domingo, 16 de agosto de 2026

‘Financial Times’ informa que EUA avaliam enquadrar Moraes, de novo, na Lei Magnitsky

Ministro já foi sancionado em 2025, mas medida acabou retirada meses depois


Alexandre de Moraes, ministro do STF. (Foto: Rosinei Coutinho/STF).


O governo dos Estados Unidos voltou a avaliar a possibilidade de impor sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação foi divulgada neste domingo (16) pelo jornal britânico Financial Times, com base em relatos de pessoas familiarizadas com as discussões dentro do governo Donald Trump.

Segundo o jornal, integrantes do governo americano estudam novamente a aplicação da Lei Global Magnitsky contra Moraes. O mecanismo permite aos Estados Unidos impor sanções a estrangeiros acusados de corrupção ou de graves violações de direitos humanos. Até o momento, porém, não há decisão definitiva sobre a adoção da medida nem indicação de quando ela poderia ser implementada.

Antecedente

Moraes já foi alvo da Lei Global Magnitsky. Em julho de 2025, o ministro foi incluído na lista de sancionados pelo governo americano. Na ocasião, o então secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, acusou o magistrado de promover uma campanha de censura, detenções arbitrárias e processos considerados politizados, incluindo medidas judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

As sanções foram retiradas em dezembro daquele mesmo ano, menos de cinco meses após sua aplicação. A reversão ocorreu durante um período de reaproximação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na ocasião, as medidas também haviam atingido a esposa de Moraes e uma empresa ligada à família do ministro.

Liberdade de imprensa volta ao centro da disputa

Agora, a atuação de Moraes em uma investigação envolvendo jornalistas e possíveis fontes de reportagens voltou a chamar a atenção do governo americano.

De acordo com o Financial Times, o ministro autorizou operações policiais contra um jornalista e duas pessoas apontadas como possíveis fontes de informações relacionadas ao ministro Flávio Dino e a familiares dele.

Moraes justificou as medidas afirmando que as informações teriam sido obtidas e divulgadas de maneira ilegal e que a publicação do material poderia representar risco à segurança de familiares do magistrado.

Diário do Poder

Lula é o caloteiro da esperança, afirma Flávio Bolsonaro

 Candidato afirma que promessa de esperança do governo Lula deu lugar a medo, insegurança e dificuldades sociais


Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República. (Foto: Reprodução/Youtube/Canal Flávio Bolsonaro)

urante o ato que marcou o início de sua campanha ao Palácio do Planalto, neste domingo (16), em Copacabana, no Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que o presidente Lula (PT) é o “caloteiro da esperança”.

 Em discurso aos apoiadores, Flávio afirmou que parte dos brasileiros que acreditaram nas promessas de campanha do petista teria passado a enfrentar medo, insegurança e dificuldades sociais.

 

“Pra essas pessoas que acreditaram que Lula traria esperança pro povo brasileiro. O que era esperança virou medo”, declarou.

 

Ao falar sobre a população em vulnerabilidade, o senador afirmou que “as pessoas em situação de rua dobraram o número de pessoas em situação de rua durante o governo atual”. 

Segundo ele, a situação representa o abandono de brasileiros que precisam viver nas ruas.

Pessoas que têm que dormir em cima de um pedaço de papelão, enrolar um cobertor, muitas vezes sob chuva, a esperança pra eles virou frio, virou humilhação”, disse. 

Flávio também direcionou parte do discurso às mulheres vítimas de violência. O senador questionou o que dizer às mulheres que acreditaram que o governo do PT iria protegê-las e afirmou que algumas acabaram vítimas de assassinatos.

 

“O que dizer pra uma mulher que acreditou no PT e foi abandonada, que foi assassinada por um vagabundo covarde, só pelo simples fato de ser mulher?”, afirmou.

 

O candidato também citou a situação do Ceará, que é comandado pelo petista Elmano de Freitas. Dirigindo-se aos moradores do Estado, afirmou que pessoas do bairro de Morada Nova teriam sido obrigadas a deixar suas casas após uma determinação do governo estadual.

