domingo, 30 de agosto de 2026

Flávio, depois de encontro com ministro de Bukele: ‘Basta coragem para enfrentar facções’

Presidenciável cita experiência de El Salvador como inspiração para plano de segurança, com ministério exclusivo e expansão do sistema prisional


 

Flávio Bolsonaro e o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro -Foto: Divulgação/Charles Vieira/Campanha Flávio Bolsonaro 


Depois de se reunir com o ministro da Justiça e Segurança Pública de El Salvador, Gustavo Villatoro, o candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou que o enfrentamento às facções criminosas no Brasil depende de “coragem” política. O senador disse que pretende incorporar ao seu plano de governo medidas adotadas pelo país comandado por Nayib Bukele no combate ao crime organizado.

“Eu falei pra ele que muita gente aqui no Brasil acha impossível acabar com as facções criminosas”, disse Flávio. “Ele me disse que não é impossível, que fizeram em El Salvador, que é um país pequeno, mas muito pobre. E nós somos um país grande com muitas riquezas, não tem explicação para que as facções criminosas continuem dominando os territórios. Basta ter um presidente da República que tenha a coragem de enfrentá-los. E o Flávio Bolsonaro terá.”

A reunião ocorreu em São Paulo e contou também com a presença do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL), do candidato ao governo do Paraná pelo PL, Sergio Moro, e dos candidatos ao Senado Guilherme Derrite (PP-SP) e André do Prado (PL-SP). 

Segundo Flávio, a conversa com Villatoro reforçou propostas que já integram o eixo de segurança pública de seu programa de governo. Entre elas estão a criação de um Ministério da Segurança Pública, separado da Justiça, e uma maior coordenação da União com Estados e municípios. 

“Nossa ideia é criar um Ministério da Segurança Pública exclusivo para fazer essa gestão junto com as forças estaduais e também com as polícias municipais”, explicou. “Vou ser um presidente muito municipalista, quero dar esse suporte não apenas financeiro, mas de organização, de conexão, de troca de inteligência, de troca de informações entre todas as esferas de poder.”


Mais presídios e endurecimento das penas 

O programa de Flávio prevê a criação de 500 mil novas vagas no sistema prisional e de cinco presídios federais de segurança máxima, inspirados no modelo de El Salvador. O candidato também defendeu penas maiores e permanência mais longa dos condenados na prisão. 

“Tem pouco preso no Brasil”, declarou. “Só não tem mais porque a legislação é frouxa. Então vamos criar mais meio milhão de vagas em presídios para que ladrão de celular comece com, no mínimo, 8 anos de cadeia. Para que fique preso, não apenas seja preso.”

O plano também propõe classificar PCC e Comando Vermelho como organizações narcoterroristas, reforçar o combate ao financiamento das facções e integrar forças federais, estaduais e municipais em operações para retomada de territórios dominados pelo crime organizado. 

“No nosso governo, a legislação vai mudar”, disse. “Os presídios vão deixar de ser escolas do crime e vão ser exemplo. Você, marginal que for preso, não vai sair rápido. Você vai ficar preso, você vai pagar pelos crimes que você cometeu. E isso vai desencorajar muita gente a continuar praticando crime.” Visita a El Salvador Flávio já havia visitado El Salvador em 2025, quando conheceu o Centro de Confinamento do Terrorismo (Cecot), presídio de segurança máxima que se tornou um dos símbolos da política de segurança de Bukele. 

Entre outras medidas previstas no programa estão a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, regras mais duras para adolescentes a partir dos 14 anos envolvidos em crimes graves, uso de reconhecimento facial e mais de 1 milhão de câmeras de monitoramento, além da criação de um sistema nacional de fronteiras.


Sarah Peres - Rervista Oeste

Flávio promete ‘padrão Einstein’ em todo SUS com ministro da Saúde

Candidato a presidente diz que Cláudio Lottemberg como ministro promoverá saúde pública ao nível do renomado hospital


Senador Flávio Bolsonaro (PL), em campanha presidencial, em Angra dos Reis. (Foto: Divulgação/Vittor Sales)

Instituir o padrão do Hospital Israelita Albert Einstein em todo o Sistema Único de Saúde (SUS) foi a promessa exposta pelo candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), neste sábado (30), durante agenda de campanha em Angra dos Reis (RJ). A proposta foi justificada pelo seu convite ao presidente do Einstein, Cláudio Lottemberg, para comandar o Ministério da Saúde em seu eventual governo.

