segunda-feira, 1 de junho de 2026

Deputado Sanderson aciona TCU para investigar gastos de 'autoridades' no 'Gilmarpalooza'

Parlamentar pede levantamento de despesas com viagens, hospedagens e diárias custeadas pelo poder públicoo 


Reprodução

O deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) protocolou uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) para apurar os gastos públicos relacionados à participação de autoridades brasileiras no Fórum de Lisboa 2026, mais conhecido como “Gilmarpalooza”, realizado em Portugal. 

O evento, promovido pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes, reúne integrantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de empresários, advogados e representantes de diferentes segmentos econômicos. 

Na petição encaminhada ao TCU, Sanderson solicita a verificação da regularidade das despesas custeadas por órgãos públicos, incluindo passagens aéreas, hospedagens, diárias e outros gastos vinculados às viagens internacionais dos participantes.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa, ao menos 135 autoridades e servidores públicos receberam autorização para comparecer ao encontro. Somente os custos autorizados por parte dos órgãos envolvidos já somariam centenas de milhares de reais, sem considerar passagens e demais despesas associadas.


Ofício 275/2026

Assunto: Representação por possível desvio de finalidade e violação dos princípios da Administração Pública no custeio de viagens internacionais de agentes públicos destinadas à participação no denominado Fórum de Lisboa 2026. Senhor Ministro, Cumprimentando-o cordialmente, sirvo-me do presente para encaminhar a Vossa Excelência representação sejam apurados fatos relacionados ao custeio de viagens internacionais de agentes públicos destinadas à participação no denominado Fórum de Lisboa 2026, bem como para que sejam avaliadas medidas normativas e de controle voltadas à ampliação da transparência, da moralidade administrativa e da prevenção de conflitos de interesses em eventos semelhantes realizados no exterior, pelos fatos e fundamentos a seguir expostos. 

A presente representação decorre de informações amplamente divulgadas pela imprensa nacional 1 indicando que ao menos 135 autoridades e servidores públicos vinculados aos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário receberam autorização para participar do Fórum de Lisboa, evento realizado em Portugal e tradicionalmente associado ao Ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Ferreira Mendes. As reportagens apontam que parcela significativa dos custos relacionados às viagens, hospedagens e diárias está sendo suportada por recursos 1 Acesso em 31 de maio de 2026. Acesso em 31 de maio de 2026. Brasília – DF | Câmara dos Deputados, Anexo I

Segundo os dados divulgados, apenas o Tribunal de Justiça do Estado do Piauí e o Tribunal de Contas da União teriam autorizado despesas que, somadas, alcançariam aproximadamente R$ 692.000,00 em diárias, sem considerar passagens aéreas e demais custos correlatos. 

Há ainda registros de autorizações concedidas por diversos outros órgãos públicos, sem que exista, até o momento, divulgação consolidada dos gastos totais, dos critérios utilizados para seleção dos participantes, dos objetivos institucionais específicos de cada deslocamento ou dos resultados concretos obtidos em favor da administração pública. 

Embora não se questione, em tese, a legitimidade da participação de agentes públicos em congressos, seminários e fóruns acadêmicos nacionais ou internacionais, é indispensável observar que toda despesa pública deve atender aos princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, previstos no artigo 37 da Constituição Federal. 

O dispêndio de recursos públicos para custear deslocamentos internacionais somente se justifica quando demonstrada, de forma objetiva e documental, a existência de interesse público direto, específico e mensurável, capaz de justificar a utilização de verbas oriundas dos contribuintes. 

No caso em análise, chama atenção a expressiva quantidade de autoridades públicas participantes, oriundas de instituições que exercem funções de julgamento, fiscalização, regulação, controle, persecução, advocacia pública e elaboração legislativa. 

A reunião simultânea de membros dos três Poderes da República em ambiente que também congrega empresários, advogados, representantes de setores regulados e agentes econômicos com interesses submetidos à atuação estatal exige especial atenção dos órgãos de controle, não necessariamente em razão da ocorrência de irregularidades concretas já comprovadas, mas em razão da necessidade de preservação da confiança pública, da imparcialidade institucional e da integridade das funções exercidas pelos participantes.

