terça-feira, 18 de agosto de 2026

Trump escala novo chefe para América Latina em meio a atrito com o Brasil

 Empresário Juan Pablo Segura assume setor no Departamento de Estado com foco na segurança de fronteiras




O empresário Juan Pablo Segura assumiu o comando do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental no Departamento de Estado dos Estados Unidos. O novo secretário-assistente indicado pelo presidente Donald Trump declarou que vai priorizar a segurança de fronteiras e a liquidação de cartéis na América Latina.

Segura prometeu alinhar o departamento às diretrizes da Casa Branca. O novo diplomata criticou decisões judiciais do Brasil que impõem multas e vetos ao funcionamento de redes sociais norte-americanas. “Bloquear o acesso a informações e aplicar multas a empresas sediadas nos EUA por se recusarem a censurar pessoas que vivem nos Estados Unidos é incompatível com valores democráticos”, declarou o secretário.


Desgaste diplomático

 A Casa Branca efetivou a troca no comando da região em meio ao desgaste diplomático com o governo brasileiro. O Departamento de Estado cancelou o visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti, no início de agosto. A medida respondeu ao travamento da aprovação de Daniel Perez como novo embaixador norte-americano no Brasil. 

O Itamaraty segurou o aval oficial depois que a Casa Branca divulgou o nome do diplomata sem consulta prévia às autoridades brasileiras. O governo Lula também vetou a entrada de dois representantes norte-americanos no país semanas antes da retaliação de Washington.


Erich Mafra - Revista Oeste

Alexandre de Moraes quer enterrar seu pai vivo, diz Flávio Bolsonaro

Candidato a presidente da República diz que o maior líder popular da história do Brasil não pode falar com pessoas sequer na porta de casa


Senador Flávio Bolsonaro ao lado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: redes sociaiis


O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), repudiou nesta terça-feira (18) as medidas e decisões que o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tende a cumprir a mando do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo o primogênito do ex-mandatário, o ministro deseja “enterrar Bolsonaro vivo”.

O senador destacou as decisões em que Bolsonaro está proibido de falar com pessoas fora de sua residência, no Condomínio Solar de Brasília, onde cumpre pena desde março.

“O relator do processo dele, o ministro Alexandre de Moraes, sequer permite que ele se comunique por carta, proíbe a visita de seus filhos […]. Ele quer matar, ele quer enterrar vivo o presidente Bolsonaro”, disse Flávio em entrevista à Rádio Itatiaia.

Segundo o senador, as medidas impostas ao seu pai causam comoção em seu eleitorado e resultam em apoio à sua campanha presidencial.

“As pessoas se indignam mais, mas pensam cada vez mais nele. Por onde eu ando, as pessoas vêm me abraçar e chorar e dizer assim: “Esse abraço aqui é pro seu pai, manda um abraço pro seu pai”, prosseguiu em sua fala.

Atualmente, o líder da direita está proibido de receber visita de aliados políticos e de familiares. A decisão veio a ser deferida após o episódio envolvendo a leitura da chamada “Carta aos Brasileiros”, em uma live de Flávio.

Moraes afirma em sua decisão que condenou Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão, que ele está proibido de se manifestar publicamente ou em rede social, seja privada ou por meio de terceiros.

Luan Carlos - Diário do Poder



Filho do ex-presidiário, Lulinha orientou lobista sobre nota fiscal para empresário alvo da PF

 Filho do descondenado Lula pediu a Roberta Luchsinger que emitisse documento para Cleber Ribas, que recebeu R$ 85,7 mi em contratos com o governo


O filho de Lula, Lulinha, e a amiga Roberta Luchsinger, uma duplama medonha Foto: Reprodução/Redes sociais

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal (PF) mostram que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, orientou a lobista Roberta Luchsinger a emitir uma nota fiscal para o empresário Cleber Ribas, dono da 3Structure It Ltda., empresa que fechou contratos de R$ 85,7 milhões com o governo federal. 

Os diálogos fazem parte de uma investigação que apura a relação do filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com empresários e sua possível atuação junto a órgãos públicos. A conversa foi divulgada pela coluna de Tácio Lorran no portal Metrópoles.

Eduardo Gabas, ex-ministro da Previdência, para ir à Praia do Forte, na Bahia. Na conversa, a lobista relatou ter acionado integrantes dos governos federal e estadual.


Carlos Gabas e Dilma Roussef | Foto: Divulgação

Pronto, já falei com Fernando, com contador, com governador, com secretários, com todo mundo”, afirmou. Na sequência, Lulinha escreveu: “Emite a NF pro Cleber”. Roberta respondeu: “Já fiz”. O filho do presidente reagiu: “Boaaaaa”. 

