Documento reúne medidas para segurança, economia, educação e funcionamento
do Estado
O senador Flávio Bolsonaro, candidato do Partido Liberal (PL) à presidência do Brasil, gesticula durante evento de anúncio de Alfredo
Gaspar como vice-presidente na chapa presidencial brasileira , em Brasília, Brasil, 5 de agosto de 2026.- Foto: REUTERS/Adriano
O plano de governo do candidato do PL à Presidência da República,
Flávio Bolsonaro, prevê medidas nas áreas de segurança pública,
economia, educação, saúde e funcionamento do Estado — como
mudanças nas regras para o Supremo Tribunal Federal (STF), redução
da maioridade penal e extinção de ministérios.
O programa “Para o Brasil Vencer o Atraso”, a que Oeste teve acesso,
tem 76 páginas e está dividido em nove eixos:
1. Brasil sem Medo;
2. Brasil por Elas;
3. Brasil sem Fila;
4. Brasil Mais Barato;
5. Brasil que Prepara;
6. Brasil que Prospera;
7. Brasil que Cresce;
8. Brasil que Cumpre a Constituição;
9. Brasil que Não Volta Atrás.
Evaristo de Mirand
Plano de Flávio estabelece meta de crescimento de 4% ao ano
Na segurança pública, o candidato propõe ao menos duplicar os
investimentos federais no setor, construir cinco presídios federais de
segurança máxima e instalar mais de 1 milhão de câmeras de
videomonitoramento. O programa também prevê classificar facções
como Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como
organizações narcoterroristas e criar o Sistema Nacional de Fronteiras.
Além disso, o plano defende reduzir a maioridade penal de 18 para 16
anos e endurecer a responsabilização de adolescentes a partir dos 14
anos em crimes graves. Outra proposta permite a castração química de
condenados por estupro e abuso de crianças, desde que uma lei sobre o
tema seja aprovada pelo Congresso.
Na economia, Flávio estabelece como meta um crescimento de 4% ao
ano durante a próxima década. O programa prevê R$ 900 bilhões em
quatro anos para rodovias, ferrovias, portos e aeroportos, além de
medidas para estimular investimentos privados.
O candidato também propõe revisar impostos, reduzir o Imposto sobre
Valor Agregado — tributo sobre o consumo previsto na reforma
tributária — e desonerar combustíveis e energia elétrica. Na área fiscal,
o programa prevê extinguir pelo menos dez ministérios, reduzir cargos
comissionados e combater os chamados supersalários no serviço
público.
Na área social, o plano afirma que os programas existentes serão
preservados e aperfeiçoados. Entre as propostas estão a retomada do
Casa Verde e Amarela, com meta de 2,5 milhões de residências, e a
criação do programa Ganha-Ganha, pelo qual determinadas ações dos
participantes poderão formar um histórico para facilitar o acesso a
crédito, juros menores e cashback.
Para as mulheres, o programa propõe criar a Central da Mulher,
destinada a reunir serviços de segurança, saúde, orientação jurídica e
psicológica, capacitação profissional, emprego e crédito.
Também prevê
monitoramento eletrônico de agressores submetidos a medidas
protetivas e ampliação de creches em período integral, com vouchers
onde não houver vagas públicas.
Na educação, o plano defende a adoção do método fônico na
alfabetização, a criação de novas escolas cívico-militares e a inclusão
de conteúdos como robótica, educação financeira, empreendedorismo
e inteligência artificial.
O programa também prevê ampliar o ensino
técnico em parceria com empresas.
Na administração pública, Flávio propõe digitalizar 100% dos serviços
federais e utilizar inteligência artificial para integrar atendimentos.
Na
saúde, o plano prevê um prontuário eletrônico único, além do uso de
telessaúde e da contratação da rede privada em horários ociosos para
atender pacientes do Sistema Único de Saúde.