segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Milei chama Lula de 'ladrão' e 'corrupto'... O óbvio ululante

 As novas críticas do presidente argentino ao petista vieram durante entrevista concedida neste domingo, 2



Javier Milei, presidente da Argentina - Foto: Divulgação/Governo Argentin


O presidente argentino, Javier Milei, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao chamá-lo de “ladrão” e “corrupto” durante entrevista ao programa La Cornisa, exibido neste domingo 2. As declarações foram repercutidas pelo jornal argentino La Nación depois de questionamentos sobre discursos recentes em eventos no Brasil.

Milei reafirmou comentários feitos em 25 de julho na convenção do Partido Liberal, em São Paulo, e negou que tenha sido agressivo.

“É um ladrão, é corrupto, foi condenado por [ser] ladrão e corrupto. Esteve preso, portanto também é verdade que foi presidiário. E não só isso: o libertaram por uma falha administrativa do procedimento, não por ser inocente.” 


Contexto judicial e explicações de Milei 

O histórico judicial de Lula foi destacado, ao lembrar que suas condenações na Operação Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, pois a 13ª Vara Federal de Curitiba foi considerada incompetente para julgar os casos.

Milei explicou que os comentários feitos na convenção do PL não foram planejados e surgiram espontaneamente durante o discurso. Ele argumentou que sua postura está ligada à defesa das ideias liberais e à sua oposição ao avanço da esquerda na América Latina. “Eu faço isso porque sou um cruzado pelas ideias da liberdade”, disse. “Sou um defensor das ideias da liberdade e venho da batalha cultural.”


Acusações e tensão diplomática 

O presidente argentino também repetiu uma denúncia do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) segundo a qual Lula teria destinado US$ 1 bilhão para beneficiar Sergio Massa, adversário de Milei na eleição presidencial argentina de 2023. “Se há alguém que interfere politicamente na região, foi Lula, contaminando todos os lados com as ideias imundas do socialismo”, declarou. 

Na entrevista, Milei afirmou que não dirigiu críticas ao povo brasileiro durante a visita ao Brasil e alegou que sua intenção era “em defesa dos brasileiros de bem” e que suas falas foram dirigidas exclusivamente a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. A presença de Milei na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência incluiu elogios a Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “grande amigo”, e críticas à esquerda; o argentino afirmou que o Brasil deveria acabar com a “merda socialista”. Em resposta às declarações, o Itamaraty chamou o embaixador brasileiro de volta para consultas e convocou o representante argentino para apresentar um protesto formal. 


Yasmin Alencar - Revista Oeste

Lulinha, Roberta e Careca, trio que virou alvo da PF

 

Fábio Luís, o Lulinha - Foto: Reprodução/Redes Sociais.


A ordem do ministro do STF André Mendonça para que a Polícia Federal investigue Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expõe suspeitas de tráfico de influência e corrupção contra filho do presidente que já cumpriu pena de prisão, em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação agora inclui as figuras-chave da lobista Roberta Luchsinger e de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, além de Lulinha, na intermediação de negócios no governo do pai, em troca de vantagens.

Unha e carne

Viagens conjuntas, Roberta recebendo pagamentos de R$1,5 milhão e menções a “filho do rapaz” são detalhes que a PF deverá investigar.

Lobby no governo

A tramoia envolveria o Ministério da Saúde e o gabinete pai para compra milionária de produtos derivadas de maconha ou “cannabis medicinal”.

Problema do outro

Apesar das suspeitas contra seu gabinete, Lula sempre se refere ao problema como se fosse só do filho, em cuja “inocência” diz acreditar.

Diário do Poder

Deputados já nos custaram mais de R$584 milhões só este ano

 


Plenário da Câmara dos Deputados | Foto: Kayo Magalhães / Ag. Câmara


Supera meio bilhão de reais a quantia que o pagador de impostos desembolsou este ano para sustentar os gabinetes da Câmara dos Deputados. O farto dinheiro é gasto sem dó em “Cotara para o Exercício da Atividade Parlamentar”, conhecido como cotão, e verba de gabinete, que sustenta um exército de aspones em Brasília e nas bases eleitorais de suas excelências. No cotão, cabe uma infinidade de despesas, como passagens aéreas, planos de telefonia, abastecimento, alimentação…

Dinheiro sem fim

Cada um dos 513 deputados pode torrar R$165.806,07 como verba de gabinete. O limite é mensal para custear os salários dos pendurados.

