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sábado, 24 de janeiro de 2026
Com apoio popular e sob forte chuva, Nikolas chega ao DF em caminhada histórica
Deputado foi recebido por apoiadores e deve encerrar mobilização com manifestação neste domingo (25)
Sob chuva intensa e clima de mobilização popular, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) chegou ao Distrito Federal neste sábado (24), dando mais um passo na chamada “Caminhada pela Justiça e Liberdade”.
Atravessando cidades e enfrentando quilômetros de estrada, o parlamentar foi recebido com apoio de moradores ao longo do trajeto, que além de acompanhar a caminhada, também ofereceram acolhimento e incentivo.
Antes de entrar oficialmente no DF, Nikolas passou por Valparaíso de Goiás, município que faz fronteira com a capital federal, e por Luziânia, onde também contou com manifestações de apoio.
Já em território brasiliense, a chegada à região administrativa de Santa Maria foi marcada por aplausos, palavras de incentivo e registros feitos por apoiadores, mesmo sob a forte chuva que caiu durante o percurso.
A caminhada, apresentada como uma forma pacífica de protesto, percorre cerca de 240 quilômetros, ligando Paracatu (MG) a Brasília (DF).
Segundo o deputado, a mobilização tem como objetivo chamar atenção para o que classifica como “censuras, perseguições e o rumo que o Brasil está tomando”.
O percurso teve início na segunda-feira (19), seguindo principalmente pela BR-040, e envolveu sete dias consecutivos de caminhada. A previsão é que o ato seja concluído neste domingo (25), com a chegada definitiva à capital federal.
Para marcar o encerramento da mobilização, está prevista uma manifestação pacífica a partir das 12h, na Praça do Cruzeiro, área central de Brasília.
A expectativa é de que apoiadores vindos de diferentes regiões do Distrito Federal e do Entorno participem do ato.
Mael Vale - Diário do Poder
Favores e portas abertas: lobistas do PT, covil do Lula, atuam dentro do Planalto
Empresário investigado pela PF custeou despesas e pagamentos a intermediários com livre trânsito no governo
Lula cumprimenta Cafu Cesar, vice-prefeito de Hortolândia (SP). Ao lado, André Mariano (camisa azul claro), empresário investigado, e Kalil Bittar (camisa preta e blazer azul escuro), lobista ligado à família do petista. (Foto: Reprodução/Redes Sociais).
O Palácio do Planalto voltou a ser palco de um escândalo: Lobistas ligados diretamente à família do presidente Lula (PT) circularam pela sede do Governo Federal como se estivessem em casa, enquanto supostamente recebiam dinheiro, benefícios e regalias de um empresário investigado por corrupção e superfaturamento de contratos públicos.
Entre 2023 e 2025, Kalil Bittar, amigo íntimo da família Lula e Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente, tiveram diversas entradas registradas no Planalto.
Nenhuma delas consta nas agendas oficiais divulgadas pela Controladoria-Geral da União (CGU).
As visitas aparecem apenas nos controles da portaria. As informações foram divulgadas pelo UOL.
A Polícia Federal (PF) investiga um esquema de lobby e tráfico de influência envolvendo o empresário André Gonçalves Mariano, dono da Life Educacional, empresa que manteve contratos milionários com a prefeitura de Hortolândia (SP).
Segundo a PF, Mariano bancou viagens, pagamentos em dinheiro, repasses indiretos e até a cessão de um carro de luxo para lobistas que atuavam junto ao governo federal.
Em novembro do ano passado, a investigação avançou com a prisão de Mariano, do então secretário de Educação de Hortolândia, Fernando Gomes de Moraes, do vice-prefeito Cafu Cesar (PSB) e de outros envolvidos. Um endereço ligado a Kalil Bittar, em Brasília, foi alvo de busca e apreensão.
No inquérito, a Polícia Federal é direta: Mariano “claramente fortalece seu lobby em Brasília” por meio de Kalil, Carla, Cafu e Fernando. Para os investigadores, essa atuação junto ao governo central pode ter sido decisiva para viabilizar os pagamentos da prefeitura à empresa do empresário investigado.