“Você que é do Ceará e está me ouvindo, e mora no bairro de Morada Nova, e teve que deixar sua casa junto com a sua família, porque o governo do Heleno mandou você sair de casa”, disse.

 

Segundo Flávio, moradores que deixaram suas residências precisaram recorrer a parentes ou amigos ou, em alguns casos, ficaram sem ter para onde ir. 

“Pra essas pessoas que acreditaram que Lula traria esperança pro povo brasileiro. O que era esperança virou medo”, declarou.

Diário do Poder

‘Pai dos pobres’ chega de helicóptero a comício com espaços vazios ou cobertos por bandeirões

 Evento foi mais uma vez "controlado", com acesso restrito a ativistas credenciados


Comício em "ambiente controlado" não teve eleitor comum, quase todos eram petistas levados em ônibus.


O primeiro ato oficial da campanha de Lula (PT) à reeleição, neste domingo (16), em São Bernardo do Campo (SP), teve espaços vazios nas arquibancadas e no gramado do Estádio 1º de Maio, a Vila Euclides. Imagens aéreas divulgadas durante o próprio evento mostraram setores sem ocupação e áreas do gramado preenchidas por bandeiras grandes.

O evento de Lula foi realizado mais uma vez em espaço fechado, “controlado”, como classificam seus assessores, no qual somente podem ter acesso pessoas convidadas ou credenciadas por órgãos ligados ao PT ou por eles controlados, como sindicatos.

O PT havia informado a expectativa de reunir pelo menos 20 mil pessoas e organizado caravanas de diferentes regiões para levar militantes.

Outro episódio que chamou atenção foi a chegada de Lula ao estádio. O presidente e a primeira-dama Janja desembarcaram de helicóptero no local, em uma agenda concebida justamente para marcar a retomada do contato de Lula com sua histórica base popular no ABC.


A cena provocou comentários críticos nas redes sociais (esq.). Em uma publicação compartilhada no perfil oficial de Lula, um dos comentários com maior repercussão ironizou: “O Pai dos Pobres chegando de Helicóptero”, acompanhado de um emoji de risada. Outros usuários também fizeram críticas ao público presente no estádio.

A escolha da Vila Euclides teve forte carga simbólica. Foi ali que Lula, ainda como líder sindical, comandou algumas das grandes assembleias dos metalúrgicos do ABC no fim dos anos 1970. Décadas depois, o local escolhido para representar uma demonstração de força popular acabou dividindo as atenções entre os espaços vazios nas arquibancadas e a chegada presidencial de helicóptero.

Espaços vazios na arquibancada e no campo foram cobertos por bandeirões – Fotos: reprodução de vídeo.

Diário do Poder

Gaspar chama violência e corrupção de ‘legado de Lula e do PT’

Vice de Flávio diz que a chapa do PL representa a 'volta da esperança' ao Brasil e promete acabar com o crime



Flávio Bolsonaro ao lado de seu vice na chapa ao Planalto, Alfredo Gaspar. (Foto: Reprodução/Youtube/Canal Flávio Bolsonaro).


O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), escolhido como vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, afirmou neste domingo (16) que a candidatura representa uma retomada da esperança para o país. 

A declaração foi feita durante ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, que marca o início da campanha de Flávio ao Palácio do Planalto. 

Em discurso, Gaspar afirmou que o Brasil vive um cenário de violência, corrupção e avanço do crime organizado e atribuiu esses problemas aos governos do PT.

“Devolveremos o Brasil aos brasileiros de bem. Hoje é o primeiro dia dessa jornada difícil”, declarou. 


O candidato a vice também mencionou o ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio, ao afirmar que a família teria sido alvo de perseguições e tentativas de desestabilização política.

“Tentaram matar seu pai, separaram sua família, mas o Brasil vai levantar as bandeiras verde e amarela”, disse.

 Gaspar ainda citou dados sobre homicídios e criticou o legado que atribui ao governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) 

“Quarenta mil assassinatos, corrupção e crime organizado. Esse é o legado de Lula e do PT”, afirmou. 

Ao defender a candidatura de Flávio, o deputado afirmou que o país poderá passar por uma mudança a partir de 2027.

