terça-feira, 8 de setembro de 2026

Mendonça diz que investigação da PF é cenário concebido por George Orwell

 

O ministro André Mendonça, do STF, durante sessão da 2ª Turma do STF - 16/06/2026 | Foto: Rosinei Coutinho/STF


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), comparou a produção e a divulgação de relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) a um cenário descrito por George Orwell no livro 1984. A referência consta de decisão desta terça-feira, 8, que afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. 

Mendonça relacionou a comparação a três fatos: a elaboração dos relatórios, o conhecimento prévio do ministro Alexandre de Moraes sobre os documentos e a divulgação posterior do material. Segundo ele, esse conjunto revela fatos de “extrema gravidade”.


“Diante do quadro ora apresentado, que mais se assemelha ao cenário concebido por George Orwell em sua célebre distopia, intitulada ‘1984’”, escreveu Mendonça. “(…) verifica-se, a mais não poder, que a produção dos ‘relatórios de inteligência’ em questão, o fato de sobre eles ter sido dada ciência prévia ao Ministro Alexandre de Moraes e a posterior divulgação desses ‘documentos’, revelam fatos de extrema gravidade, com repercussões não apenas no plano institucional, mas também quanto à segurança e integridade pessoal de integrante deste Supremo Tribunal Federal, além de outras autoridades públicas.”


Publicado há 77 anos, 1984 retrata uma sociedade submetida à vigilância do “Grande Irmão”. Na obra, o “Ministério da Verdade” controla a circulação de informações.



Edição do livro 1984 da Companhia das Letras - Foto: Reprodução/ Amazon


Críticas de Mendonça aos relatórios 

A decisão ocorre em meio à disputa entre Mendonça e Moraes. Relator do caso Master, Mendonça retirou, na terça-feira 1º, o sigilo de investigações da PF que apontavam proximidade entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso e dono do Master.

Dias depois, Moraes pediu a abertura de uma investigação contra Mendonça. O pedido se baseou em um documento da PF, sem caráter probatório, que apontava assimetria em medidas adotadas pelo ministro contra políticos no caso Master.


Nesta terça-feira, 8, Mendonça também suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência da PF sobre a atuação funcional de ministros do STF. Ele afastou preventivamente Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. 

O ministro afirmou ainda que foi monitorado pela PF por pelo menos 30 dias em agosto. Segundo ele, houve atividades de “monitoramento” e “coleta dirigida” de informações contra ele e contra o advogado-geral da União. 

Mendonça também criticou o relatório apresentado por Moraes à presidência do STF para pedir sua investigação. Ele classificou o documento como tecnicamente frágil e o chamou de “um verdadeiro ‘nada jurídico’”.


Letícia Alves - Revista Oeste

Mendonça diz que investigação da PF é cenário concebido por George Orwell

 

O ministro André Mendonça, do STF, durante sessão da 2ª Turma do STF - 16/06/2026 | Foto: Rosinei Coutinho/STF


O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), comparou a produção e a divulgação de relatórios de inteligência da Polícia Federal (PF) a um cenário descrito por George Orwell no livro 1984. A referência consta de decisão desta terça-feira, 8, que afastou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. 

Mendonça relacionou a comparação a três fatos: a elaboração dos relatórios, o conhecimento prévio do ministro Alexandre de Moraes sobre os documentos e a divulgação posterior do material. Segundo ele, esse conjunto revela fatos de “extrema gravidade”.


“Diante do quadro ora apresentado, que mais se assemelha ao cenário concebido por George Orwell em sua célebre distopia, intitulada ‘1984’”, escreveu Mendonça. “(…) verifica-se, a mais não poder, que a produção dos ‘relatórios de inteligência’ em questão, o fato de sobre eles ter sido dada ciência prévia ao Ministro Alexandre de Moraes e a posterior divulgação desses ‘documentos’, revelam fatos de extrema gravidade, com repercussões não apenas no plano institucional, mas também quanto à segurança e integridade pessoal de integrante deste Supremo Tribunal Federal, além de outras autoridades públicas.”


Publicado há 77 anos, 1984 retrata uma sociedade submetida à vigilância do “Grande Irmão”. Na obra, o “Ministério da Verdade” controla a circulação de informações.