“Eu quero levar o padrão Einstein para todo o SUS. Então a saúde pública vai ser padrão Einstein com o Claudio Lottenberg”, afirmou Flávio, sobre o gestor do que consideram um dos melhores hospitais do Brasil, com uma rede reconhecida pela excelência em assistência médica, inovação, ensino e pesquisa.

O candidato direcionou o anúncio a quem passa dificuldade ao precisar ir a um posto de saúde, ao enfrentar fila para fazer cirurgia eletiva, não é bem atendido em emergência e lida com falta de remédio até para diarreia e dor de cabeça.


“Então, com ele [Lottemberg], o investimento em tecnologia, inteligência artificial, com o padrão que ele conseguiu, junto com outros profissionais muito qualificados também na rede Einstein, é o padrão que eu quero para o SUS brasileiro”, disse Flávio, em entrevista divulgada em suas redes sociais.

O candidato do PL que concorre contra a reeleição do presidente Lula (PT) fez referências às críticas ao seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na condução das medidas contra a pandemia de covid-19 que matou 716 mil brasileiros, a partir de 2020. Afirmou estar olhando pra frente, por não adiantar ficar discutindo o passado.

“Eu acredito que muita coisa que a gente passou pela pandemia até agora, ninguém tem certeza exatamente de qual é a melhor forma, o que que tinha que ser feito, o que deu certo, o que não deu. Muitas coisas que o presidente Bolsonaro falou lá atrás, hoje estão se concretizando. Então não adianta ficar discutindo o passado, eu quero olhar pro futuro” afirmou Flávio Bolsonaro.

Assista:

Davi Soares - Diário do Poder

Gaspar: ‘O crime organizado não vive mais apenas na boca de fumo’

 Candidato a vice de Flávio alerta que facções já movimentam bilhões por estruturas legais e defende reação do Estado para atingir dinheiro, empresas e operadores do crime


O deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) foi relator da CPMI do INSS no Congresso Nacional - Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados 


As organizações criminosas brasileiras deixaram de atuar apenas no tráfico de drogas e no domínio armado de territórios e passaram a ocupar espaços na economia formal, com empresas, operadores financeiros e estruturas sofisticadas para movimentar e lavar bilhões de reais. O diagnóstico é do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar (PL-AL), que apontou justamente a transformação econômica das facções como uma das principais vulnerabilidades do Estado brasileiro no enfrentamento ao crime organizado.

 “O crime organizado não vive mais apenas na boca de fumo”, afirmou Gaspar em entrevista exclusiva a Oeste. “Ele tem empresas, operadores financeiros, tecnologia e estruturas sofisticadas de lavagem de dinheiro. O crime organizado cresceu porque o Estado foi deixando espaços vazios.”

Na avaliação de Gaspar, não há uma única falha responsável pelo avanço dessas organizações. O problema começa nas fronteiras por onde circulam drogas e armas, passa pelo sistema penitenciário — que permitiu a chefes de facções continuarem comandando suas estruturas mesmo presos — e chega à legislação penal. 

“Tudo isso está interligado”, afirmou. “Temos fronteiras por onde passam drogas e armas, um sistema penitenciário que durante muito tempo permitiu que lideranças criminosas continuassem comandando organizações de dentro das cadeias, uma legislação que precisa ser mais rigorosa e, talvez o ponto mais preocupante, organizações criminosas que aprenderam a lavar bilhões de reais e entrar na economia formal.”

Para Gaspar, essa mudança também exige uma resposta diferente do poder público: “Por isso, o enfrentamento precisa acontecer em todas as frentes”. “Vamos declarar guerra a essas organizações criminosas. O Estado precisa voltar a ser mais forte que o crime.”

O uso de tecnologia e inteligência também aparece entre as propostas de Gaspar para outra área que marcou sua atuação recente no Congresso: a proteção de aposentados e pensionistas. O deputado afirmou que um eventual governo Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pretende reforçar os mecanismos para impedir que descontos sejam realizados sem autorização efetiva dos beneficiários.


Gaspar apresentou um relatório de quase 5 mil páginas, com mais de 200 pedidos de indiciamentos e investigações na CPMI do INSS; o parecer foi rejeitado em articulação da base governista no Congresso - Foto: Andressa Anholete/Agência Senado


Indagado sobre qual seria a primeira medida para evitar a repetição das fraudes investigadas pela comissão, Gaspar foi direto: “Primeiro, fechar a porta do cofre”.

