sexta-feira, 12 de junho de 2026

Augusto Nunes e Nelson Rodrigues, 'O goleador genial'


.

Garricnha entre os jogadores da Tchecoslováquia Jan Popluhar e Josef Masopust em Santiago, Chile. No final da Copa do Mundo de 1962, disputada em Santiago, no Chile. - Foto: Imago images/Horstmüller via Re via Reuters Connect 


N a noite de um domingo de 1970, dois integrantes da bancada do programa Grande Resenha Facit, transmitido pela Globo, duelaram ao comentar o momento mais polêmico do jogo entre o Botafogo e o Fluminense, disputado horas antes. O botafoguense João Saldanha continuava indignado com o juiz que deixara de apitar o pênalti sofrido por um atacante alvinegro. Com a mesma veemência, o tricolor Nelson Rodrigues retrucava que nada houvera de anormal. Para resolver o impasse, o apresentador Luiz Mendes recorreu a uma novidade tecnológica e ordenou que o lance fosse reprisado em videoteipe. Ficou claro que Saldanha tinha razão: fora pênalti. 

Nelson Rodrigues encerrou o embate com outra frase admirável: 

“Se o vídeo diz que foi pênalti, então o videoteipe é burro”. 

Nelson Rodrigues dispensava a realidade para escrever tanto peças teatrais que nunca serão antigas quanto magníficas crônicas esportivas, algumas delas adornadas por profecias espantosamente exatas. Ele enxergou o destino de Pelé, por exemplo, quando o gênio incomparável tinha 17 anos. “Quando ele apanha a bola, e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça o plebeu ignaro e piolhento”, escreveu meses antes da Copa da Suécia. 

“Sua cabeça, mãos e ombros, sustentam coroa, e um manto invisíveis. Racionalmente perfeito, ponham-no em qualquer lugar e sua majestade dinástica há de ofuscar toda a corte ao redor.”


Nelson Rodrigues começou a carreira jornalística aos 13 anos, no Rio de Janeiro - Foto: Reprodução/Flickr


O problema era o complexo de vira-lata, lastimava. “É assim que eu chamo essa inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. Isto em todos os setores, sobretudo no futebol. Somos narcisos às avessas, que cospem na própria imagem”, repetia. Aos olhos do cronista, esse defeito de fabricação alcançou dimensões siderais em 1950, quando o Uruguai venceu o Brasil, conquistou a Copa do Mundo e impôs ao Maracanã o mais estridente silêncio de todos os tempos. 

“Por que perdemos em 1954, na Suíça, para a Hungria?”, indagou Nelson. “Vejam as fotografias dos dois times entrando em campo. Enquanto os húngaros erguem o rosto, olham duro, empinam o peito, nós baixamos a cabeça e quase babamos de humildade. Com Pelé no time, os outros é que tremerão diante de nós”. 

Tremeriam mais ainda com outro craque assombroso ao lado de Pelé. “Até Deus, lá do alto, há de admirar-se e há de concluir: esse Garrincha é o maior! Ele não trata a bola como fazem os outros. Ele cultiva a bola, como se fosse uma orquídea rara”. Não merecia menos que a taça aquele grupo que se confundia com o Brasil. “O escrete é a pátria em calção e chuteiras, a dar rútilas botinadas em todas as direções”, vivia lembrando o cronista. “O escrete representa os nossos defeitos e as nossas virtudes. Em suma: o escrete chuta por milhões de brasileiros. E cada gol do escrete é feito por todos nós”. 

Amigos do escritor sussurravam que problemas na visão o impediam de ver com nitidez o que se passava no gramado. Nesse caso, o cérebro poderoso olhou por ele. “A mais sórdida pelada é de uma complexidade shakespeareana”, ensinou. A paixão pelo escrete seria plenamente recompensada em 1970 pelo triunfo no México. 

“Foi a mais bela vitória do futebol mundial em todos os tempos”, extasiou-se no dia seguinte ao da goleada contra a Itália. “Desta vez, não há desculpa, não há dúvida, não há sofisma. Desde o Paraíso, jamais houve um futebol como o nosso”. Também não houve, nem haverá, um cronista esportivo tão admirável quanto Nelson Rodrigues. 