Edição do livro 1984 da Companhia das Letras - Foto: Reprodução/ Amazon


Críticas de Mendonça aos relatórios 

A decisão ocorre em meio à disputa entre Mendonça e Moraes. Relator do caso Master, Mendonça retirou, na terça-feira 1º, o sigilo de investigações da PF que apontavam proximidade entre Moraes e Daniel Vorcaro, ex-banqueiro preso e dono do Master.

Dias depois, Moraes pediu a abertura de uma investigação contra Mendonça. O pedido se baseou em um documento da PF, sem caráter probatório, que apontava assimetria em medidas adotadas pelo ministro contra políticos no caso Master.


Nesta terça-feira, 8, Mendonça também suspendeu a produção e o compartilhamento de relatórios de inteligência da PF sobre a atuação funcional de ministros do STF. Ele afastou preventivamente Andrei Rodrigues e o diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa. 

O ministro afirmou ainda que foi monitorado pela PF por pelo menos 30 dias em agosto. Segundo ele, houve atividades de “monitoramento” e “coleta dirigida” de informações contra ele e contra o advogado-geral da União. 

Mendonça também criticou o relatório apresentado por Moraes à presidência do STF para pedir sua investigação. Ele classificou o documento como tecnicamente frágil e o chamou de “um verdadeiro ‘nada jurídico’”.


Letícia Alves - Revista Oeste

Van Hattem diz que afastamento de Andrei ‘é só o começo’ e pede investigação

Ele afirma que o petista deveria ter sido afastado após aparecer nas mensagens de Vorcaro


Deputado federal Marcel van Hattem. (Foto: Diário do Poder).



O deputado federal Marcel van Hattem (Novo), candidato ao Senado pelo Rio Grande do Sul, celebrou a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou nesta terça-feira (8) o afastamento preventivo do diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues.

O parlamentar destacou ainda, que o presidente Lula (PT) já deveria ter afastado Rodrigues.

A medida ocorre em meio aos desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master. O nome de Andrei, apareceu em mensagens trocadas por Daniel Vorcaro, dono do banco.

”O afastamento de Andrei Rodrigues é só o começo. O NOVO pediu a medida, mas essa vitória é de todo brasileiro que exige respeito à Constituição. Depois de tudo o que veio a público, Lula já deveria tê-lo afastado. Agora, é preciso investigar até o fim Andrei, os agentes da PF envolvidos em abusos e ilegalidades e também o papel de Alexandre de Moraes. Quem usou o Estado para perseguir adversários ou embaraçar investigações precisa ser responsabilizado”, destaca Marcel.

Na mesma decisão, o magistrado também determinou o afastamento do delegado federal Leandro Almada da Costa, diretor de Inteligência Policial da PF.

Mendonça afirmou ter sido alvo de “monitoramento sistemático e ilegal” da PF por mais de 30 dias.

Diário do Podet

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Fiasco: após Desenrola 2.0, inadimplência cresce e atinge 83,9 milhões de brasileiros

 

Governo Lula lançou Programa Desenrola contra endividamento. (Foto: Arquivo/EBC).


O suposto sucesso do programa Desenrola 2.0, que Lula tenta usar para arrancar votos dos endividados, não encontra sustentação nos números. Desde o início, em maio deste ano, o número de inadimplentes no Brasil só aumentou. Levantamento da Serasa Experian traz o mapa da inadimplência e negociação de dívidas com números assustadores: são 83,9 milhões de inadimplentes no país em julho, edição mais recente do levantamento, com valor total das dívidas batendo nos R$586 bilhões.

Queimou a largada

No lançamento do programa, o mapa registrava 83,5 milhões de inadimplentes. No mês seguinte, o índice subiu e bateu nos 83,7 milhões.

Cenário desesperador

O mesmo documento mostra que o valor médio devido por pessoa alcança os R$6.987,23 (julho). Subiu 0,96% em relação a junho.

Efeito Malddad

Quando Lula assumiu, eram 70,09 milhões de endividados. Número alto, mas distante dos atuais 83,9 milhões.

No vermelho

O estado com mais inadimplentes é o Amapá, de Davi Alcolumbre (União) e Randolfe Rodrigues (PT), com 64,8% da população.


Diário do Poder

domingo, 6 de setembro de 2026

Marco Aurélio diz que André Mendonça agiu corretamente no caso Moraes/Vorcaro

Ministro aposentado afirma que Mendonça seguiu o procedimento adequado e critica adoção de sigilo


Marco Aurélio Mello, ministro aposentado do STF. (Foto: Diário do Poder).

O ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello afirmou neste sábado (5) que houve uma “inversão de valores” na condução dos procedimentos que envolvem o ministro Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

Na avaliação de Marco Aurélio, o ministro André Mendonça agiu corretamente ao receber um relatório da Polícia Federal e encaminhá-lo à Procuradoria-Geral da República (PGR).

“Eu penso que está havendo uma inversão de valores. O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da PF e procedeu como deveria, encaminhando à PGR”, declarou em entrevista à CNN.

O ex-ministro também criticou a adoção de sigilo nos procedimentos e defendeu que as investigações sejam conduzidas com publicidade e transparência. Para ele, a regra deve ser o acesso às informações, especialmente quando estão em discussão atos relacionados à administração pública.

“A regra é transparência, publicidade, para que a gente saiba o que está acontecendo na administração pública. O sigilo não se coaduna com os ares democráticos”, afirmou.

Mael Belfort Diário do Poder

Líder dos delegados da PF defende identificação das conversas entre Vorcaro e Alexandre de Moraes

Edvandir Paiva também informa que relatório Usado por Moraes contra André Mendonça não pod circular fora da PF



Edvandir Paiva, presidente da Associacao Nacional dos Delegados da Polícia Federal - Foto: Jefferson Rudy/Senado.


O presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF), Edvandir Paiva, afirmou neste sábado (5) que o relatório de inteligência da PF usado pelo ministro Alexandre de Moraes no inquérito das Fake News é “totalmente irregular” e nunca deveria ter saído da corporação. ele também defendeu os policiais que cumpriram a ordem judicial de Mendonça para identificar as conversas de Moraes, afirmando que não houve irregularidade na conduta da equipe.

Segundo Paiva, o documento reúne impressões internas e análises subjetivas. Por isso, não poderia circular fora da Polícia Federal nem ser juntado a um processo criminal. A posição de Paiva foi noticiada pelo jornalista Aguirre Talento, do Estadão.

“O conhecimento de que ele existe por pessoas de fora da polícia e a utilização dele em um processo criminal é algo totalmente irregular”, disse.

O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, entregou o material a Moraes após ordem do ministro. O próprio relatório indica que não tem valor probatório e não serve como elemento de acusação. Mesmo assim, Moraes o usou para acusar o colega André Mendonça de abuso de autoridade, depois que Mendonça pediu à PF um relatório com conversas entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro.

A divulgação gerou “estranheza muito grande” entre delegados. Muitos chegaram a questionar se o texto realmente tinha sido produzido na PF, porque o formato e a ausência de autor não são habituais em relatórios de inteligência. Paiva destacou que a doutrina de inteligência proíbe a inclusão desse tipo de documento em inquéritos e que situações internas como essa não deveriam ser conhecidas fora da corporação.

Ele também alertou que a exposição do relatório pode ter comprometido investigações em andamento, ao revelar alvos que ainda não sabiam que estavam sendo investigados.

Diário do Poder

sábado, 5 de setembro de 2026

Alexandre de Moraes afoga o STF na imundície

 Ministro usou documento apócrifo, sem valor probatório, para incluir André Mendonça no Inquérito das Fake News


Moraes participa de uma coletiva de imprensa depois do fechamento das urnas na eleição presidencial do Brasil - Foto: Adriano Machado/Reuters

Alexandre de Moraes jogou o STF na lama ao usar documento apócrifo, sem valor probatório, provavelmente escrito com ajuda de IA, como se fosse relatório oficial da Inteligência da PF para incluir André Mendonça no Inquérito das Fake News, do qual ele já tirado por Edson Fachin. As acusações são de usurpação do trabalho policial, condução irregular de tratativas de colaborações premiadas e direcionamento de ouça este conteúdo readme 0:00 1.0x 05/09/2026, 18:27 Mario Sabino: 'Moraes afoga o STF na imundície' https://revistaoeste.com/politica/moraes-afoga-o-stf-na-imundicie/ 2/11 investigações para atingir o próprio Moraes e o amigão dele no Senado, o notório Davi Alcolumbre, por motivos pessoais e políticos.

