quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Em vídeo, Nikolas diz que STF é 'o maior motivo para tirar Lula'

 Deputado prevê quatro indicações à Corte e critica decisões de ministros nomeados por presidentes do PT




O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que uma eventual vitória de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026 poderá afetar a composição do Supremo Tribunal Federal (STF) por décadas. Ele publicou, nesta quarta-feira, 30, um vídeo com o título “O maior motivo para tirar o Lula”. 

Nikolas compara os quatro anos do mandato presidencial com a permanência dos ministros até a aposentadoria compulsória, aos 75 anos. Segundo ele, uma vitória do PT permitiria quatro indicações. “Não é sobre os próximos quatro anos, é sobre os próximos 40”, afirma.

O parlamentar critica decisões sobre prisão em segunda instância, Lava Jato, liberdade de expressão, aborto e desoneração da folha. Ele cita Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Flávio Dino, Edson Fachin, Cármen Lúcia e Luiz Fux, nomeados por presidentes petistas. 


Aposentadorias e decisões do STF

 Nikolas menciona a aposentadoria de Luís Roberto Barroso em outubro. Afirma que Fux completará 75 anos em 2028 e Cármen Lúcia, em 2029. Também prevê outra saída em 2030 e sustenta que o próximo presidente indicará quatro ministros. Segundo o deputado, presidentes do PT escolheram seis dos dez integrantes em exercício: Toffoli, Zanin, Dino, Fachin, Cármen Lúcia e Fux. 

Sobre Toffoli, Nikolas cita o voto de desempate no julgamento de 2019 sobre prisão em segunda instância e associa a decisão à soltura de Lula. Também questiona decisões sobre provas da Odebrecht e o inquérito que o STF abriu naquele ano para investigar ataques aos magistrados. 

O parlamentar afirma que Fachin anulou as condenações de Lula e permitiu sua candidatura em 2022. Ao citar Cármen Lúcia, relaciona uma declaração sobre a falta de regulação das redes sociais ao debate sobre liberdade de expressão. 

O deputado critica Zanin por suspender a legislação de desoneração da folha, aprovada pelo Congresso com a derrubada do veto presidencial. Também lembra que o ministro foi advogado de Lula. 

Por fim, afirma que Barroso votou pela descriminalização do aborto até a 12ª semana e cita uma decisão sobre a atuação de enfermeiros nesses procedimentos. Segundo Nikolas, o voto continuará no processo mesmo com a saída do ex-ministro.


Letícia Alves - Revista Oeste

Pacheco toma posse quase às escondidas como ministro do TCU

Ex-senador assumiu vaga deixada por Bruno Dantas em cerimônia reservada



Ex-senador Rodrigo Pacheco - Foto: Geraldo Magela / Agência Senado


O ex-senador Rodrigo Pacheco tomou posse nesta quarta-feira (30) como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). A cerimônia ocorreu na sede da Corte, em Brasília, com acesso restrito a convidados e autoridades, entre elas o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB).

A nomeação de Pacheco foi publicada na segunda-feira (28). Ele ocupa a vaga deixada por Bruno Dantas, que renunciou ao cargo no fim de agosto.

Em 2025, seu nome chegou a ser considerado para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), com apoio do então presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, indicou o advogado-geral da União, Jorge Messias.

O senador também foi convidado por Lula a disputar o governo de Minas Gerais, mas recusou. Na ocasião, Pacheco chegou a sinalizar que poderia deixar a vida pública.

Para o TCU, Pacheco recebeu indicação de Lula e apoio de Alcolumbre. O processo de aprovação no Senado foi acelerado após um requerimento de urgência, dispensando a tramitação convencional pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

  • A indicação foi aprovada pelo Senado por 63 votos a favor e quatro contra.
  • Na Câmara dos Deputados, recebeu 404 votos favoráveis e 61 contrários.

Entre as autoridades presentes estavam os ministros do STF Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Kassio Nunes Marques e Cristiano Zanin; o procurador-geral da República, Paulo Gonet; o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Luis Felipe Salomão; e representantes do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Ministério Público junto ao TCU.


Diário do Poder

STF deve reavaliar indicação de Moraes para suceder Fachin na presidência do Supremo

 

O ministro Alexandre de Moraes, do STF - (Foto: Gustavo Moreno/STF).


São várias as queixas contra a presidência de Edson Fachin no Supremo Tribunal Federal (STF), sobretudo pela falta de pulso para enfrentar a crise que a Corte atravessa. Ministros já discutem atropelar o rodízio que elege o ministro mais antigo, e que ainda não tenha sido presidente, como o comandante do Supremo. Como isso é apenas uma tradição, sem previsão no Regimento Interno, gabinetes no STF já falam em votação para impedir a escolha de Alexandre de Moraes como presidente

Tempo ao tempo

Nenhum movimento brusco será feito ao menos até a eleição para o comando do Senado, com poder de abrir impeachment de ministros.

Queima o filme

A divisão na Corte, no caso Master, se repete na questão da sucessão a Fachin. Parte dos ministros não quer Moraes, citado no caso, eleito.