Para compensar a baixa qualidade da primeira etapa da Copa mais longa da história, nada melhor que a leitura do box “As Copas de Nelson Rodrigues”, editado pela Nova Fronteira. Três volumes reúnem 150 textos sobre seis campeonatos. Com o escritor genial em campo, todo jogo vira clássico, vale taça, lota o estádio e emociona a plateia. Sejam quais forem o time adversário, o ano da disputa, o pior ou o melhor em campo e o resultado da partida, o leitor sempre sai ganhando. Perdem de goleada as editorias de Esporte do jornalismo brasileiro. 

Com exceção do ótimo Tostão, que brilha na Folha de S.Paulo duas vezes por semana, não resta na praça nenhum colunista esportivo que preste.

A tribo dos incapazes capazes de tudo tem como pajés a dupla que sobrevive bajulando o governo em redes sem seguidores e vídeos sem espectadores. Ambos dependentes da maloca de Lula, têm chiliques ao saberem que uma mulher está participando da cobertura da Copa sem ter providenciado o diploma de jornalista. 

Andam arrancando os cabelos ralos desde que Neymar foi convocado. No momento, tentam interferir na escalação do time formado por jogadores que nunca viram jogar. Todos têm contratos com clubes estrangeiros, e incompetentes estatizados só aparecem em estádios no Exterior quando conseguem adjutórios para passagens e ingressos. 

A lista liderada pelos vigaristas setentões é completada por nulidades que Nelson Rodrigues decerto enquadraria na categoria dos cretinos fundamentais. 

Augusto Nunes - Revista Oeste

Governo corrupto do ex-presidiário Lula já reservou e pagou carrões para o descondenado em Paris: R$480 mil

 

Carrões para Lula zanzar por Paris (França) custam quase R$500 mil (Foto: Montagem/IA)


Enquanto o governo sabota projetos para socorrer produtores rurais e até chama a renegociação das dívidas de “pauta-bomba”, Lula deu sinais de que vai manter o opulento padrão na viagem que inventou, diz que de última hora, a Paris (França) para participar do G7. O pagador de impostos vai bancar fatura de R$480.542,20, isso só com carrões para a comitiva do petista zanzar por lá. Se por aqui a ANAC até parou atividades por falta de dinheiro, por lá, as limusines já estão até pagas.

Frota estrelada

O Itamaraty contratou a V&D Luxury, que só trabalha com modelos top de linha da Mercedes, sedans ou vans. Além do chofer, claro.

Pra quem pode

No site, a empresa oferece limusines para clientes de alto padrão com a mensagem “Torne sua viagem tão luxuosa quanto seu destino”.

Faz o pix

O Itamaraty também já mandou alugar “salas” de apoio para Lula, que ainda está a quase 9 mil quilômetros de Paris,

No precinho

São dois espaços, a “Salle du Conseil”, para 10 pessoas, e a “Salle des Arcardes”, para 30 pessoas. A fatura é nossa: R$38.687,35.

Diário do Poder

Morre Brito, campeão mundial com a Seleção de 1970

 Ex-zagueiro integrou a equipe tricampeã no México e defendeu a Seleção Brasileira por oito anos - Brito jogou no Vasco da Ga,a, Flamengo e Botafogo


Brito estava internado devido a uma pneumonia - Foto: Reprodução/Redes Sociais/Facebook

Morreu nesta quinta-feira, 11, aos 86 anos, o ex-zagueiro Brito, campeão mundial com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1970. A informação foi confirmada pela família por meio das redes sociais do ex-jogador. Ele estava internado havia pouco mais de uma semana para tratar uma pneumonia. 

A morte ocorreu justamente no dia de abertura da Copa do Mundo de 2026. Brito fez parte da equipe que conquistou o tricampeonato mundial no México, considerada uma das maiores seleções da história do futebol.

A equipe derrotou a Itália por 4 a 1 na final disputada no Estádio Azteca, na Cidade do México. Brito também integrou o elenco que disputou a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra. Ao longo de oito anos com a camisa da Seleção, participou de 61 partidas e conquistou, além do Mundial de 1970, a Copa Roca de 1971.