 O vice encerrou o discurso com uma mensagem direcionada ao eleitorado nordestino e defendeu a eleição da chapa nas urnas. 

“Em nome do Nordeste, em nome do povo de bem, sofrido do meu país, eu quero dizer: a esperança voltou, voltou com Flávio Bolsonaro. Nós já choramos muito, nós já sofremos muito. O PT arrancou o futuro da nação. Mas com Flávio Bolsonaro, nós vamos acabar com o crime e a corrupção”, disse. 

Diário do Poder

Lorota eleitoral: Lula promete ‘acabar com a fome’ há 37 anos

 

Lula faz uso eleitoral da fome desde 1989 (Foto: Ricardo Stuckert)


O presidente Lula (PT) promete “acabar com a fome no Brasil” há pelo menos 37 anos. Em novembro de 1989, na sua primeira campanha presidencial, o petista disse que seu programa de governo acabaria com a fome de todos os brasileiros. Voltou a fazer a mesma promessa na campanha de 1994. Em 2003, após vencer a disputa pela primeira vez, reafirmou a lorota no seu discurso de posse e ainda chamou de “missão”.

Para se reeleger

Na disputa do segundo mandato passou a falar de “três refeições”, já que não poderia dizer que havia famintos após quatro anos de seu governo.

Para eleger Dilma

Em 2010, após os oito anos, Lula decretou que “a fome não é mais um flagelo no país”. O Brasil só saiu do Mapa da Fome em 2014.

Para voltar à cena

O papo voltou em 2020 e 2021, após deixar a prisão e virar pré-candidato a presidente, quando “denunciou” a volta da fome.

De volta para o passado

Em 2021 Lula disse que iria acabar com a fome; em 2023 chamou a promessa de obsessão e deu prazo: até 31 de dezembro de 2026.


Diário do Poder

sábado, 15 de agosto de 2026

Filho do ex-presidiário, Lulinha pode pegar 35 anos de cadeia

 

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha - Foto: Reprodução / Redes Sociais


Filho do presidente Lula (PT), Lulinha é investigado pela Polícia Federal em três inquéritos, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), suspeito de tráfico de influência, corrupção, lavagem de dinheiro e até organização criminosa. Caso se torne réu e acabe condenado, Lulinha está sujeito a mais de 35 anos de cadeia. Coincidentemente, Lula foi condenado na Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro e também foi acusado de organização criminosa, mas não foi condenado.

Suspeita original

Lulinha é suspeito de ter cometido tráfico de influência e corrupção para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”.

Inquérito no. 2

Lulinha também é investigado por esses crimes no Dataprev, num esquema que envolveria organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Nas mãos de Dino

O terceiro inquérito, aberto há 10 dias, investiga mais tráfico de influência de um grupo, que incluiria Lulinha, que teriam fraudado contrato público.

Diário do Poder

Ex-presidiário Lula tenta arrancar compromisso de Alcolumbre

 

Lula e Davi Alcolumbre (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)


Nos recentes encontros que Lula (PT) teve com Davi Alcolumbre (União-AP), o petista tentou sair com um compromisso do presidente do Senado de que os projetos de interesse do governo seriam pautados e aprovados na Casa Alta. Em vão. Lula destacou o fim da escala 6×1, PEC da Segurança e projeto dos minerais críticos para serem aprovados antes das eleições, além de reforçar que pretende insistir em Jorge Messias, da Advocacia-Geral da União (AGU), para o Supremo Tribunal Federal.

Não tem votos

Alcolumbre não se dobrou a Lula e disse que Messias continua sem votos suficientes entre os senadores para aprovar a indicação.

Como Hugo Motta

Fora a ladainha de “diálogo republicano” e de interesse do país, Alcolumbre quer o apoio do PT para se reeleger presidente do Senado.

A própria sorte

Das pautas que Lula destacou, o senador falou que andaria com a tramitação, como fez, mas sem compromisso com resultado de votação.

Suco de maracujá

Alcolumbre avisou ainda que dificilmente alguma sai antes das eleições, mas minerais críticos tem a maior chance de votação rápida.

Diário do Poder