“Depois de tudo que nós descobrimos, é inadmissível que alguém consiga tirar um centavo da aposentadoria de uma pessoa sem uma autorização verdadeira, segura e comprovada. Precisamos responsabilizar quem abriu as portas para o roubo. Porque uma fraude desse tamanho não acontece sozinha.” 

Para o candidato a vice, a proteção desses recursos deverá ser tratada como uma das prioridades da administração: “O aposentado trabalhou a vida inteira. O dinheiro dele é sagrado. Quem meter a mão precisa responder.” 



Bolsa Família será mantido


Cartão do Bolsa Família | Foto: Reprodução/Agência Brasil

Em outra frente do programa de governo, Gaspar ressaltou que a chapa não pretende extinguir o Bolsa Família. O benefício será preservado, segundo ele, mas deverá funcionar em conjunto com políticas destinadas a ampliar a renda e criar condições para que famílias deixem de depender do programa. O plano chama essa abordagem de “proteção à autonomia”.

“O presidente Flávio já deixou claro que o Bolsa Família será mantido. Ninguém vai retirar proteção de quem precisa. O que queremos é acrescentar uma porta de saída para a pobreza. O benefício precisa proteger a família no momento de vulnerabilidade, mas o Estado também precisa oferecer qualificação, oportunidade de emprego e condições para que aquela pessoa possa aumentar sua renda.” 

Segundo o deputado, a intenção não é estabelecer simplesmente uma meta de redução do número de beneficiários. “Não queremos simplesmente diminuir o número de pessoas no Bolsa Família”, afirmou.

“Queremos diminuir o número de brasileiros que precisam do Bolsa Família porque conseguiram emprego, renda e autonomia.” 


Sarah Peres - Revista Oeste

Correios acumulam prejuízo de R$ 5,5 bilhões no 1º semestre de 2026

Resultado negativo cresce 30,4% em um ano; Lula promete recuperar a estatal sem privatizá-la


Correios estão em processo de reestruturação - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil a -A 


Os Correios acumularam prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, conforme dados divulgados pela estatal neste sábado, 29. O resultado representa aumento de 30,4% em relação à perda de R$ 4,26 bilhões registrada no mesmo período de 2025, conforme o jornal O Globo.

No segundo trimestre deste ano, o prejuízo ficou em R$ 2,39 bilhões. Apesar do resultado negativo, houve melhora de 24,4% em relação aos R$ 3,16 bilhões perdidos nos primeiros três meses de 2026. Entre o primeiro e o segundo trimestre, a receita líquida cresceu 3,8%, de R$ 3,86 bilhões para R$ 4,01 bilhões. 

Os Correios executam um plano de reestruturação para reduzir despesas, rever contratos, reorganizar suas operações e aumentar as receitas. Entre as medidas estão programas de demissão voluntária e o fechamento de 1 mil pontos, entre agências e unidades de tratamento de carga. O primeiro PDV já resultou na saída de 6,5 mil funcionários. CONTEÚDO programas de demissão voluntária Ler agora › 30/0 


Atual presidente dos Correios, Emmanoel Schmidt Rondon - Foto: Reprodução/Youtube

Correios recorrem a empréstimos e cortes 

No fim de 2025, os Correios contrataram um empréstimo de R$ 12 bilhões, com garantia da União. Conforme a empresa, a operação permitiu regularizar pagamentos de curto prazo e deu mais fôlego ao caixa. O caixa da estatal encerrou junho em R$ 4,9 bilhões. Além disso, uma nova operação de crédito de R$ 7 bilhões com garantia da União está em estágio avançado, de acordo com o jornal. 

Os Correios também negociam R$ 2,9 bilhões com o Novo Banco de Desenvolvimento, conhecido como Banco do Brics. O Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2027 deverá prever ainda um aporte de R$ 6 bilhões do governo federal nos Correios.

Os Correios afirmaram que a melhora das operações no primeiro semestre ainda não foi suficiente para recuperar o caixa e a situação financeira da empresa. “O resultado acumulado do semestre permanece desafiador e reforça a necessidade de continuidade e execução consistente das medidas de reestruturação”, declarou a companhia.