Seleção brasileira de 1970 - Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram


O ex-zagueiro atuou ao lado de nomes como Pelé, Jairzinho, Rivellino, Gérson, Tostão e Carlos Alberto Torres. Durante a Copa de 1970, ganhou destaque pelo preparo físico e pela regularidade na defesa brasileira. 

Revelado pelo Vasco da Gama, clube pelo qual disputou mais de 400 partidas, Brito também passou por Flamengo, Cruzeiro, Internacional, Corinthians, Botafogo e Athletico. 

Nos últimos dias, familiares relataram evolução em seu quadro clínico. Apesar da recuperação considerada positiva, o ex-jogador não resistiu às complicações da pneumonia. 

Brito deixa o nome marcado na história do futebol brasileiro como integrante da geração que conquistou o tricampeonato mundial e consolidou uma das equipes mais emblemáticas da Seleção Brasileira. 


Revista Oeste


quinta-feira, 11 de junho de 2026

Vorcaro pagou US$30 milhões (mais de R$ 155 milhões) a Alcolumbre

"Veja" promete todos os detalhes da denúncia em reportagem de capa


Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado e Congresso - (Foto: Carlos Moura/Agência Senado)




O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que controlava o liquidado Banco Master, teria realizado pagamento de propina no valor de US$30 milhões (mais de R$155 milhões) a Davi Alcolumbre (União-AP), presidente do Senado Federal, segundo noticia a revista semanal Veja deste fim-de-semana..

O pagamento foi descoberto pela Polícia Federal no curso das investigações, cujos detalhe a revista promete relatar, e pode explicar a resistência do presidente do Congresso Nacional de autorizar a instalação da CPMI do Banco Master, que conta com apoio recorde de parlamentares, exceto os que apoiam o governo Lula.

A situação política de Alcolumbre se complica muito e pode custar até mesmo sua posição de presidente do Congresso Nacional e ele está sujeito, inclusive, a ser submetido a processo de cassação de mandato no Conselho de Ética.

O governo Lula (PT), que se afastou de Alcolumbre, tem interesse em sua destituição, principalmente após sua atitude de favorecer a rejeição da indicação de Jorge Messias para vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

A denúncia envolvendo o presidente do Senado faria parte da segunda proposta de acordo de delação apresentada por Vorcaro e que foi também rejeitada pela Polícia Federal, como a primeira, por não apresentar fato novo para além do que já se sabe.

Isso significa que a PF já teria apurado antes o pagamento da propina milionária a Davi Alcolumbre, assim como os pagamentos ao senador Ciro Nogueira (PI), presidente nacional do PP, que, antes citado por Vorcaro como “amigo de uma vida”, foi transformado em alvo do ex-banqueiro.

Vorcaro prometia contar e detalhes, sob acordo de delação, que a propina para o presidente do Senado seria depositada em conta no exterior, em troca de garantir favorecimento de interesses de Vorcaro e seu banco n âmbito das decisões do Senado.

As relações entre Vorcaro e Alcolubre teriam sido intermediadas por Augusto Lima, ex-sócio do dono do Master.

Diário do Poder

O Embate de Ideias como um Campeonato de Futebol

 

No mundo atual, a única forma de promover mudanças em direção à liberdade é convencer um número substancial de pessoas das nossas ideias, a ponto de tornar impossível que os políticos votem contra nós. Com a chegada da Copa do Mundo, não há melhor momento para recorremos à analogia, criada pelo nosso fundador Helio Beltrão, do embate de ideias como um campeonato de futebol.

Nesse torneio existem vários times, e cada time é uma escola de pensamento. Um deles é o austro-libertário, o nosso. Competimos contra os socialistas, keynesianos, neoclássicos, conservadores, identitários, frankfurtianos e muitos outros. Durante muito tempo, estivemos relegados a uma posição de pouca ou nenhuma influência. Não participávamos da primeira divisão e quase não tínhamos torcida.

Mas como funciona essa analogia das diferentes escolas de pensamento como times de futebol?