A Constituição Federal impõe à Administração Pública não apenas o dever de agir dentro dos limites formais da legalidade, mas também a obrigação de observar padrões elevados de moralidade administrativa. A jurisprudência consolidada dos tribunais superiores reconhece que o princípio da moralidade possui conteúdo jurídico próprio e exige comportamento compatível com os valores éticos que devem nortear o exercício da função pública. 

Nesse contexto, a utilização de recursos públicos para participação em eventos cuja programação combine atividades acadêmicas, institucionais, sociais e de relacionamento demanda mecanismos rigorosos de controle e transparência. A ausência de divulgação prévia e padronizada dos custos totais envolvidos, dos critérios de escolha dos participantes, das agendas oficiais cumpridas, dos encontros institucionais realizados e dos resultados efetivamente alcançados dificulta o controle social e compromete a plena observância do princípio da publicidade. 

Em uma República fundada na prestação de contas e na transparência administrativa, não basta que a despesa seja formalmente autorizada; é necessário que a sociedade possa compreender, fiscalizar e avaliar sua efetiva utilidade pública. 

Também merece especial atenção a circunstância de que eventos dessa natureza frequentemente reúnem autoridades responsáveis pela tomada de decisões relevantes para setores econômicos específicos, incluindo instituições financeiras, empresas reguladas, grupos empresariais e organizações com interesses perante o Poder Público. 

Ainda que não exista qualquer prova de conduta ilícita, o simples risco de surgimento de situações potencialmente caracterizadoras de conflito de interesses, influência indevida, captação de prestígio institucional ou comprometimento da aparência de imparcialidade recomenda atuação preventiva dos órgãos de controle. 

Nesse sentido, ganham relevância informações públicas que associam edições anteriores do evento à presença de representantes do Banco Master e de seu controlador, o empresário Daniel Vorcaro. É de conhecimento público que a referida instituição financeira tem figurado em debates relevantes envolvendo o sistema financeiro nacional, operações empresariais e temas sujeitos à atuação de órgãos reguladores, fiscalizadores e jurisdicionais. 

Embora a mera participação de empresários em eventos acadêmicos não configure qualquer irregularidade, a coexistência de agentes privados com interesses potencialmente submetidos à apreciação estatal e de autoridades públicas investidas de funções decisórias exige elevados padrões de transparência, governança e prestação de contas. 

Por essa razão, mostra-se legítimo e necessário que o Tribunal de Contas da União avalie se os órgãos participantes adotaram mecanismos adequados para prevenção de conflitos de interesses, controle de agendas institucionais, registro de reuniões, prestação de contas das atividades realizadas e demonstração dos benefícios concretos decorrentes da participação de seus agentes no evento. 

Mais do que a apuração dos fatos específicos relacionados ao Fórum de Lisboa 2026, a presente representação busca provocar reflexão institucional acerca da necessidade de aperfeiçoamento dos mecanismos de governança aplicáveis à participação de agentes públicos em eventos realizados no exterior. 

Atualmente, observa-se significativa heterogeneidade nos critérios adotados pelos diversos órgãos da Administração Pública para autorizar viagens internacionais, custear despesas e divulgar informações relacionadas às missões oficiais. Tal cenário recomenda a atuação do Tribunal de Contas da União, no âmbito de suas competências constitucionais, para avaliar a conveniência de expedir orientações, recomendações ou determinações voltadas à uniformização de procedimentos mínimos de transparência e controle. 

Entre tais medidas, poderiam ser consideradas a obrigatoriedade de divulgação prévia dos participantes e dos custos estimados; a publicação integral das agendas institucionais; a identificação das fontes de financiamento; a apresentação obrigatória de relatórios circunstanciados de resultados; a divulgação de reuniões realizadas com agentes privados; e a demonstração objetiva dos benefícios institucionais obtidos com cada participação.

