Onde será que o larápio e cúmplices enfiaram toda essa grana
Ex-zelador de 'bunda de elefante', filho do descondenado está escondido na Espanha
Um levantamento feito pela repórter Rachel Díaz constatou que
apenas os seis maiores escândalos de corrupção ocorridos nos
últimos 20 anos no Brasil somam quase R$ 116 bilhões. A cifra
equivale a R$ 5,8 bilhões a cada 12 meses. Ou R$ 15,9 milhões
por dia. Ou R$ 662 mil por hora. Ou R$ 11 mil por minuto.
O dinheiro, que saiu do bolso dos pagadores de impostos, poderia
melhorar consideravelmente os serviços públicos. “Para dimensionar o
tamanho da cifra, R$ 116 bilhões seriam suficientes para construir 58
mil unidades básicas de saúde ou 10,5 mil escolas de tempo integral”,
compara Rachel.
O top 5 da lista inclui dois episódios ainda em andamento.
Com R$ 12,2
bilhões, o Banco Master já garante a medalha de bronze (atrás apenas dos
escândalos dos Fundos de Pensão — quase R$ 55 bilhões — e do Petrolão
— pouco menos de R$ 43 bilhões). Além de integrantes do Executivo e do
Legislativo, membros do Judiciário estão envolvidos até o pescoço nas
falcatruas de Daniel Vorcaro.
Como observa Augusto Nunes, desde 9 de
dezembro de 2025, Alexandre de Moraes mantém absoluto silêncio sobre
o contrato de R$ 129 milhões celebrado entre o banqueiro bandido e o
escritório de sua mulher, Viviane Barci.
Por enquanto em quarto lugar, o escândalo do INSS voltou ao noticiário
político-policial depois que o Supremo Tribunal Federal instaurou o
terceiro inquérito contra Lulinha, filho mais velho de Lula com Marisa Letícia.
Lulinha: Supremo autoriza terceiro inquérito sobre supostos negócios ilícitos | Foto: Reprodução
Na reportagem de capa, Cristyan Costa revela os bastidores das
investigações policiais, os negócios suspeitos e os indícios de corrupção
que marcam a trajetória profissional de Lulinha.
Em meio a brigas familiares e ao avanço de operações da PF, o exmonitor do zoológico de São Paulo que virou megaempresário já no
primeiro mandato do pai mudou-se para a Espanha em julho de 2025.
Três meses antes, havia estourado o escândalo do INSS. Agora, evita dar
as explicações que deve.
Além do cargo de filho de presidente da República, outras profissões no
Brasil garantem lucros de dar inveja a muitos figurões de Wall Street.
A
maioria delas está ligada ao poder público e à burocracia estatal.
Na primeira colocação estão os donos de cartório, com rendimento anual
de R$ 2,4 milhões. Em seguida aparecem juízes, promotores e
procuradores do Ministério Público (R$ 1,1 milhão por ano cada).
No Brasil real, onde 82% das famílias estão endividadas, as coisas são
muito diferentes. Como lembra a reportagem de Artur Piva, a média
salarial do trabalhador no país gira em torno de R$ 3,6 mil por mês —
menos de R$ 50 mil por ano. Enquanto a maioria da população não tem
como pagar sequer despesas básicas, uma casta de privilegiados vê cair
cifras milionárias em sua conta todos os meses.
Os cintos de quem já tem pouco vão ficar ainda mais apertados.
A
reforma tributária prevista para 2027 não só vai tirar mais dos cidadãos
para engordar os cofres do governo como criará também uma tremenda
confusão, explica Adalberto Piotto.
É nesse mundo dos escândalos bilionários, privilégios bancados pelo
contribuinte e impostos cada vez maiores que os brasileiros decidirão
quem será o próximo presidente da República.
Flávio Bolsonaro acaba de escolher o relator da CPMI do INSS para ser
seu vice na disputa de outubro. Gaspar.
O deputado federal por Alagoas, que foi promotor de Justiça e
conhece a insegurança pública de perto, pode ajudar a angariar votos no
Nordeste.
Rodrigo Constantino acredita que as eleições deste ano devem ser
encaradas como um plebiscito: a questão é tirar Lula do poder ou manter
tudo do jeito que está. Para isso, a união dos conservadores é mais
necessária do que nunca.
Boa leitura.
Branca Nunes
Diretora de Redação
Revista Oeste