O empresário Cleber Ribas também é investigado pela PF no mesmo inquérito. Segundo informações obtidas pela coluna, a 3Structure teria pago pelo menos R$ 150 mil à empresa de Roberta Luchsinger, a RL Consultoria, por serviços de “prospecção de clientes” e identificação de oportunidades de negócios no setor de tecnologia.


Contratos com o governo federal

Criada em 2019 e sediada em Florianópolis, a 3Structure It celebrou seis contratos com o governo federal, no valor total de R$ 85,7 milhões. Pelo menos cinco deles foram firmados por meio de processos  licitatórios.


Roberta Luchsinger e Flávio Dino - Foto: Reprodução/ Instagram/@roberta.luchsinge

O maior negócio foi realizado com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Em 2023, a pasta contratou a empresa para fornecer uma solução destinada à sustentação do ambiente analítico de dados do ministério. 

O valor acumulado supera R$ 42 milhões. Outro contrato foi firmado com a Telebras. Segundo mensagens analisadas pela PF, Roberta Luchsinger mantinha interlocução com integrantes da estatal. 

O relatório policial registra ainda que, em 31 de maio de 2023, Cleber Ribas pediu a Roberta uma reunião com Lulinha. Dias depois, o empresário informou que Rodrigo Assumpção havia assumido a presidência da Dataprev. 

As investigações envolvendo Lulinha foram autorizadas pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e Flávio Dino. Entre os pontos analisados estão os contatos do filho do presidente com empresários e sua eventual atuação em órgãos do governo federal. 


O ministro do STF André Mendonça - Foto: Victor Piemonte/STF 

Reunões de Roberta e Lulinha com integrantes do governo 

As mensagens também indicam que Roberta e Lulinha mantinham contatos com integrantes do núcleo do governo Lula. Em uma conversa, o filho do presidente menciona reuniões com Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, então chefe de gabinete de Lula, e Swedenberger Barbosa, o Berger, que ocupava a SecretariaExecutiva do Ministério da Saúde. Marcola era um dos principais assessores do presidente e mantinha interlocução com integrantes do governo. 

Segundo as investigações, teria facilitado o acesso do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, ao Ministério da Saúde. Antunes é investigado no caso que apura descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a

Antunes é investigado no caso que apura descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a Esporte sem Firula, ele teria repassado R$ 1,5 milhão a Roberta Luchsinger. 

Em uma das transferências, o lobista teria dito a um interlocutor que o dinheiro seria destinado ao “filho do rapaz”. Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola .

 A PF também identificou mensagens nas quais Roberta tratava da compra de um par de brincos de diamantes, os chamados solitários, e de um colar para Marcola. Segundo interlocutores da defesa do ex-assessor, as joias custaram R$ 9,2 mil e estavam relacionadas a um empréstimo de R$ 249 mil feito por ele com Roberta, posteriormente quitado com juros e correção. Em outra conversa, Roberta afirma que ela e Lulinha atuavam em um “nível diferenciado” e diz que “o futuro é a Suíça”. O diálogo também menciona contatos com integrantes do governo. Defesas contestam interpretação 


Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola - Foto: Reprodução/Internet

Antunes é investigado no caso que apura descontos indevidos em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a Esporte sem Firula, ele teria repassado R$ 1,5 milhão a Roberta Luchsinger. 

Em uma das transferências, o lobista teria dito a um interlocutor que o dinheiro seria destinado ao “filho do rapaz”. Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola | Foto: Reprodução/Internet 

A PF também identificou mensagens nas quais Roberta tratava da compra de um par de brincos de diamantes, os chamados solitários, e de um colar para Marcola. 

Segundo interlocutores da defesa do ex-assessor, as joias custaram R$ 9,2 mil e estavam relacionadas a um empréstimo de R$ 249 mil feito por ele com Roberta, posteriormente quitado com juros e correção.. 

Em outra conversa, Roberta afirma que ela e Lulinha atuavam em um “nível diferenciado” e diz que “o futuro é a Suíça”. O diálogo também menciona contatos com integrantes do governo. Defesas contestam interpretação Esporte sem Firula.

Os advogados Guilherme Suguimori e Marco Aurélio de Carvalho classificaram a divulgação como possível violação do sigilo funcional e disseram que a seleção de trechos pode produzir “narrativas distorcidas da realidade”. Segundo eles, a defesa só se manifestará nos autos depois de ter acesso integral aos dados obtidos nas quebras de sigilo. 


