terça-feira, 28 de julho de 2026

Trump prorroga emergência nacional contra o Brasil por mais um ano

 Governo dos Estados Unidos mantém em vigor ordem executiva que embasa medidas econômicas e cita o tratamento dado a Bolsonaro


Trump: 'Espero trabalhar junto para construir uma relação poderosa entre a Colômbia e os EUA' | Foto: Reprodução/X | Foto: Reprodução/X


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prorrogou por mais um ano a emergência nacional declarada contra o Brasil. A decisão mantém em vigor a ordem executiva baseada na International Emergency Economic Powers Act (IEEPA), legislação que autoriza o presidente norteamericano a adotar medidas econômicas em situações consideradas de emergência. 

O documento, publicado nesta terça-feira, 28, afirma que o Brasil representa uma ameaça “incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos. A renovação será publicada oficialmente no Federal Register nesta quartafeira, 29


A notificação de Donald Trump também volta a mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro | Foto: Reprodução/site Casa Branca


A medida não cria uma nova emergência nacional nem amplia as sanções já existentes. Ela apenas estende por mais um ano a ordem executiva assinada por Trump em 30 de julho de 2025. 

Na ocasião, o presidente norte-americano anunciou uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros com base na IEEPA. A ordem executiva serviu como fundamento jurídico para a adoção das medidas econômicas.  

Casa Branca mantém críticas ao governo brasileiro 

Ao justificar a prorrogação, a Casa Branca afirmou que continuam válidos os argumentos apresentados no ano passado. Segundo o governo dos Estados Unidos, políticas e ações do governo brasileiro seguem afetando interesses norte-americanos. 

O documento sustenta que o Brasil restringe a liberdade de expressão de cidadãos dos Estados Unidos, viola direitos humanos e prejudica interesses relacionados à proteção de cidadãos e empresas norteamericanas

A notificação também volta a mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o texto, integrantes do governo brasileiro promovem perseguição política contra Bolsonaro, familiares e apoiadores. 

De acordo com a Casa Branca, esse cenário contribui para um “colapso deliberado do Estado de Direito”, além de favorecer intimidação por motivação política e violações de direitos humanos. 

A renovação ocorreu com base na National Emergencies Act, legislação que permite ao presidente dos Estados Unidos manter, de forma anual, emergências nacionais previamente declaradas..

Revista Oeste

Máquina de propaganda do ex-presidiário Lula torra R$840 milhões somente no ano eleitoral de 2026


 Uma dupla medonha - Lula e ministro da Propaganda, Sidônio Palmeira. Foto: assessoria PR


A máquina de propaganda do governo corrupto Lula (PT), bancada com impostos, opera sem limites neste ano eleitoral. Quase inimputável nos tribunais superiores, Lula estendeu essa condição a seu governo, o que explica a olímpica indiferença do Tribunal Superior Eleitoral sobre o fato de haver gasto entre janeiro e junho R$255,3 milhões, superando seu recorde de 2009, e tem R$584,7 milhões para torrar sem piedade até outubro. Total: R$840 milhões que fazem falta em segurança, saúde, educação etc.

Boca do caixa

A linha entre publicidade legítima e promoção eleitoral se desfaz e expõe uma sofisticada operação de influência paga com dinheiro público.

Incomparável

Gastos abusivos da propaganda de Lula até junho de 2026 somam mais que o triplo dos gastos do governo Bolsonaro no ano eleitoral de 2022.

Pagou, levou

A gastança cria relação de dependência financeira que, em ano eleitoral, suaviza notícias negativas e prioriza pautas desfavoráveis à oposição.

É ruim, esconde

A bolha informativa bancada pelo pagador de impostos não disfarça o objetivo de diluir críticas e ampliar a mensagem oficial.

Diário do Poder

segunda-feira, 27 de julho de 2026

A era da luz prometida pelo lulopetismo, por Flávio Gordon

 

Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil | Foto: Marcelo Câmara/Agência Brasil


 "Tirando os massacres, as mortes e as fomes pelas quais o comunismo foi responsável, a pior coisa do sistema era a mentira oficial, isto é, a mentira de que todos eram obrigados a participar […] Cheguei à conclusão de que o objetivo da propaganda nos países comunistas não era persuadir, e muito menos informar, mas humilhar e emascular” – escreve Theodore Dalrymple em Viagens aos Confins do Comunismo. 

Referindo-se particularmente à ditadura de Nicolae Ceaușescu, na Romênia, Dalrymple menciona a perversa desfaçatez do regime em autoproclamar-se parteiro de uma “era da luz” no instante mesmo em que, graças ao colapso econômico, a luz era racionada no país. Não bastava empobrecer o romeno; era preciso, ainda, obrigá-lo a aplaudir de pé o próprio apagão travestido de aurora socialista.

Pois o Brasil de 2026 acaba de ganhar sua própria efeméride socialista. O Descondenado-em-chefe sancionou duas leis: uma altera a LDB para tornar obrigatória, na educação básica, a “educação política” (leia-se doutrinação pró-PT); outra institui a Semana Nacional da Ética e da Cidadania, a ser celebrada todo mês de maio com direito a campanhas de – contenham o riso – “combate à corrupção” em escolas, órgãos públicos e emissoras de TV.

