado cresceu porque o Estado foi deixando espaços vazios.”

Na avaliação de Gaspar, não há uma única falha responsável pelo avanço dessas organizações. O problema começa nas fronteiras por onde circulam drogas e armas, passa pelo sistema penitenciário — que permitiu a chefes de facções continuarem comandando suas estruturas mesmo presos — e chega à legislação penal. 

“Tudo isso está interligado”, afirmou. “Temos fronteiras por onde passam drogas e armas, um sistema penitenciário que durante muito tempo permitiu que lideranças criminosas continuassem comandando organizações de dentro das cadeias, uma legislação que precisa ser mais rigorosa e, talvez o ponto mais preocupante, organizações criminosas que aprenderam a lavar bilhões de reais e entrar na economia formal.”

Para Gaspar, essa mudança também exige uma resposta diferente do poder público: “Por isso, o enfrentamento precisa acontecer em todas as frentes”. “Vamos declarar guerra a essas organizações criminosas. O Estado precisa voltar a ser mais forte que o crime.”

O uso de tecnologia e inteligência também aparece entre as propostas de Gaspar para outra área que marcou sua atuação recente no Congresso: a proteção de aposentados e pensionistas. O deputado afirmou que um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende reforçar os mecanismos para impedir que descontos sejam realizados sem autorização efetiva dos beneficiários.


Gaspar apresentou um relatório de quase 5 mil páginas, com mais de 200 pedidos de indiciamentos e investigações na CPMI do INSS; o parecer foi rejeitado em articulação da base governista no Congresso - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


Indagado sobre qual seria a primeira medida para evitar a repetição das fraudes investigadas pela comissão, Gaspar foi direto: “Primeiro, fechar a porta do cofre”.

“Depois de tudo que nós descobrimos, é inadmissível que alguém consiga tirar um centavo da aposentadoria de uma pessoa sem uma autorização verdadeira, segura e comprovada. Precisamos responsabilizar quem abriu as portas para o roubo. Porque uma fraude desse tamanho não acontece sozinha.” 

Para o candidato a vice, a proteção desses recursos deverá ser tratada como uma das prioridades da administração: “O aposentado trabalhou a vida inteira. O dinheiro dele é sagrado. Quem meter a mão precisa responder.” 



Bolsa Família será mantido


Cartão do Bolsa Família | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Em outra frente do programa de governo, Gaspar ressaltou que a chapa não pretende extinguir o Bolsa Família. O benefício será preservado, segundo ele, mas deverá funcionar em conjunto com políticas destinadas a ampliar a renda e criar condições para que famílias deixem de depender do programa. O plano chama essa abordagem de “proteção à autonomia”.

“O presidente Flávio já deixou claro que o Bolsa Família será mantido. Ninguém vai retirar proteção de quem precisa. O que queremos é acrescentar uma porta de saída para a pobreza. O benefício precisa proteger a família no momento de vulnerabilidade, mas o Estado também precisa oferecer qualificação, oportunidade de emprego e condições para que aquela pessoa possa aumentar sua renda.” 

Segundo o deputado, a intenção não é estabelecer simplesmente uma meta de redução do número de beneficiários. “Não queremos simplesmente diminuir o número de pessoas no Bolsa Família”, afirmou.

“Queremos diminuir o número de brasileiros que precisam do Bolsa Família porque conseguiram emprego, renda e autonomia.” 


Sarah Peres - Revista Oeste

Correios acumulam prejuízo de R$ 5,5 bilhões no 1º semestre de 2026

Resultado negativo cresce 30,4% em um ano; Lula promete recuperar a estatal sem privatizá-la


Correios estão em processo de reestruturação - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil a -A 


Os Correios acumularam prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, conforme dados divulgados pela estatal neste sábado, 29. O resultado representa aumento de 30,4% em relação à perda de R$ 4,26 bilhões registrada no mesmo período de 2025, conforme o jornal O Globo.

No segundo trimestre deste ano, o prejuízo ficou em R$ 2,39 bilhões. Apesar do resultado negativo, houve melhora de 24,4% em relação aos R$ 3,16 bilhões perdidos nos primeiros três meses de 2026. Entre o primeiro e o segundo trimestre, a receita líquida cresceu 3,8%, de R$ 3,86 bilhões para R$ 4,01 bilhões. 

Os Correios executam um plano de reestruturação para reduzir despesas, rever contratos, reorganizar suas operações e aumentar as receitas. Entre as medidas estão programas de demissão voluntária e o fechamento de 1 mil pontos, entre agências e unidades de tratamento de carga. O primeiro PDV já resultou na saída de 6,5 mil funcionários. CONTEÚDO programas de demissão voluntária Ler agora › 30/0 


Atual presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon - Foto: Reprodução/Youtube

Correios recorrem a empréstimos e cortes 

No fim de 2025, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia da União. Conforme a empresa, a operação permitiu regularizar pagamentos de curto prazo e deu mais fôlego ao caixa. O caixa da estatal encerrou junho em R$ 4,9 bilhões. Além disso, uma nova operação de crédito de R$ 7 bilhões com garantia da União está em estágio avançado, de acordo com o jornal. 

Os Correios também negociam R$ 2,9 bilhões com o Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics. O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 deverá prever ainda um aporte de R$ 6 bilhões do governo federal nos Correios.

Os Correios afirmaram que a melhora das operações no primeiro semestre ainda não foi suficiente para recuperar o caixa e a situação financeira da empresa. “O resultado acumulado do semestre permanece desafiador e reforça a necessidade de continuidade e execução consistente das medidas de reestruturação”, declarou a companhia.


Lula descarta privatização da empresa

 Os números foram divulgados dois dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartar a privatização dos Correios e prometer retirar a empresa da crise, durante sabatina da TV Globo. “A crise dos Correios é que não se adaptou aos novos tempos”, disse Lula na quintafeira 27.

“Surgiram muitas empresas de fazer entregas e os Correios ficaram na mesmice.” Pesquisa Vox Brasil: Flávio aparece numericamente à frente de Lula no 2º turno PL anuncia filiação de Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio 

O presidente também defendeu um “enxugamento” das contas. “Desde 1985, os Correios vivem crise e alguém quer privatizar”, afirmou. “É uma empresa muito importante para o Brasil, porque ela está em todos os municípios.”


Mateua Couto -\ Revista Oeste