Lulinha mudou-se para a Espanha em julho de 2025 - Foto: Reprodução/Redes sociais - Imagem criada com o auxílio de inteligência artificial 


A defesa de Cleber Ribas afirmou não ter condições de comentar mensagens às quais não teve acesso integral. Segundo os advogados, a relação entre o empresário e Lulinha é “estritamente pessoal”, decorrente de amizade, “sem qualquer vínculo profissional ou comercial”.

Com oo governo federal foram firmados “na mais absoluta transparência”, seguindo os procedimentos administrativos previstos em lei e “sem o favorecimento de quem quer que seja”. O advogado Roberto Podval, que assumiu a defesa de Roberta Luchsinger, informou que não comentaria o caso em razão do sigilo do inquérito. 

O pagamento de R$ 150 mil da 3Structure It à empresa de Roberta já havia sido identificado pela PF. Segundo Cleber Ribas, a RL Consultoria foi contratada para prestar assessoria na prospecção de clientes e identificação de oportunidades de negócios no setor de tecnologia.


Antônio Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’ - Foto: Carlos Moura/Agência Senado 

A defesa sustenta que a operação foi legítima, regularmente escriturada, contabilizada, tributada e documentada. Também afirma que o serviço não teve relação com os contratos da 3Structure It com o governo federal.

Roberta e Lulinha também aparecem nas investigações sobre a atuação de Antonio Carlos Camilo Antunes. Segundo a apuração, o Careca do INSS tentava viabilizar um contrato milionário para a compra de cannabis medicinal pelo Ministério da Saúde. A iniciativa acabou interrompida com a deflagração da Operação Sem Desconto, da PF, que investiga um esquema de descontos não autorizados em benefícios de aposentados e pensionistas do INSS.


Isabela Jordão - Revista Oreste

Descondenado Lula ignora dados sobre Segurança e Educação

 

Foto: Reprodução/Band.


Ao tentar justificar a recusa do seu governo de priorizar o combate à criminalidade, Lula (PT) usou dados falsos para sustentar sua “tese”. Ele disse que enquanto um presidiário custaria em média R$35 mil a Estados como São Paulo, “um menino na universidade custa R$20 mil”. Mais uma vez, como se jacta sempre, Lula mentiu. O gasto médio do poder público com a população carcerária é de R$31.653 anuais por detento, enquanto o custo por aluno de universidade federal, bem maior, bate os R$52.533.

Custo por aluno

Lula deveria se interessar pelos dados do Ministério da Educação. Saberia que gasto médio com um universitário é de R$4.377 mensais.

Custo por detento

E saberia que a Secretaria Nacional de Políticas Penais, cujo titular ele nem conhece, aponta o custo médio dos presidiários: R$2.637 por mês.

Estados se viram

Lula não sabe que os Estados investem por aluno da Educação Básica, US$3.668. Perto da Argentina (US$ 3.679), longe da OCDE: US$ 11.914.


Diário do Poder

Ex-presidiário Lula expõe embaixadora do Brasil a virar ‘persona non grata’ nos EUA

 

Diplomata Maria Luiza Ribeiro Viotti (Foto>Jefferson Rudy/Ag. Senado)


Apesar de poder a qualquer momento chamar de volta para o Brasil a embaixadora que teve o visto “cancelado” nos Estados Unidos, Lula (PT) e seu governo decidiram manter Maria Luiza Viotti em Washington com só um propósito: a utilização eleitoral da situação e especialmente da eventual declaração de “persona non grata” e deportação da diplomata brasileira. As razões de Lula são meramente eleitorais, transformando o caso em mote de campanha. Experientes diplomatas ouvidos pela coluna que têm Viotti em alta conta, uma profissional exemplar, confirmam a suspeita: “só a eleição explica”.

Advertência dada

O governo do PT e o chanceler Mauro Vieira já foram advertidos que Viotti está mesmo sujeita a ser declarada “persona non grata” pelos EUA.

Não faltaram avisos

Lula foi avisado por semanas sobre o risco de retaliação do governo dos EUA pela demora em aprovar o embaixador americano para o Brasil.

Pura malvadeza

Com visto cancelado, Viotti já não é reconhecida como embaixadora do Brasil, na prática. Mas o Planalto ordenou sua permanência nos EUA.

Nem aí

Ao saber do possível agravamento da crise, Lula avisou que a análise sobre a aceitação do embaixador americano fica para depois da eleição.

Diário do Poder

segunda-feira, 17 de agosto de 2026

Nikolas elogia Bukele e defende rigor na segurança pública brasileira

 Deputado cita medidas de El Salvador e critica atuação de organizações de direitos humanos durante ato eleitoral em Minas


Nikolas Ferreira durante visita a penitenciária em El Salvador, em 2025 -| Foto: Reprodução/X/@nikolas_dm


O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) elogiou nesta segundafeira, 17, as políticas de segurança pública adotadas pelo presidente de El Salvador, Nayib Bukele. 