Só a nata

Cada contratado, livremente selecionado pelo parlamentar, pode receber um salário de fazer inveja, coisa de marajá: R$25.958,90.

Raio-x da gastança

A conta é assim: só de verba de gabinete foram R$448,3 milhões. Com o cotão, lá se vão mais R$133,3 milhões. E o ano ainda não acabou.

A cereja

Coloca no bolo outros R$2,4 milhões que a Câmara (nós) bancou a título de auxílio-moradia aos nobres, que já têm salário de R$46,3 mil.

Diário do Poder

domingo, 2 de agosto de 2026

Ex-presidiário Lula afronta legislação e, mesmo proibido, pede votos para seus cúmplices na Bahia

Pedidos explícitos de votos são proibidos pela lei eleitoral, mas, e daí?


Descondenado Lula durante convenção do PT-BA


O presidente Lula (PT) fez pedidos explícitos de voto durante a convenção estadual do partido na Bahia, realizada neste sábado (1º), apesar de a legislação eleitoral proibir esse tipo de manifestação antes de 16 de agosto, data marcada para o início oficial da propaganda eleitoral.

Ao discursar no evento que oficializou as candidaturas do governador Jerônimo Rodrigues à reeleição e dos ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner ao Senado, Lula pediu apoio aos candidatos petistas e também à própria candidatura à Presidência.

“Depois que vocês votarem em deputado estadual, deputado federal, senador da República e votarem no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim”, afirmou o presidente. Em outro momento, também defendeu a eleição de Rui Costa e Jaques Wagner, argumentando que “o Senado está muito ruim” e precisa de parlamentares alinhados ao governo.

A Lei das Eleições permite, neste período de pré-campanha, a realização de convenções partidárias, a divulgação de pré-candidaturas e a apresentação de propostas. No entanto, o pedido explícito de votos é vedado até o início oficial da campanha, em 16 de agosto.

O episódio ocorre poucos dias depois de o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) condenar Lula ao pagamento de multa de R$ 15 mil por um pedido de votos feito em maio para as então pré-candidatas ao Senado por São Paulo, Simone Tebet e Marina Silva. Na decisão, o tribunal entendeu que houve propaganda eleitoral antecipada por meio de pedido expresso de voto.

Rodrigo Vilela - Diário do Poder



PL oficializa Michelle e Bia Kicis como candidatas ao Senado pelo DF

 Convenção em Brasília também confirma apoio do partido à reeleição da governadora Celina Leão


Bia Kicis, Celina Leão e Damares Alves na convenção do PL em Brasília - Foto: Reprodução/ Instagram 


O Partido Liberal (PL) oficializou neste domingo, 2, as candidaturas da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e da deputada federal Bia Kicis ao Senado pelo Distrito Federal. O anúncio ocorreu durante a convenção do partido, em Brasília. 

A candidatura de Michelle gerou dúvidas no PL depois de discussões com o enteado e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro. Na ocasião, a ex-primeira-dama deixou a presidência do PL Mulher e avaliou a candidatura para ampliar a aproximação com o público feminino. Ela presidiu o PL Mulher desde 2023.

Bia Kicis, presidente do diretório distrital do PL, completa a chapa ao Senado. A deputada cumpre o segundo mandato na Câmara, é formada em Direito pela Universidade de Brasília e atuou como subprocuradorageral do Distrito Federal até se aposentar, em 2016. Michelle e Bia para o Senado; Celina Leão para o governo 

O evento do PL também confirmou apoio à reeleição da governadora Celina Leão (PP), oficializada pela Federação União Progressista neste domingo. O candidato a vice-governador é Gustavo Rocha.


Durante a convenção, Celina afirmou que Michelle enfrentou dificuldades antes de decidir disputar a eleição. “Ela foi muito questionada por que não decidia logo”, disse. “Era muito difícil para ela decidir entre cuidar do marido e ser candidata. Mas, por amor ao marido, pela aliança que ela tem com a Bia e pela responsabilidade que ela tem com o Brasil, Michelle será nossa senadora junto comigo.”

Michelle não estava presente no momento do anúncio do seu nome na convenção por causa de uma enxaqueca persistente. Ela chegou a ser internada, mas recebeu alta no fim da tarde. Até a finalização desta reportagem, ela não havia chegado no evento.