A adoção dessas medidas não possui caráter restritivo nem busca impedir a participação de agentes públicos em eventos acadêmicos ou institucionais relevantes. Ao contrário, objetiva fortalecer a legitimidade dessas participações, assegurar a correta aplicação dos recursos públicos e preservar a credibilidade das instituições perante a sociedade. A crescente preocupação social com os gastos públicos, especialmente em deslocamentos internacionais de autoridades, torna imprescindível que os órgãos de controle promovam mecanismos que ampliem a transparência e permitam avaliação objetiva da relação custo-benefício dessas atividades. A transparência não deve ser vista como obstáculo à atuação institucional, mas como instrumento de fortalecimento da confiança pública e de proteção dos próprios agentes públicos contra questionamentos futuros. 

Diante do exposto, requer-se o recebimento da presente representação para que o Tribunal de Contas da União promova fiscalização, em virtude de possível desvio de finalidade, bem como de possíveis violações aos princípios da legalidade, legitimidade, economicidade, eficiência e finalidade das despesas públicas relacionadas à participação de agentes públicos brasileiros no Fórum de Lisboa 2026. 

Sendo recebida, requer-se, também, que esta Corte identifique os órgãos que custearam passagens, hospedagens, diárias e demais despesas; verifique a existência de justificativas formais, relatórios de missão e resultados institucionais; avalie eventuais riscos relacionados a conflitos de interesses e à observância dos princípios da moralidade e da impessoalidade administrativa; e examine a conveniência de estabelecer diretrizes gerais de transparência, governança e prestação de contas aplicáveis à participação de membros e servidores da Administração Pública em eventos realizados no exterior, especialmente aqueles que reúnam simultaneamente autoridades públicas, agentes políticos, representantes de órgãos de controle, empresários e demais particulares com interesses potencialmente submetidos à atuação estatal. 

Por fim, requer-se que, constatadas falhas, lacunas normativas ou insuficiência dos mecanismos atualmente existentes, sejam adotadas as providências cabíveis para aprimorar o controle e a transparência dessas despesas, em prestígio aos princípios republicanos, à moralidade administrativa, à publicidade dos atos estatais e ao dever constitucional de proteção do patrimônio público. 

Deputado Ubiratan Sanderson


No documento, o deputado argumenta que a aplicação de recursos públicos deve observar os princípios constitucionais da legalidade, moralidade, publicidade, impessoalidade e eficiência. Segundo ele, deslocamentos internacionais financiados pelo Estado exigem comprovação objetiva de interesse público, transparência na divulgação dos custos e prestação de contas sobre os resultados alcançados. 


Deputado Sanderson - Reprodução



Reprodução


Isabela Jordão - Revista Oeste

Colômbia: direita vence, mas eleição irá para 2º turno

 

Direitista teve quase 44% dos votos contra 41% da extrema-esquerda


Abelardo de la Espriella, candidato de direita, teve de fazer a campanha usando colete à prova de balas: o mais votado no 1º turno


Com 97,6% das urnas apuradas, o candidato de direita Abelardo de la Espriella lidera a eleição para presidente da Colômbia, registrando 43,8% dos votos contra 40,9% do candidato de extrema-esquerda Iván Cepeda, que registrava 40,9%, apoiado pelo atual ocupante do cargo, Gustavo Preto, de notórias ligações com os narcoterroristas das Farc. Com isso, a disputa deverá ser definida mesmo em segundo turno. Pesquisas eleitorais apontam o favoritismo de Espriella sobre Cepeda no segundo turno.

O extremista Petro está na presidência desde 2022 e não pode concorrer à reeleição porque isso é vedado pela Constituição.

A eleição ocorre em um cenário marcado pela polarização e pelo aumento da violência política na Colômbia. Durante a pré-campanha de 2025, senador Miguel Uribe, uma das principais opções de direita, foi assassinado a tiros por estímulo ou mando do regime de extrema-esquerda.