O goleiro

O goleiro representa os grandes pensadores daquela doutrina no passado. No nosso caso, temos nomes como Carl Menger, Eugen von Böhm-Bawerk, Ludwig von Mises, Friedrich Hayek e Murray Rothbard. Estamos muito bem de goleiro.

Mas os outros times também têm goleiros importantes. O time marxista tem Karl Marx e Friedrich Engels. O time keynesiano tem John Maynard Keynes. O time da Escola de Frankfurt tem Theodor Adorno. Tem ainda outros goleiros, alguns deles muito bons para os seus times, como Adam Smith, Milton Friedman e Ayn Rand.

A defesa

A defesa é formada pelos doutores e acadêmicos que adaptam aquelas ideias originais às circunstâncias atuais. O professor Antony Mueller foi um grande exemplo, assim como os nossos outros dois mosqueteiros, os professores Fabio Barbieri e Ubiratan Iorio. De fato, os austro-libertários têm avançado na formação de uma boa defesa, galgando um espaço cada vez maior na Academia. Inclusive, o programa de Fellows do Mises Brasil é um grande passo nessa direção.

Apesar desse avanço e de grandes nomes, nossa defesa ainda é pequena quando comparada às dos demais times. Com relação a outras escolas de pensamento, temos pouca presença na academia. As universidades são amplamente dominadas pelos marxistas e pelos keynesianos. Nesse sentido, especialmente no Brasil, o time marxista tem, não a melhor, a mais numerosa defesa.

O meio de campo

O meio de campo é o centro de um time de futebol. É o que realmente faz o time ser melhor no fim do dia. Nesse campeonato de ideias, o meio de campo é formado por intelectuais, artistas, escritores, blogueiros e produtores de cultura, de maneira geral. Assim como os meias são responsáveis por carregar a bola da defesa para o ataque e encantar os torcedores, aqueles que difundem e popularizam as ideias têm o poder de influenciar opiniões.

Nós temos poucos jogadores nessa posição. Ainda há pouca gente escrevendo em jornais, produzindo entretenimento ou ocupando espaços culturais relevantes. Podemos citar Ron Paul como um grande nome do time austríaco. Mas a situação tem melhorado bastante, especialmente se considerarmos os avanços na mídia alternativa, que permitem uma difusão cada vez mais descentralizada das ideias.

No entanto, os nomes de grande alcance cultural seguem no outro time. Não temos um meio de campo comparável ao da esquerda em volume. Continuamos perdendo para eles.

Ataque

No ataque, estão os jogadores que esperam o meio de campo trabalhar a bola para empurrá-la para o gol. Mas eles só conseguem marcar se o time estiver coordenado, com uma boa defesa e, principalmente, com um meio de campo capaz de criar as oportunidades.

Os atacantes são aqueles indivíduos que, por meio da ação empreendedora, levam a cabo as ideias e as executam. O gol, na nossa analogia, é a materialização das ideias na coordenação social. Isso acontece a partir de ações voluntárias que influenciam os meios ao nosso redor. Nesse sentido, a vitória chega por meio de mudanças institucionais. Para o time austro-libertário, essa vitória está no avanço da liberdade e no respeito à propriedade privada.

As mudanças institucionais também podem acontecer dentro do aparato coercitivo. Mas os políticos estão longe de ser craques. Os políticos podem, no máximo, se aproximar de um atacante oportunista, que vive na banheira e, vez ou outra, empurra a bola para o gol. Na maioria das vezes, porém, o político é o jogador que perde gols feitos, perde pênaltis, fica impedido, atrapalha as jogadas e até mesmo marca gols contra. Pior do que isso, o político é o jogador marrento, que acredita ser o craque da equipe, digno de toda a glória, mas desestabiliza o vestiário e enfraquece o restante do time.

Não podemos esperar que os políticos tenham um grande “amor pela camisa”. E a situação no mundo político, assim como em uma partida de futebol, pode mudar muito rápido. Os gols que marcamos durante um determinado período, quando perdemos coordenação no restante do time, podem ser rapidamente superados pelos gols dos adversários.