Alexandre de Moraes jogou o STF na lama ao usar documento apócrifo, sem valor probatório, provavelmente escrito com ajuda de IA, como se fosse relatório oficial da Inteligência da PF para incluir André Mendonça no Inquérito das Fake News, do qual ele já tirado por Edson Fachin. As acusações são de usurpação do trabalho policial, condução irregular de tratativas de colaborações premiadas e direcionamento de  investigações para atingir o próprio Moraes e o amigão dele no Senado, o notório Davi Alcolumbre, por motivos pessoais e políticos.

Para completar a ignomínia, outros ministros do STF foram colocados no meio da alegada trama perpetrada por André Mendonça, como se o desafeto de Alexandre de Moraes fosse inimigo de meio tribunal.

 André Mendonça é acusado por Alexandre de Moraes de tê-lo investigado ilegalmente, sem autorização do Supremo, mas Alexandre de Moraes foi quem “investigou” André Mendonça de maneira ilegal, sem conhecimento dos seus pares. 

Perguntas que não calam: quem deu ordem para que fosse produzido o relatório? Por que é apócrito? Por que foi enviado para o ministro e não para o presidente do Supremo?


Os cupinchas de Moraes

 Como é grande o desespero do ministro por ter ficado nu com a mão no bolso diante das revelações da sua relação promíscua com Daniel Vorcaro, gente republicana ligada a ele, a Paulo Gonet e a Andrei Rodrigues, igualmente citados no caso Master, tentou antes assassinar a reputação de André Mendonça. Espalharam que o instituto do ministro, do qual ele se desligou ontem, havia recebido dinheiro de Daniel Vorcaro.

O banqueiro do Master ofereceu patrocínio, mas André Mendonça diz que a oferta foi recusada. Mesmo assim, ele mandou revirar as contas do instituto e afirma que nada foi encontrado até o momento.

Fabricou-se até mesmo a acusação de que um cupincha do banqueiro fraudador havia pagado um terno para André Mendonça, feito sob medida por um alfaiate caro de São Paulo. O ministro apresentou as notas de que o terno foi pago por ele próprio. Só faltou dizer que André Mendonça comprou sorvete Kibon com dinheiro de Daniel Vorcaro.

Acuado, restou a Alexandre de Moraes tumultuar a cena do crime, fabricando acusações processuais contra o colega para tentar anular todas as investigações conduzidas por ele no âmbito do caso Master.

 Não é coincidência a semelhança com a estratégia utilizada para exterminar a Lava Jato. 

Dessa forma, Alexandre de Moraes salvaria a própria pele e a de todos os outros que levaram bola de Daniel Vorcaro (supostamente, como preveem os bons modos jornalísticos). Até Flávio Bolsonaro seria salvo, veja só, a quem acusam André Mendonça de proteger, ao contrário do que aconteceria com Lulinha.


As mentiras do ministro

O fato incontornável e teimoso é que, pego na mentira de que não era o destinatário das mensagens cabulosas do banqueiro fraudador, Alexandre de Moraes permanece calado sobre o motivo de ter enviado textos de visualização temporária em resposta aos pedidos do banqueiro por proteção. 

Também não explica por que Viviane Barci de Moraes, a advogada que confunde “sob” com “sobre”, assinou um contrato de R$ 131 milhões com o banco Master — contrato, aliás, revisado e editado pelo maridão Alexandre de Moraes, como veio a se descobrir.

Falta esclarecer também a proposta de Daniel Vorcaro para que o escritório da mulher do ministro se tornasse sócio na propriedade de um baita jato particular. Ninguém foi informado, ainda, da razão de os filhos do casal Moraes terem sido presenteados com cartões de crédito de limite de gastos estratosférico. 

E por que o banqueiro fraudador fez uma declaração de gratidão eterna ao ministro e à sua família? O silêncio impera. Alexandre de Moraes não explica nada, porque nada disso é explicável à luz da decência e da honestidade. 

Essa é a verdade fulgurante a ponto de machucar os olhos; e não há qualquer infração regimental que possa ser atribuída a André Mendonça, fabricação de relatório apócrifo contra ele ou manobra diversionista dos seus adversários capaz de apagá-la. 

Não há outro caminho correto e honrado para o STF, a não ser o de se livrar o mais cedo possível de Alexandre de Moraes, inclusive porque ele acha que pode boiar no mar de lama enquanto afoga o tribunal na imundície.

Mário Sabino - Revista Oeste