A campanha eleitoral foi marcada pelo agravamento da insegurança pública, com a intensificação de conflitos armados em diversas regiões colombianas, enquanto casos de violência envolvendo agentes políticos aumentaram a preocupação da população.

Além dos desafios internos, a Colômbia enfrenta uma escalada de tensões com o vizinho Equador, que tem conduzido operações militares para combater organizações criminosas na região de fronteira entre os dois países.

Diário do Poder

domingo, 31 de maio de 2026

Moraes, Viviane e Motta participam de jantar em clima de ‘préGilmarpalooza’ - Bacanal às custas dos pagadores de impostos

 




Na noite deste domingo, 31, Lisboa se transformou, por algumas horas, em uma extensão de Brasília. Longe dos plenários, das sessões transmitidas ao vivo e das reuniões oficiais, integrantes da cúpula do Judiciário e do Legislativo se encontraram em um jantar no Restaurante Sacramento do Chiado, na capital portuguesa. 

O encontro funcionou como uma espécie de “pré-Gilmarpalooza”, apelido dado ao Fórum Jurídico de Lisboa organizado pelo Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa, do decano Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Não é raro eventos semelhantes ocorrerem paralelamente às discussões acadêmicas. 

Outras autoridades no pré-Gilmarpalooza Moraes estava acompanhado da mulher, Viviane Barci, sempre muito atenta a todos os convidados que entravam e saíam do local. Também participaram do encontro o ex-ministro do STF Ricardo Feito.


Outras autoridades no pré-Gilmarpalooza 

Moraes estava acompanhado da mulher, Viviane Barci, sempre muito atenta a todos os convidados que entravam e saíam do local. Também participaram do encontro o ex-ministro do STF Ricardo Lewandowski, o ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), e o vice-presidente do STJ, Luis Felipe Salomão. 

Moraes e Viviane estão há cinco meses sem comentar o contrato de R$ 129 milhões entre o antigo Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro, e o escritório de advocacia da mulher do ministro do STF.

sábado, 30 de maio de 2026

PCC e CV, aliados do desgoverno do ex-presidiário Lula, atuam em 12 Estados dos EUA, revela porta-voz do governo Trump

 Amanda Roberson ressalta que facções 'manejam fluxos e redes financeiras ilícitas'




O governo dos Estados Unidos afirmou nesta sexta-feira, 29, que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) atuam em 12 Estados norte-americanos. A informação foi dada pela porta-voz do Departamento de Estado, Amanda Roberson, em entrevistas à imprensa brasileira.

“Sabemos que estes dois grupos estão atuando não somente dentro do Brasil, mas em outros países também”, afirmou Amanda ao Jornal Nacional, da TV Globo. “Incluindo, vimos suas atividades em 12 Estados aqui nos EUA.” Ela acrescentou que as ações atribuídas aos grupos envolvem lavagem de dinheiro, transporte de itens de contrabando, tráfico de drogas e tráfico de pessoas.

À Folha de S.Paulo, a representante do governo Donald Trump disse que as facções “manejam fluxos e redes financeiras ilícitas” e representam uma ameaça “não só para a segurança dentro do Brasil, mas também em outros países”.

Segundo Amanda, a decisão foi baseada em avaliações de segurança nacional e integra a estratégia do governo norte-americano de utilizar “todas as ferramentas disponíveis” para proteger PCC e CV atuam em 12 Estados dos EUA, revela governo Trump https://revistaoeste.com/mundo/pcc-e-cv-atuam-em-12-estados-dos-eua-revela-porta-voz-do-governo-trump/ 2/11 território. 

A medida entrou em vigor de forma imediata nesta quinta-feira, 28.


Donald Trump durante uma reunião no gabinete da Casa Branca, em Washington, DC – 27/5/2026 - Foto: Evan Vucci/Reuters

Amanda reforçou que a medida não prevê qualquer tipo de intervenção militar norte-americana no Brasil. Entre as consequências estão restrições de vistos para integrantes das facções, bloqueio de bens nos EUA, proibição de transações financeiras e criminalização de apoio material aos grupos. 