Lula descarta privatização da empresa

 Os números foram divulgados dois dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva descartar a privatização dos Correios e prometer retirar a empresa da crise, durante sabatina da TV Globo. “A crise dos Correios é que não se adaptou aos novos tempos”, disse Lula na quintafeira 27.

“Surgiram muitas empresas de fazer entregas e os Correios ficaram na mesmice.” Pesquisa Vox Brasil: Flávio aparece numericamente à frente de Lula no 2º turno PL anuncia filiação de Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio 

O presidente também defendeu um “enxugamento” das contas. “Desde 1985, os Correios vivem crise e alguém quer privatizar”, afirmou. “É uma empresa muito importante para o Brasil, porque ela está em todos os municípios.”


Mateua Couto -\ Revista Oeste

Lula humilha seu fotógrafo na Bahia e depois vê protesto de petistas em BH… por dinheiro

Enfurecido com falha no microfone, Lula gritou no palanque com seu assessor, à vista de todos


Lula se dirigiu grosseiramente ao seu fotógrafo que faz as vezes de "coordenador de audiovisual"- Foto: reprodução redes sociais.

O candidato Lula (PT) estava nitidamente nervoso, até descontrolado, no “day after” (dia seguinte) à desastrosa entrevista que concedeu ao Jornal Nacional, da TV Globo. Durante comício no Largo do Guarani, no bairro da Liberdade, em Salvador, ele tratou com grosseria o seu fotógrafo particular Ricardo Stuckert, apontado como “coordenador de audiovisual da campanha”, para reclamar de problemas com seu microfone. Enfurecido, Lula gritou e gesticulou para Stuckert, a ponto de sua exclamação “é a quinta vez!” ter sido captada à distância por câmeras de celulares.
O nervosismo de Lula tem sido atribuído à repercussão negativa da sua entrevista ao “JN”, marcada por suas mentiras em série, como quando afirmou nunca ter visto a lobista Roberta Luchsinger, sócia do filho Lulinha investigados pela Polícia Federal por negócios milionários em seu governo. Nos minutos seguinte à mentira de Lula, tentando se descolar do escândalo Luchsinger-Lulinha, as redes sociais foram inundadas por fotos suas lado da mulher, inclusive em situações familiares.
Na plateia e nas redes sociais, a atitude de Lula foi interpretada como “humilhação” ao subordinado. Frases como “se ele maltrata assim quem trabalha com ele, imagine o povo” apareceram em muitos posts.
Já em Belo Horizonte, Lula participou neste sábado (29) de ato voltado ao eleitorado feminino, mas o destaque foi o protesto de militantes petistas por dinheiro. Eles se dizem insatisfeitos com a divisão de recursos de campanha no partido.
Um grupo de petistas protestou no local e exibiu uma faixa com a frase: “As mulheres da base do PT-MG não aceitam ser tratadas como laranja”. A ala descontente distribuiu um manifesto assinado por 13 deputados federais e estaduais do PT. No texto, eles afirmam que destinar “recursos ínfimos e irrisórios” representa “a mais grave instrumentalização da mulher na política”.

Diário do Poder

sábado, 29 de agosto de 2026

Empresa ligada ao 'Careca do INSS' e à amiga de Lulinha movimentou R$ 6 mi no BRB

 Coaf apontou movimentação incompatível com receita de R$ 2,7 mil declarada ao banco


Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS-| Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado


A empresa Camilo Comércio e Serviços movimentou R$ 6,1 milhões em uma conta do Banco de Brasília (BRB) entre 2023 e 2025. Segundo o site Poder360, o empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e a lobista Roberta Luchsinger pretendiam usar a firma para vender R$ 626 milhões em canabidiol ao Ministério da Saúde. 

O relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), citado pelo Poder360, mostra que os valores destoavam da receita operacional bruta de R$ 2.765,70 declarada ao banco. 

Fundada em 25 de abril de 2023, a empresa tinha capital social de R$ 10 mil e usava o nome fantasia World Cannabis. Segundo a reportagem, o “Careca do INSS” detinha 90% do negócio. Seu filho, Romeu Carvalho Antunes, possuía os outros 10%.


Relação entre Careca do INSS e Lulinha 

Segundo o Coaf, a empresa recebia e enviava recursos principalmente por meio de transferências com firmas ligadas aos próprios sócios. O órgão afirmou que a conta não apresentava dados financeiros ou informações sobre a origem dos valores que justificassem as transações. 

