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domingo, 30 de novembro de 2025
'A neoindustrialização do Brasil', por Antonio Cabrera
Agregar valor a um produto ou serviço aumenta seu apelo no mercado e pode resultar em maiores receitas e lucros
Comenta-se muito a necessidade da reindustrialização do Brasil. Mas talvez o correto seja defender uma neoindustrialização do país. Seria uma nova ação público-privada para aproveitar ao máximo o gigantismo do Brasil no agro. É aquilo que o mercado internacional chama de added value.
Um produto de valor agregado oferece mais do que apenas seus ingredientes básicos, sendo aprimorado com qualidades que justificam um preço mais elevado. Um bom retrato disso é o que encontrei em Lucas do Rio Verde (MT), o Luquinha. É uma estátua de um simpático porquinho de seis metros de altura, segurando uma espiga de milho em uma mão e, na outra, grãos de soja. É um notável símbolo da verticalização da produção agrícola da região.
Em primeiro lugar, esse valor agregado significa um frete menor. Quando se transporta uma tonelada de milho, transporta-se R$ 790, mas, ao transportar uma tonelada de suíno, transporta-se cerca de R$ 9 mil.
Precisamos ter uma estratégia melhor para esse segmento de valores agregados no mundo: produtos que possuem um mercado de US$ 726 bilhões. Mas, desse naco gigantesco, o Brasil possui uma fatia muito pequena e exporta apenas US$ 5 bilhões. São produtos em que a participação do Brasil é menor que 2%, mas que têm maior valor agregado, como frutas, vegetais, alimentos processados e bebidas.
Agregar valor a um produto ou serviço aumenta seu apelo no mercado e pode resultar em maiores receitas e lucros. O Luquinha traz à memória que, no item alimentos processados, não estamos nem entre os três maiores exportadores. Esse é o grande desafio do agro brasileiro.
Antonio Cabrera foi ministro da Agricultura e Reforma Agrária
Revista Oeste
Dívida de grandes empresas em ICMS soma R$1,17 trilhão em todos os Estados
nstalações da Refit.
Os Estados e o DF acumulam uma bomba-relógio de R$1,17 trilhão em dívidas ativas, equivalente a 16 meses de arrecadação total. O dado, revelado pelo Atlas da Dívida Ativa dos Estados Brasileiros, da Fenafisco, expõe o grosso do débito de ICMS, que financia saúde, educação e segurança pública. A pesquisa reflete números de 2023 e foi atualizada em março deste ano. Somente cinco Estados – Mato Grosso, Amapá, Acre, Piauí e Amazonas – mantêm dívidas abaixo de 60% de sua receita.
No topo da lista, o Grupo Refit lidera com impressionantes R$20,8 bilhões devidos, principalmente ao Rio de Janeiro e São Paulo.
A Petrobras, em 2º, tem R$15,1 bilhões pendentes, em meio a disputas judiciais. A massa falida da extinta Vasp, em 3º lugar, deve R$9,5 bilhões.
Empresa do ramo de cultivo de cana-de-açúcar, a Mendo Sampaio, em recuperação judicial, deve R$8,2 bilhões só a Alagoas.
A Ambev, de marcas como Brahma e Skol, fecha o pódio dos cinco maiores, com R$5,3 bilhões devidos em ICMS Brasil afora.
Diário do Poder