A porta-voz também afirmou que a cooperação com autoridades brasileiras continuará. “Já temos mais de 200 anos de coordenação em muitos aspectos diferentes, incluindo a segurança, essa coordenação também vai continuar”, declarou.

Amanda disse ainda que Washington tem incentivado medidas mais rígidas contra as facções no Brasil. 

“Sempre estamos em comunicação com as autoridades brasileiras e incentivamos que Flávio rebata Lula por fala sobre PCC e CV: ‘Nossos, não; seus criminosos’ Lula cobra entrega de Ramagem dos EUA Empresas supostam ligadas ao PCC rece repasses em Goiás tomem medidas mais rigorosas contra esses grupos, que estão causando muita violência e muito dano em todo o Brasil”, afirmou. 

Segundo a porta-voz, desde o começo do segundo mandato de Donald Trump, os EUA já classificaram 17 facções e cartéis da América Latina como organizações terroristas. Ela também negou relação entre a medida contra PCC e CV e as eleições presidenciais de 2026. 

“É a decisão do povo brasileiro decidir quem vai ser o seu próximo presidente, nossa prioridade é a segurança dos EUA”. 

Mateus Conte - Reviste Oeste

Brasileiro trabalhamos de janeiro até hoje, 30 de maio, só para pagar impostos ao governo corrupto do ex-presidiário Lula

 

São 150 dias de trabalho para sustentar o obeso estado (Foto: Divulgação/PMI).


ermina neste sábado (30) os 150 dias de trabalho que o esfolado brasileiro tem que trabalhar exclusivamente para pagar tributos. Os números são do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). A última vez que o percentual de dias trabalhados no ano ficou abaixo de 40% foi em 2006. Desde que Lula assumiu e Fernando Haddad, que até ficou conhecido como “Taxxad”, controlava a Fazenda, a quantidade de dias trabalhados para bancar o obeso estado brasileiro só aumentou.

Só subindo

Em 2023, o brasileiro passava 40,27% do ano ralando para bancar impostos. Passou para 40,71% (2024), 40,82%, aos atuais 41,10%.

Tudo em vão

O presidente do IBPT, João Eloi Olenike, diz que a carga é alta, mas a população não percebe um retorno proporcional em serviços públicos.

Labuta dobrada

Em 1986, início da série histórica, eram 82 dias trabalhados, número que chegou a cair para 74 (1987) e até 73 (1988). Hoje, são 150 dias.

Herança de Haddad

O instituto destaca alguns dos vilões que turbinaram a arrecadação, como aumento de tributação sobre fintechs e a taxa das blusinhas.


Diário do Poder

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Os impostos mais perversos e cruéis, por Fernando Barduchi

 

Ao longo dos últimos anos, os brasileiros vêm sendo cada vez mais extorquidos pelos diferentes níveis de governo: federal, estadual e municipal. A avalanche de impostos parece nunca acabar, e o governo atual enxerga qualquer brecha na legislação tributária como um desafio pessoal e uma oportunidade de tomar para si mais um pedaço do dinheiro alheio.

Impostos, sem a mínima dúvida, são um roubo. Eles só são pagos devido à ameaça do uso da força, e não existe a opção de simplesmente parar de pagá-los. No entanto, é possível reconhecer que certos impostos são muito mais injustos que outros, e possuem uma urgência muito maior em sua abolição.

Cada pessoa, individualmente, pode ser mais impactada por algum tipo específico de imposto. Ainda assim, creio que a lista a seguir reúna os piores deles — aqueles que, por sua natureza, causam o maior dano à sociedade.

O imposto inflacionário

Começamos a lista com um imposto que uma parte considerável dos brasileiros nem sequer sabe que está pagando.

Por uma simples lei de oferta e demanda, sabe-se que, quando o governo aumenta a oferta de moeda, seu valor diminui, naturalmente, fazendo com que os preços subam.