Disputa no Olimpo

A tensão tinha diminuído após o barraco no plenário, ainda em setembro. Mas voltou após decisões ativistas, como no caso da Padroeira do Brasil.

Possibilidade

Caso os ministros optem por seguir a lista, pulando Moraes, o próximo eleitor seria Nunes Marques, também citado no inquérito do Master.


Diário do Poder

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Governo do ex-presidiário Lula acionou seu embaixador para ajudar Lulinha a se instalar em Madri

Conversas deixam claro que lobsta bancou a transferência do filho de Lula


Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. (Foto: Reprodução/Redes sociais).


O filho mais velho do presidente Lula (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, enrolado em três inquéritos da Polícia Federal que o investigam por corrupção e tráfico de influência, entre outras atividades suspeutas junto ao governo do seu pai, Lula (PT), contou com o suporte da Embaixada do Brasil em Madri durante o processo de mudança dele e da família para a capital espanhola, em 2025. O embaixador, Orlando Leite Ribeiro, foi assessor internacional da então ministra da Agricultura, Tereza Cristina, no governo de Jair Bolsonaro (PL), e conseguiu a chefia do posto em Madri graças ao empenho da senadora.

Chefe de postos diplomáticos somente atuam mediante ordem recebida da Secretaria de Estado do Ministério das Relações Exteriores, por essa razão o embaixador Leite Ribeiro recebeu a incumbência, de acordo com relatos de experientes diplomatas. O que pode alterar é o grau de eventual vassalagem, que depende apenas do próprio diplomata. Tendo chegado ao posto após atuar no governo Bolsonaro, o embaixador precisa se desdobrar para demonstrar “lealdade” ao petista Lula a fim de preservar o posto.

Assistência total

Mensagens recuperadas do celular da lobista Roberta Luchsinger, sócia de Lulinha e também enrolada em inquéritos sobre tráfico de influência e corrupção, mostram que o embaixador brasileiro ofereceu serviços da representação diplomática para auxiliar na instalação.

Lulinha vive em Madri desde junho de 2025, com planos de permanecer ao menos por dois anos na Espanha. Segundo as mensagens, Roberta participou da organização da mudança e arcou com os custos da transferência.

Em janeiro de 2025, Orlando ofereceu uma funcionária da embaixada para acompanhar Roberta e Renata Abreu Moreira, mulher de Lulinha, em visitas a escolas. O diplomata também orientou sobre instituições de ensino e bairros da capital, chegando a indicar La Moraleja, região onde Lulinha posteriormente se estabeleceu.

“Linda gravata” em reconhecimento

As conversas mostram ainda que Roberta e Renata planejavam visitar universidades na Espanha com auxílio de um funcionário da embaixada. O embaixador também intermediou um encontro de Roberta com o reitor da Universidade de Salamanca.

“Queridas Roberta e Renata, agradeço, de coração, a linda gravata! Não precisava mesmo! Está sendo um prazer ajudá-las no processo de instalação em Madri. Continuem contando comigo para o que for preciso. Beijos”, escreveu Orlando em 26 de março de 2025.

Em junho daquele ano, o diplomata também teria oferecido uma van da embaixada para auxiliar Roberta na compra de móveis. As informações e mensagens foram divulgadas pelo site Metrópoles. Oficialmente, Itamaraty negou que o veículo tenha sido cedido. A pasta afirmou que o setor educacional da embaixada prestou apoio à brasileira por já possuir contatos com escolas locais.

As mensagens também indicam que Roberta foi apresentada ao embaixador pelo empresário Kalil Bittar, irmão de Fernando Bittar, e manteve contato com Orlando durante o primeiro semestre de 2025.

Orlando Leite Ribeiro ingressou na carreira diplomática em 1993 e foi aprovado pelo Senado para o cargo de embaixador na Espanha em 2021. Em julho de 2025, foi transferido para a República Tcheca. Veja as mensagens abaixo:




Diário do Poder

Lobista Roberta Luchsinger organizou viagem milionária para Lulinha

Planejamento tem gastos com hospedagens de alto padrão, seis dias de esqui, além de serviços de chef e mordomo



Lobista Roberta Luchsinger (E), amiga intima de Lulinha (D), filho do ex-presidiário Lula

A lobista Roberta Luchsinger teria organizado e custeado uma viagem de luxo de R$ 1,868 milhão para Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e familiares, em janeiro de 2025. O roteiro tinha como objetivo acompanhar a aurora boreal e passou por países da Escandinávia e pela Suíça. As informações constam de um orçamento localizado pela Polícia Federal no celular de Roberta. As informações são da jornalista Malu Gaspar, do O Globo.

O documento detalha gastos com hospedagens de alto padrão, seis dias de esqui, além de serviços de chef e mordomo. O custo estimado foi de R$ 266,8 mil por pessoa. O roteiro foi organizado por Roberta com auxílio da agência de viagens TTW, onde atua Marina Mantega, filha do ex-ministro Guido Mantega. Segundo mensagens obtidas pela PF, a lobista pagou R$ 339 mil de sinal em outubro de 2024 para fechar o pacote.