 


Bia Kicis, Celina Leão e Damares Alves na convenção do PL em Brasília = Foto: Reprodução/ Instagram


A convenção da Federação União Progressista também definiu os candidatos à Câmara Legislativa do Distrito Federal e à Câmara dos Deputados. Os deputados distritais Daniel de Castro (PP), Pepa (PP) e Eduardo Pedrosa (União Brasil) disputarão a reeleição. 

Letícia Alves - Revista Oeste

sábado, 1 de agosto de 2026

Com o cinismo habitual e a certeza de impunidade em face da cumplicidade de seus comparsas instalados no STF, o ex-presidiário Lula ignora lei eleitoral e pede votos para si e Jaques Wagner

 Mesmo depois de investigação da PF, descondenado reforça apoio ao senador baiano 



Lula e Jaques Wagner durante evento do governo federal na Bahia - Foto: Divulgação/GOVBA


Luiz Inácio Lula da Silva atropelou a legislação eleitoral ao pedir votos para si próprio e para correligionários na convenção do PT em Salvador neste sábado, 1º. O presidente disparou pedidos diretos antes do período permitido pela Justiça e dirigiu apelos incomuns à militância. “Se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança”, declarou o petista durante o evento.

A lei proíbe qualquer pedido explícito de voto antes do dia 16 de agosto. As convenções servem apenas para oficializar nomes e coligações. Lula ignorou a restrição e cobrou o apoio dos eleitores baianos ao longo de toda a cerimônia. “Pelo amor de Deus, depois de falar do Jerônimo, depois de falar do Wagner, lembrem-se que tem o Lula lá em São Paulo esperando um voto de vocês”, declaroe. O petista citou suas três vitórias anteriores e exigiu uma nova recondução ao cargo. 

“Estou pedindo para vocês não se cansarem de votar”, disse. 

Me elejam pela quarta vez para a gente poder fazer esse país definitivamente dar certo”.


Defesa de aliado mirado pela Polícia Federal 

O chefe do Executivo aproveitou a viagem a Salvador para afagar o senador Jaques Wagner. O Supremo Tribunal Federal (STF) retirou o sigilo das investigações da Polícia Federal contra o parlamentar dois dias antes do encontro. A corporação aponta que o ex-líder do governo usou o cargo para atuar em favor de controladores do extinto Banco Master. Lula chamou o aliado de “querido” e cobrou sua recondução ao Congresso. 

“Eu preciso de dois votos, nesse galego e nesse companheiro aqui”, disse o petista, apontando para Wagner e para o ex-ministro Rui Costa, respectivamente. O presidente atacou os adversários políticos e declarou que a atual composição do Senado “está em um nível baixo muito grande”, mas omitiu o envolvimento do colega de partido no escândalo financeiro.



Erich Mafra - Revista Oeste

Empresa ligada a Lulinha fechou R$55 milhões em contratos com o governo Lula

Lulinha teria atuado na prospecção de negócios junto à administração pública


Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula. (Foto: Reprodução).


O inquérito aberto pela Polícia Federal para apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, também lançou luz sobre contratos firmados entre a empresa 3Structure IT e o governo federal. Segundo levantamento obtido pela CNN Brasil, a companhia, para a qual a PF aponta que Lulinha teria atuado na prospecção de negócios junto à administração pública, mantém acordos que somam cerca de R$ 55 milhões com órgãos da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

De acordo com as investigações, a 3Structure IT teria buscado oportunidades de negócios em órgãos públicos, entre eles a Dataprev. A Polícia Federal sustenta que há indícios de que Lulinha tenha atuado em favor da empresa, o que motivou a abertura do inquérito autorizada pelo ministro do STF André Mendonça. A defesa do empresário nega qualquer irregularidade e afirma que ele nunca exerceu influência para beneficiar empresas perante a administração pública.

Os contratos identificados abrangem serviços e soluções na área de tecnologia da informação. Entre os principais acordos estão um contrato de aproximadamente R$ 42 milhões com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social e outro de cerca de R$ 19 milhões com a mesma pasta, voltado à implantação de soluções de backup. Também há contratos de menor valor com outros órgãos da administração federal.

A investigação teve origem em um chamado “encontro fortuito” durante as apurações sobre as fraudes no INSS. Ao analisar documentos e mensagens relacionados ao esquema, investigadores encontraram elementos que, na avaliação da PF, justificavam a abertura de um novo inquérito específico para apurar eventual tráfico de influência envolvendo Lulinha e empresários ligados à 3Structure IT.

Rodrigo Vilela - Diário do Poder