Kalil Bittar não é um desconhecido da política petista. Ele é irmão de Fernando Bittar, apontado como dono formal do sítio de Atibaia, um dos símbolos máximos envolvendo Lula e revelados pela Lava Jato, maior operação de combate à corrupção do país.
À época, Fernando se apresentou como proprietário do imóvel, mas foi tratado pela Justiça como laranja. Kalil é ainda filho de Jacó Bittar, fundador do PT, ex-prefeito de Campinas e amigo pessoal de Lula.
No dia 19 de dezembro de 2023, Kalil Bittar entrou no Planalto exatamente às 10h21, no mesmo horário do secretário de Educação de Hortolândia, Fernando Moraes. Ao lado deles estava André Mariano. Os três chegaram cerca de 25 minutos antes de uma reunião oficial entre Moraes e o chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola.
A agenda pública registra apenas uma reunião “a sós” entre o secretário e o auxiliar do presidente.
O périplo continuou no FNDE, onde Moraes e Mariano se reuniram com a presidente do órgão, Fernanda Pacobahyba. A PF aponta que o empresário pagou as passagens aéreas do secretário, com ambos viajando lado a lado, em mais um episódio que escancara a promiscuidade entre poder público e interesses privados.
Dois dias depois da visita ao Planalto, Mariano transferiu R$ 30 mil para Kalil Bittar. Na agenda do empresário, a PF encontrou as anotações “Kalil” e “restabelecer pgto” justamente na data da ida ao palácio.
Segundo a investigação, entre 2022 e 2024, Mariano repassou cerca de R$ 210 mil em benefícios a Kalil Bittar, incluindo pagamentos feitos à ex-mulher do lobista, além da cessão de uma BMW.
O Diário do Poder entrou em contato com a Presidência e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações.
Mael Vale - Diário do Poder
Guilherme Fiuza - Nova York contra o crime (ou a favor?)
Você quer escrever no New York Times lamentando a captura de Maduro, não lamentando o regime ditatorial que ele liderou e ainda criticando o presidente dos EUA por não respeitar o direito? Aí fica difícil, companheiro
Deu no New York Times: a captura de Maduro foi lamentável.
Claro que foi. Ninguém gosta de ver um parceiro de longa data se dando mal.
Mas e se esse parceiro tiver cometido algumas atrocidades nas últimas décadas?
Ou melhor: muitas atrocidades?
Aí depende. Se você não ficou sabendo das atrocidades, pode alegar vínculo afetivo e isenção de consciência. Ah, mas você soube das atrocidades?
Não só soube, como foi parceiro político do sujeito agora capturado e do seu regime imposto por décadas sem alternância de poder? \
Você inclusive levou investimentos para o país dele, ajudando a financiar o regime?
Bem, ainda assim você pode lamentar a queda do seu amigo.
Mas ou você lamenta junto toda a biografia dele, ou você vai precisar dizer que não se importa com a democracia.
Ah, você quer escrever no New York Times lamentando a captura de Maduro, não lamentando o regime ditatorial que ele liderou e ainda criticando o presidente dos EUA por não respeitar o direito?
Aí fica difícil, companheiro.
Não fica? Tem razão, não fica.
Ninguém está mais nem aí pra esses detalhes.
Ainda mais no New York Times, que deu voz a tantos embelezadores da ditadura chavista — todos sempre empenhando seu charme pessoal, seu brilho acadêmico ou sua notoriedade hollywoodiana em defesa da “causa”.
Nunca importaram os milhões de venezuelanos fugindo da tirania e da miséria para várias partes do mundo. Sempre importou o verniz de herói intelectual dos propagandistas da revolução imaginária.
É urgente mais um artigo no New York Times lamentando a hostilidade de Trump contra o aiatolá do Irã, outro parceiro de longa data. Só porque o povo iraniano está sendo esfolado ao vivo pela ditadura teocrática, o que o presidente americano tem com isso?
Faça como a diplomacia brasileira: lave as mãos e diga esperar que tudo termine bem. E vamos comemorar mais um prêmio para o cinema que combate a ditadura. Qual ditadura? Ah, pesquisa aí.
Guilherme Fiuza - Revista Oeste