Durante a viagem, o grupo ficou hospedado no hotel HUUS Gstaad, nos Alpes suíços. Em janeiro de 2025, Roberta também acionou a agência para fretar um jatinho entre a Suíça e Estocolmo, na Suécia, por R$ 220,8 mil. Com esse custo adicional, o valor total da viagem teria ultrapassado R$ 2 milhões.

O material integra uma investigação sigilosa conduzida pela PF e relatada no Supremo Tribunal Federal pelo ministro Flávio Dino. Os investigadores apuram suspeitas de tráfico de influência envolvendo Lulinha e Roberta, inclusive em tratativas relacionadas à empresa Unigel e à Petrobras. A PF também investiga a atuação dos dois em assuntos de interesse de uma empresa ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, junto ao Ministério da Saúde.

A defesa de Lulinha afirma que ele não cometeu nenhum crime e que prestará esclarecimentos às autoridades. Também criticou o que classificou como divulgação seletiva e descontextualizada de elementos da investigação. O advogado de Roberta não se manifestou.

Rodrigo Vilela - Diário do Poder

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Mensagens de celular mostram Hugo Motta tratando de negócios milionários com Vorcaro

Operação envolve empréstimo ao menos de R$22 milhões do Master


PF encontra mensagens de Motta pedindo para Vorcaro liberar empréstimo de R$22 milhões para cunhada


Mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, mostram conversas com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre uma possível “sociedade” na compra de um terreno em João Pessoa (PB) ligado à cunhada do deputado. A história é mal contada, mas explica a recusa de Motta para instalar comissões parlamentares de inquérito (CPIs) propostas para investigar o Banco Master, seguindo o padrão de Davi Alcolumbre, também ligado a Vorcaro, que adota comportamento idêntico no Senado.

As conversas, iniciadas em março de 2024, indicam que Motta tratava diretamente com Vorcaro sobre a negociação. A operação envolveu um empréstimo de ao menos R$ 22 milhões do Banco Master para uma empresa da cunhada do parlamentar, usado na aquisição de uma área de mais de 400 hectares, comprada por R$ 45 milhões.

Em uma das mensagens, Motta afirma que a empresa havia sido transferida para a cunhada e diz acreditar que a outra parte da negociação não conhecia o “formato de sociedade” que havia sido combinado. Dias depois, o deputado agradeceu a Vorcaro pela “confiança e parceria” e afirmou acreditar que o projeto teria êxito.

Os diálogos também mostram que Vorcaro procurou Motta, em novembro de 2024, para tratar de um projeto de lei sobre mercado de carbono que havia sido aprovado pelo Senado. Em outra conversa, Motta pediu ao banqueiro um estudo sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para discutir possíveis formas de incluir o tema na pauta.

As mensagens ainda indicam que Vorcaro teria colocado uma aeronave à disposição de Motta para uma viagem entre São Paulo e Brasília. O presidente da Câmara negou irregularidades e afirmou que mantém diálogo com diversos setores do empresariado. Segundo Motta, os diálogos não retratam qualquer ilícito ou favorecimento e ele confia nas investigações conduzidas pelas autoridades.


Diário do Poder

Lula torra sem piedade R$328,9 bilhões para tentar se reeleger, aponta revela O Estado de São Paulo

 Levantamento estima gastos que chocam pelo descontrole




Na tentativa de renoar seu mandato, Lula (PT) acumulou R$ 328,9 bilhões em medidas, créditos, subsídios, renúncias fiscais e programas sociais no terceiro mandato, de acordo com o Gastômetro, ferramenta do Estadão que monitora em tempo real os desembolsos federais em ano eleitoral. O valor foi atualizado com novas ações anunciadas recentemente.

Gastómetro do ‘Estadão’ detalha a farra.

A maior parte dessa fortuna reúne programas de crédito e subvenções a setores específicos (como motoristas de aplicativo e caminhoneiros), financiamentos habitacionais, isenções tributárias — entre elas o desconto e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 7 mil —, além de benefícios sociais como Bolsa Família, Pé-de-Meia e Gás do Povo. Também entram despesas com publicidade institucional e medidas de resposta a crises. Parte dos valores corresponde a linhas de crédito e a impactos futuros, e não necessariamente a recursos já desembolsados.

Após a publicação da ferramenta, a Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) enviou nota classificando a abordagem como “descabida e metodologicamente insustentável”. Segundo o Palácio do Planalto, as ações não são eleitorais, mas políticas públicas indispensáveis para manter jovens na escola, combater o crime organizado, proteger empregos e empresas, conter pressões sobre preços e enfrentar calamidades em um ano de El Niño forte. A nota cita o Pé-de-Meia (criado em 2024 contra a evasão escolar) e o Programa Brasil Contra o Crime Organizado como exemplos de distorção na classificação.

O debate gira em torno da natureza dessas medidas em ano de eleição: se representam expansão pontual de gastos para fins políticos ou continuidade de políticas sociais e econômicas. O Gastômetro continua sendo atualizado à medida que novas iniciativas são anunciadas.

Com Diário do Poder