No entanto, a moeda não é neutra, e os preços não sobem uniformemente para todos. Conforme constatado por Richard Cantillon, os primeiros a receber o novo dinheiro criado pelo governo conseguem gastá-lo antes que os preços sejam alterados. O mercado responde a esse aumento artificial da demanda elevando os demais preços, até que o novo dinheiro termine de circular pela economia.

Como esse dinheiro geralmente é alocado para projetos governamentais, os primeiros a recebê-lo são justamente aqueles mais bem relacionados ao governo. Assim, o imposto inflacionário afeta principalmente os mais pobres: quando o novo dinheiro finalmente se integra à economia e eles podem consumir, tudo já está precificado de acordo com a nova oferta monetária.

Além disso, o imposto inflacionário é silencioso. Aos poucos, o governo rouba a população, mas sem uma cobrança oficial. Ele só é percebido na medida em que os preços se tornam muito mais altos.

É um imposto cruel, que afeta principalmente os mais pobres e, a longo prazo, causa a completa corrosão social. Não é à toa que a inflação foi um dos motivos da queda de Roma.

Imposto sobre propriedade

Seja o IPTU, o IPVA ou qualquer uma de suas variações, o imposto sobre propriedade é um dos mais imorais que existem.

O fato mais relevante é que, na prática, o imóvel não é seu. Você se torna um locatário do estado, e não pagar esses impostos pode resultar em sua propriedade sendo tomada.

Esse imposto se torna mais cruel por se tratar de um ativo não líquido. Se não há renda correspondente para o pagamento do imposto, como é esperado que a pessoa pague?

O governo avalia a propriedade em um valor — sempre acima do real valor de mercado — e o dono deve ter uma quantia proporcional para pagar por ter essa terra. Caso a pessoa não tenha dinheiro disponível, o governo espera que ela se desfaça do próprio patrimônio para assim garantir sua parte.

Claramente, é um dos impostos mais malignos que existem. Não se pode manter nem a própria propriedade como algo independente do estado. Muitos defendem que o estado existe para proteger a propriedade dos cidadãos, mas esse imposto mostra que o governo é a maior ameaça à propriedade privada.

Imposto sobre herança

O imposto sobre herança entra em uma categoria específica de dupla taxação. Ao longo de uma vida inteira, o brasileiro já é obrigado a pagar um caminhão de impostos e, não contente com isso, o governo ainda exige a sua parte mesmo com a morte da pessoa.

Essa taxação também apresenta a mesma crueldade comentada no caso do imposto sobre propriedade. Na maioria dos casos, o herdeiro recebe um bem que não é líquido e precisa correr, em meio à tristeza e ao luto, para arrumar dinheiro a fim de pagar o estado antes mesmo de poder usufruir do que lhe foi deixado. Não é raro o caso de famílias que precisam vender às pressas o patrimônio construído ao longo de décadas justamente para “contribuir patrioticamente” com o financiamento da máquina pública brasileira.

Mas há aqui um problema ainda mais profundo, que diz respeito à própria lógica de construção de riqueza. A Escola Austríaca trabalha com o conceito de preferência temporal, que lida com questões de tendência ao imediatismo e tendências à poupança. É da tendência à poupança que a riqueza é gerada. Ao trocar a preferência imediatista por uma maior recompensa futura, abre-se o caminho para o investimento e, por consequência, para a geração de riqueza.

O maior sinal de preferência temporal de longo prazo é justamente pensar no próprio legado, na construção de algo que os filhos e netos possam usufruir.

É essa perspectiva de continuidade que dá sentido ao sacrifício do presente. Porém, quando o estado taxa a herança, ele ataca diretamente esse incentivo. Não apenas reduz a recompensa material do planejamento de longo prazo, mas mata a própria ideia de legado. Se boa parte do que foi construído ao longo de uma vida acabará nas mãos do governo, por que não consumir tudo agora?