O parlamentar defendeu que o Brasil adote estratégias semelhantes para combater a criminalidade. A declaração ocorreu durante um ato eleitoral do PL em Juiz de Fora (MG).

Nikolas afirmou que El Salvador enfrentava um dos maiores índices de homicídios do mundo antes da adoção das medidas implementadas por Bukele. 

Segundo o deputado, o presidente salvadorenho conseguiu reduzir a criminalidade ao adotar uma política de maior rigor contra organizações criminosas e ampliar a estrutura de segurança.


Críticas às ONGs 

Durante conversa com jornalistas, Nikolas também criticou a atuação de organizações não governamentais ligadas à defesa dos direitos humanos. Na avaliação do deputado, essas entidades passaram a questionar as medidas de Bukele apenas depois que o governo salvadorenho começou a obter resultados no combate à violência..

 “O Bukele está mostrando que direitos humanos têm que ser para humanos direitos”, afirmou Nikolas. O deputado também disse que, durante muito tempo, os direitos humanos teriam sido utilizados em defesa de criminosos e que esse cenário precisa mudar.

Nikolas destacou ainda a construção de complexos de segurança máxima em El Salvador como parte da estratégia adotada pelo governo local. O país construiu o Centro de Confinamento do Terrorismo (CECOT), uma megapenitenciária destinada principalmente a integrantes de organizações criminosas. 

Ao defender a adoção de medidas semelhantes no Brasil, Nikolas reconheceu que mudanças na política de segurança dependeriam de alterações na legislação e da composição do Congresso Nacional. Afirmou que será necessário eleger parlamentares dispostos a enfrentar o que chamou de “sistema”.


Fábio Bouéri - Revista Oeate

TSE abre caminho para investigação contra o ex-presidiário Lula por abuso com dinheiro público

 Ação do Novo questiona R$9,65 milhões destinados à Acadêmicos de Niterói, que levou a trajetória de Lula para a avenida


Descondenado com a Acadêmicos de Niterói. (Foto: Ricardo Stuckert).

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deu andamento à ação movida pelo partido Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) por suposto abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação relacionados ao desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026.

Conforme a decisão divulgada nesta segunda-feira (17), o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, considerou que a Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) reúne elementos mínimos para prosseguir. O despacho de admissibilidade, porém, havia sido assinado na última sexta-feira (14).

A ação questiona o uso de recursos públicos destinados ao desfile da escola de samba, realizado em 15 de fevereiro, na abertura do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. Na ocasião, a agremiação apresentou um enredo dedicado à trajetória pessoal e política de Lula, então pré-candidato à reeleição.

Segundo o Novo, R$ 9,65 milhões foram destinados à escola pelo Município de Niterói, Município do Rio de Janeiro, Estado do Rio de Janeiro e Embratur. A legenda afirma que os repasses foram formalizados após o anúncio do enredo, feito em julho de 2025, e questiona a legalidade dos recursos públicos empregados.

O partido também sustenta que a transmissão do desfile em rede nacional de televisão aberta, além da disponibilização do conteúdo em plataformas digitais, teria proporcionado exposição eleitoral a Lula fora das regras da propaganda. A legenda afirma que não houve distribuição isonômica de tempo entre candidatos, direito de resposta ou contabilização da exposição como gasto de campanha.

“Essa decisão confirma que existem elementos concretos que precisam ser investigados. Não estamos falando de uma simples coincidência ou de uma manifestação espontânea de apoio político, mas de milhões de reais em recursos públicos destinados a uma escola de samba cujo enredo foi dedicado a Lula”, afirmou Eduardo Ribeiro, presidente do Novo.

Na decisão, Ferreira destacou que a petição apresenta fatos determinados, aponta o suposto proveito eleitoral e está acompanhada de documentos como instrumentos de repasse, comprovantes de pagamento, publicações oficiais, expedientes de tribunais de contas, o Livro Abre-Alas do desfile e rol de testemunhas.

“A situação narrada descreve fatos que, em tese, podem caracterizar o ilícito eleitoral do abuso de poder econômico e do uso indevido de veículos ou meios de comunicação social”, afirmou o corregedor-geral.

O ministro determinou a citação de Lula e Alckmin para que apresentem defesa no prazo de cinco dias. A decisão, contudo, não representa julgamento de mérito nem significa que as acusações foram comprovadas. Neste momento, o TSE apenas reconheceu que a ação reúne os requisitos necessários para ser processada.

Mael Vale -  Diário do Poder