Treinador

Treinar um time de futebol é crucial. Institutos de produção intelectual, como o Instituto Mises Brasil, são os equivalentes aos treinadores desse time. Eles funcionam como centros de formação e ensino e fornecem a estrutura necessária para que as ideias sejam trabalhadas, dos goleiros aos atacantes, passando pela defesa e pelo meio de campo, levando-as a cada vez mais pessoas e, assim, fazendo crescer a torcida.

Assim, bons treinadores são aqueles que oferecem produção intelectual de alta qualidade. Sem dúvida, por termos as ideias corretas, nós tendemos a ter os melhores treinadores. Enquanto isso, os outros times patinam na qualidade das ideias, mas avançam na quantidade de jogadores.

Uma visão do campeonato

No Brasil de hoje, a esquerda ainda ocupa as primeiras posições e os conservadores vêm logo em seguida. Nós austro-libertários tivemos uma melhora significativa nos últimos anos e já estamos na primeira divisão. Porém, infelizmente, ainda não conquistamos o campeonato.

É importante ressaltar que o campeonato não tem fim. Mesmo que se consigam vitórias importantes, sempre pode haver um revés quase instantâneo na direção da tirania. Em junho de 1914, por exemplo, o Arquiduque Franz Ferdinand foi assassinado e o mundo mergulhou em uma guerra que marcou o fim da era de prosperidade e otimismo geral. A guerra durou quatro anos e deixou sequelas para uma civilização inteira até os dias atuais.

Mais recentemente, em março de 2020, governos de todo o mundo alardearam uma pandemia global e impuseram lockdowns. Com apoio de uma parte significativa da população, medidas draconianas em nome da segurança tiraram nossa liberdade e relativizaram nossa propriedade.

Alguns poderiam argumentar que tanto a esquerda quanto os conservadores possuem tendências populistas. Sem dúvida. No entanto, a esquerda é muito mais nefasta aos princípios que nos são fundamentais: vida, liberdade e propriedade. Quando analisamos tema por tema, especialmente no que diz respeito à propriedade privada, a esquerda produziu resultados piores do que os conservadores – e isso está muito claro nesses últimos anos.

Mantendo o olho na bola

De todo modo, o foco não deve estar em políticos nem em partidos. Não devemos ser escravos mentais de um político. Não temos político de estimação nem partido de estimação. Nós temos a nossa doutrina de pensamento, as nossas ideias.

Quando se trata do ataque, nós devemos manter sempre o olho na bola. A medida está indo na nossa direção? Ela avança a vida, a liberdade e a propriedade, ou não? Se avança, devemos apoiar. Se não avança, devemos rejeitar e criticar.

Se quisermos vencer, precisamos nos preparar desde já para quando tivermos a oportunidade. E isso está muito mais próximo do que parecia há uma ou duas décadas.

Para isso, porém, é preciso manter nossa independência. O fusionismo não funciona. Alguns até podem argumentar: “Se os conservadores são menos prejudiciais em determinados aspectos, não deveríamos nos aliar a eles?”. E a resposta é um sonoro não. Cada assunto deve ser analisado separadamente. Devemos manter o olho na bola: se a medida avança a liberdade, apoie-a. Isso não significa uma aliança. Significa apenas que, naquele tema, houve uma coincidência de posições.

Então, como lidar com esses populismos? A resposta é simples: rejeite qualquer forma de populismo e qualquer intervenção governamental na sociedade ou nos mercados. Defenda sempre o livre mercado, as trocas voluntárias e a propriedade privada.

Mantenha o foco nesses princípios. Não tire os olhos deles. Em alguns momentos, seremos criticados pela esquerda; em outros, pelos conservadores. É assim que deve ser. Se isso estiver acontecendo, provavelmente estamos no lugar certo. Se recebemos críticas apenas de um lado, talvez valha a pena reexaminar nossas posições.

Em caso de dúvida, retorne aos princípios. Em um tema específico, pergunte-se: isso está ampliando a liberdade ou restringindo-a? Está respeitando a propriedade privada ou violando-a? É tão simples quanto isso.

O que devemos fazer então?