O imposto sobre herança, na prática, empurra a sociedade na direção do imediatismo e, por consequência, contribui para a desintegração da estrutura familiar.

Imposto de renda

Por último, chegamos ao temido imposto de renda. Com o prazo final da entrega da declaração se aproximando, é um excelente momento para lembrar como esse imposto representa o auge do espírito predatório do estado moderno.

Em sua essência, o IR é um imposto que obriga o cidadão a produzir provas contra si mesmo. Sob pena de multa e até de prisão, deve-se abrir a vida financeira por completo para uma verdadeira colonoscopia governamental. Todos os bens, investimentos e movimentações precisam ser declarados e justificados. E isso não se limita apenas a quem efetivamente paga o imposto — até aquelas pessoas isentas são obrigadas a apresentar uma declaração.

Além disso, a Receita Federal é extremamente eficaz para cruzar dados, e qualquer erro pode ser fatal. Enquanto muito se reclama da qualidade dos serviços públicos prestados no Brasil, não se pode acusar a Receita Federal de não ter investido para tornar seu sistema eficiente.

Para piorar a situação, o sistema tributário é altamente complexo, abrindo diversas brechas para erros por parte do pagador. O cidadão comum não tem a menor capacidade de cumprir a regulamentação sem ajuda externa. Essa complexidade acaba aumentando a chance de erro, que pode resultar em pagar a mais ou cair na malha fina.

E há ainda o custo invisível: o tempo. Todo ano, milhões de brasileiros gastam horas e dias nesse processo. É novamente um imposto duplo, primeiro financeiro, depois na própria vida.

Conclusão

Essa lista não segue uma ordem específica e nem pretende ser definitiva. Como mencionado antes, cada imposto afeta cada pessoa de modo distinto.

No entanto, o padrão fica claro. O estado não apenas se contenta em roubar uma parte do dinheiro do “contribuinte”. Ele ativamente possui a vida da pessoa e se insere em cada vez mais aspectos da vida pessoal. Naturalmente, as consequências disso são uma degradação cada vez maior da sociedade e um crescimento exponencial do estado.

Criam-se apelos ao patriotismo e ao altruísmo, dizendo que se deve pagar o imposto para ajudar o próximo, além de outras desculpas que sejam convenientes. Mas nunca se vê a preocupação real do governo com quem está pagando a conta. O governo só se preocupa no momento em que você deixa de pagar.

 Fernando Barduchi  - Mises Brasil

Governo corrupto do ex-presidiário Lula leva um dia para reagir, não explica omissão e ataca família Bolsonaro

Nota do desgoverno petista evita criticar o governo dos EUA que, afinal, tomou a decisão


Foto: Agência Brasil


O governo Lula (PT) levou um dia inteiro elaborando uma nota de resposta, divulgada nesta sexta-feira (29), sobre a decisão do governo dos Estados Unidos de classificarem como organizações terroristas a facções criminosas PCC e Comando Vermelho. A resposta, meramente político-eleitoral, reforça a impressão geral de que o governo segue passando pano para criminosos.

Em vez de responder ao ao governo dos EUA, donos da decisão, o Palácio do Planalto preferiu atacar a família Bolsonaro e seus apoiadores, acusando-os de estimular interferência estrangeira no Brasil. A classificação se destina a dar instrumentos efetivos ao governo norte-americano de combater esses criminosos, que motivam quantias impressionantes de dinher.

Somente a operação policial nesta quinta-feira (28) investiga a movimentação de mais de R$26 bilhões do PCC por meio de fintechs e outras instituições financeiras.

Na nota, o governo mistura defesa da soberania nacional com ataques diretos à oposição, chamando aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de “traidores”, como se o Brasil estivesse em guerra contra os EUA, e de “falsos patriotas”, sem explicar aos brasileiros sua relutância em enfrentar essas organizações criminosas, inclusive apoiando mudanças legislativas de aumento das pena e de redução da maioridade penal, única alternativa para proteger os jovens do assédio dessas organizações criminosas ou terroristas.