Empresas ligadas a “Careca do INSS”, como a Prospect Consultoria e a Brasília Consultoria Empresarial, faziam depósitos e recebimentos frequentes com a World Cannabis. Algumas operações envolviam repasses superiores a R$ 100 mil.

Em 31 de março de 2025, a World Cannabis enviou 70.653,87 euros, equivalentes a R$ 451 mil na cotação da época, para a Foliumed, em Madri, na Espanha. A firma informou que o pagamento era por serviços de consultoria técnica. 

A Daycâmbio considerou a operação atípica, recusou a transferência e comunicou o caso ao Coaf. A operação ocorreu no mesmo período da mudança de Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para a Espanha. A sede da Foliumed fica a 1,3 km da empresa de Lulinha e a 15 km da residência dele no país europeu. 

O BRB considerou a movimentação incompatível com a capacidade financeira declarada pela empresa.


Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e Careca do INSS: repasses suspeitos-| Foto: Reprodução/X 

Transferência envolveu associação de aposentados 

Os documentos do Coaf também apontam uma triangulação financeira envolvendo verbas de aposentados. Em 24 de outubro de 2024, a Associação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas da Nação (Abapen) transferiu R$ 625.962,50 para a Prospect Consultoria. 

Em seguida, a Prospect repassou R$ 100 mil para a World Cannabis. O relatório aponta ausência de justificativa econômica para o crédito recebido pela Prospect.


Letícia Alves - Revista Oeste

Flávio cita publicidade do Master na Globo e defende sigilo da fonte

Em sabatina na emissora, candidato do PL à Presidência lembra que empresa ligada ao banco patrocinou o programa de Luciano Huck


Flávio Bolsonaro concede entrevista a Cesar Tralli e Renata Vasconcellos - Foto: TV Globo/Divulgaçã


O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, citou negócios do Banco Master com o Grupo Globo ao responder a perguntas sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do expresidente Jair Bolsonaro. Durante sabatina na TV Globo nesta sextafeira, 28, o senador também defendeu o sigilo da fonte jornalística e criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Perguntado sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio comparou o patrocínio ao filme sobre o pai com a publicidade do Will Bank, braço digital do Master, no programa Domingão com Huck. O candidato afirmou que o patrocínio ao programa chegou a R$ 160 milhões.

Vorcaro também participou da abertura de um evento do jornal Valor Econômico, do Grupo Globo, em Nova York. Flávio afirmou que o banqueiro investiu R$ 50 milhões na Editora Globo para a realização de palestras.

Os entrevistadores voltaram a cobrar informações sobre o destino dos recursos destinados ao filme e a relação de Flávio com Vorcaro. O candidato afirmou que não recebeu pessoalmente os recursos. “Não recebi dinheiro nenhum, foi um patrocínio para a produtora que fez o filme”, disse.

Segundo Flávio, sua participação no projeto consistiu em autorizar o uso de sua imagem e captar investidores. “O patrocínio para o filme privado foi de boa fé”, declarou. “Não tem nada de ilegal, está tudo correto.” 

O candidato também defendeu a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Master e disse que já assinou o requerimento para a investigação.


Flávio defende sigilo da fonte jornalística 

Em outro momento da entrevista, Flávio contestou a condenação do pai pela tentativa de golpe de Estado e criticou ministros do STF. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da suposta trama golpista, conforme lembrou a TV Globo durante a sabatina. 

Flávio defendeu a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e prometeu, se eleito, restabelecer a segurança jurídica e assegurar a atuação das instituições dentro de suas atribuições constitucionais.

Nesse contexto, o senador citou a proteção às fontes jornalísticas. “Até fontes jornalísticas são ameaçadas, têm quebra de sigilo, sofrem busca e apreensão, lesando o direito sagrado de todo jornalista de sigilo da sua fonte”, declarou. 

Flávio se referia ao caso do jornalista maranhense Luís Pablo, alvo de busca e apreensão determinada por Moraes depois de publicar reportagens sobre o uso de um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino. 

A análise dos equipamentos apreendidos levou à identificação do ex-secretário Raimundo Cutrim como fonte do jornalista. Na área econômica, Flávio prometeu reduzir o número de ministérios e cargos comissionados, cortar burocracia e buscar um ajuste fiscal. Ele também afirmou que não pretende fazer economia sobre quem recebe salário mínimo ou aposentadoria.

Mateus Conter - Revista Oeste