Em primeiro lugar, devemos estudar ideias e manter esses princípios sempre em mente. Mas também é preciso sair da torre de marfim e discutir os problemas concretos que afligem os brasileiros. Nós temos nossa plataforma, e precisamos exercitá-la. Precisamos mostrar, na prática, por que as intervenções do governo tendem ao fracasso. Mostrar que elas deram errado, dão errado e continuarão dando errado. Mais do que isso, precisamos mostrar que a coerção estatal é nefasta. É por isso que devemos defender a liberdade. A agressão à vida, propriedade e liberdade iniciada contra pessoas pacíficas, seja por indivíduos ou pelo governo, é errada. Esse deve ser o nosso foco permanente.



Mises Brasil

Ex-presidiário Lula gera rombo de R$137,1 bilhões em 1 ano, mas se queixa de ‘pauta-bomba’ do Senado

Governo petista consegue gastar sem cobertura mais que o ano da pandemia




O Senado Federal ignorou as pressões do governo Lula (PT), principalmente do ministro da Fazenda, Dario Duringan, que se envolveu pessoalmente na tentativa de impedir o que acabou aprovado nesta quarta-feira (10): um projeto de renegociação de dívidas de produtores rurais.

O projeto vem sendo chamado de “pauta-bomba” pelo govrno que tem superado todos os recordes de gastos sem cobertura, registrando um rombo superior àquele verificado durante a pandemia, em 2020, sem que a população esteja enfrentando tragédia semelhante,

A chama “equipe econômica” estima que essa “pauta-bomba” produzirá impacto fiscal de R$ 817 bilhões para a União nos próximos 13 anos. O rombo nas contas públicas, no governo Lula, ultrapassou R$137,1 bilhões nos últimos doze meses.

A votação ocorreu no mesmo dia em que comissões do Senado aprovaram uma PEC que afrouxa regras de aposentadoria para agentes de saúde e um projeto que eleva o piso salarial de médicos e cirurgiões-dentistas.

Diário do Poder 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

CCJ da Câmara aprova redução da maioridade penal - Veja os quadrilheiros de Lula que votaram a favor da impunudade

Ao todo, foram 44 deputados favoráveis e 18 contrários; para a PEC seguir em tramitação, Motta precisa criar a comissão especial para discutir a proposta


Comissão da CCJ da Câmara durante discussão da PEC da redução da maioridade penal para 16 anos - Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara aprovou, nesta quarta-feira, 10, a admissibilidade da PEC 32/2015, que trata da redução da maioridade penal para 16 anos. 

Ao todo, foram 44 deputados favoráveis à proposta e 18 contrários. Não houve abstenção na votação da PEC, que durou quase três horas. 

Agora, para que a matéria siga em tramitação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), precisa criar a comissão especial para a discussão da proposta.


Placar da votação da PEC da maioridade penal na CCJ da Câmara - Foto: Divulgação/YouTube 

O relator da proposta na CCJ, deputado Coronel Assis (PL-MT), já havia apresentado um parecer favorável pela admissibilidade da PEC no fim de maio — contudo, a votação foi adiada depois de um pedido de vista coletivo feito por deputados de esquerda. 



O relator da PEC da maioridade penal na CCJ da Câmara, deputado Coronel Assis (PL-MT) | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

No parecer, O ponto central do parecer é a defesa da admissibilidade da proposta. Coronel Assis sustentou que a maioridade penal aos 18 anos não é cláusula pétrea e pode ser alterada por emenda constitucional. O parecer reconhece que, mesmo com eventual redução da maioridade penal, jovens responsabilizados criminalmente precisam ter garantias preservadas. 


Tratamento separado dos adultos 

O parecer reconheceu que, mesmo com eventual redução da maioridade penal, jovens responsabilizados criminalmente precisam ter garantias preservadas. 

Entre elas estão a separação dos adultos, acesso a tribunal especializado e vedação a penas cruéis, degradantes, de morte ou prisão perpétua. Segundo o relator, essas exigências decorrem dos tratados internacionais ratificados pelo Brasil. 

• Torna adolescentes de 16 e 17 anos penalmente imputáveis; e 

• Permite que passem a responder criminalmente como adultos.


Com informações de Sarah Oeres - Revista Oeste