A nota do governo Lula também não explicou por que o governo brasileiro recusou convite para se unir a uma aliança de 12 países das Américas para enfrentar organizações terroristas e de tráfico internacional de drogas. Lula (PT) preferiu se associar a outro esquerdista, o colombiano Gustavo Petro, para a atitude estudantil de “marcar posição” contra os EUA.

A reação ocorre justamente após autoridades americanas endurecerem o discurso contra organizações criminosas brasileiras, tratadas cada vez mais como grupos de alcance transnacional e potencial terrorista. Em vez de aproveitar o momento para reforçar alinhamento estratégico com os EUA no combate ao crime organizado, o governo preferiu transformar a crise em mais um embate político interno.

Outro ponto que chamou atenção foi a tentativa do Planalto de relativizar a classificação das facções como organizações terroristas. O governo argumenta que PCC e CV atuam motivados por lucro e tráfico de drogas, e não por razões ideológicas ou religiosas, como ocorre no terrorismo internacional.

A nota também levanta preocupação com possíveis impactos econômicos de medidas unilaterais estrangeiras, chegando a citar riscos ao sistema financeiro brasileiro e até ao PIX.

Veja abaixo a nota na íntegra:

“O Brasil é uma nação soberana que tem travado combate permanente contra o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e as demais facções e milícias que praticam o terrorismo nos territórios em que vivem milhões de famílias. Enfrentar essas organizações criminosas com firmeza é, e continuará sendo, prioridade do Estado brasileiro.

O terror causado por essas organizações em comunidades busca obter lucro através do crime, especialmente pelo tráfico de drogas e armas, e não pode ser confundido com o tipo de ação por motivos ideológicos, políticos e religiosos do terrorismo internacional.

A segurança da nossa população é importante demais para ser manipulada politicamente por traidores que tentam confundir esses conceitos. Por falsos patriotas, envolvidos com o crime organizado, que pedem a autoridades estrangeiras a interferência em assuntos brasileiros.

É deplorável que mais uma vez integrantes da família Bolsonaro viajem aos Estados Unidos para defender intervenção estrangeira no Brasil, como já fizeram no tarifaço, que causou tantos danos ao nosso país.

Aprovamos recentemente uma lei de combate às facções e milícias com penas que chegam a até 80 anos de prisão – a maior prevista em toda a legislação brasileira. O Governo do Brasil conduz o programa “Brasil contra o Crime Organizado”, que combate as facções e milícias desde o seu braço armado nas esquinas até o seu andar de cima.

O crime organizado não respeita fronteiras e seu combate exige ação conjunta. Construímos, ao longo de décadas, parcerias com vários países, inclusive com os Estados Unidos. O Brasil apresentou em 16 de abril deste ano, ao Departamento de Estado dos EUA, uma proposta focada na inteligência e na cooperação internacional que inclui ampliação dos controles sobre a lavagem de dinheiro praticada no exterior e sobre o tráfico de armas enviadas ao Brasil.

Qualquer colaboração internacional para o combate às facções será bem-vinda. Seguimos dispostos a construir soluções conjuntas benéficas aos países envolvidos. Mas não aceitaremos o uso de medidas arbitrárias vindas do estrangeiro como pretexto para atacar a nossa soberania e a nossa economia.

Medidas unilaterais, não negociadas, podem enfraquecer o combate aos criminosos e gerar ações que colocam em risco a vida das pessoas que nada têm a ver com o crime. Podem reduzir a capacidade de compartilhamento de informações entre as polícias. Podem afetar nosso sistema financeiro e inovações nacionais como o PIX, que incomodam interesses estrangeiros.

Em resumo, trata-se de possível retrocesso no combate ao crime, risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país.

A soberania nacional é inegociável. O Brasil rejeita qualquer forma de interferência externa em seus assuntos internos. Quem define como o crime é classificado e combatido dentro do Brasil são os brasileiros, com suas instituições, suas leis e suas forças de segurança”.

Mael Vale - Diário do Poder