Sim, quem conduzirá a campanha contra a corrupção será o PT – a sigla do Mensalão, do Petrolão, dos apartamentos no Guarujá, dos aditamentos milionários da Odebrecht, do Aposentão (o saque bilionário aos aposentados do INSS), etc. É como se a Venezuela de Nicolás Maduro tivesse decretado, diante de sua população famélica, uma “Semana Nacional da Nutrição”. O cinismo é idêntico: não se trata de ensinar ética aos jovens, mas de expropriar a própria palavra, esvaziá-la de sentido e recolocá-la, feito troféu, na vitrine de quem nem sabe o seu real significado.

Dalrymple tinha razão: o objetivo dessa propaganda nunca foi informar. É humilhar o cidadão que ainda se lembra do que aconteceu, obrigando-o a repetir, em sala de aula, a fábula oficial de que os arquitetos do saque são também os professores da virtude. Bem-vindos à era de luz prometida pelo lulopetismo.



Flávio Gordon - Revista Oeste 

domingo, 26 de julho de 2026

Letalidade policial é maior em estados da esquerda

 

(Foto: Reprodução/ PMBA)


Estados sob comando de governadores da esquerda renovaram a triste posição no topo do ranking da letalidade policial, registra a mais recente edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2026, com dados de 2025). O Amapá, de Clécio Luís (à época do Solidariedade, agora no União) tem a pior taxa de mortes pelas polícias do país: 17,1 para cada 100 mil habitantes. O índice mostra a manutenção do número em relação à última edição do levantamento, que registra o mesmo valor.

PT presente

Logo atrás do Amapá está a polícia da Bahia, de Jerônimo Rodrigues e há quase 20 anos sob domínio do PT no Executivo. Taxa de 10,6.

Ficou pior

Sergipe, do lulista Fábio Mitidieri (PSD), subiu no ranking e está em terceiro (8,4). Na edição anterior o índice estava em 6,3.

Segue a lista

O Pará trocou de posição com Sergipe e está na sequência, com 7,3. A direita aparece só em quinto lugar, com a polícia goiana, índice de 4,9.

Lá em cima

Todos os estados destacados têm índices superiores ao da média nacional, em 3,1. Número que piorou em relação ao ano passado (2,9).

Diário do Poder

sábado, 25 de julho de 2026

Assista ao vivo o lançamento da candidatura de Flávio Bolsonaro


O Partido Liberal (PL) iniciou neste sábado (25), em São Paulo, à convenção nacional que oficializa o lançamento da candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República nas eleições deste ano.

O evento reúne lideranças da direita e prevê discursos de integrantes do partido, além da participação do presidente da Argentina, Javier Milei, convidado para a convenção.

Filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Flávio disputa pela primeira vez uma eleição presidencial.

Acompanhe ao vivo:

Diário do Poder 


sexta-feira, 24 de julho de 2026

Flávio Gordon - O que a KGB deixou escrito sobre Cuba

 A infiltração cubano-soviética no Brasil não era apenas fantasia da direita fardada


Foto: Shutterstock


E m algum momento de 1976, num escritório da Direção-Geral de Inteligência cubana em Luanda, um agente da DGI fotografava, peça por peça, a fiação de uma máquina de cifra suíça instalada na embaixada do Brasil em Angola. O equipamento havia chegado de Moscou nas mãos de um técnico do Décimo Sexto Diretório da KGB, especializado em interceptação de sinais. O objetivo era simples: decifrar as comunicações diplomáticas de Brasília. 

O episódio, documentado nos arquivos que o coronel Vasili Mitrokhin contrabandeou do QG da inteligência soviética e que o historiador britânico Christopher Andrew organizou no livro The World Was Going Our Way: The KGB and the Battle for the Third World, é mais que um detalhe curioso de arquivo empoeirado. Trata-se da marca registrada de um método: havia muito tempo que Havana deixara de ser uma ilha caribenha simpática ao socialismo e se tornara sócia operacional de Moscou na tarefa de espionar, influenciar e, quando possível, capturar o Brasil.

Capa do livro The World Was Going Our Way, de Christopher Andrew e Vasili Mitrokhin - Foto: Divulgação

Essa é a história que boa parte da nossa intelligentsia progressista preferiria manter enterrada — e que o Departamento de Estado americano acaba de trazer de volta à luz, num extenso relatório divulgado há alguns dias, intitulado Cuba: The Capital of 21st Century Communism. O documento, elaborado sob a gestão do secretário Marco Rubio, sustenta uma tese que qualquer estudioso da Guerra Fria conhece há tempos: Cuba jamais teve poder militar ou econômico para disputar a ...












Flávio Gordon - Revista Oestde 

 

Lula quebrou o Brasil

 O país está à beira de uma recessão, cenário parecido com o produzido por Dilma


Foto: Montagem Revista Oeste/IA 

S e quiser salvar o país da falência, quem assumir a Presidência em 1º de janeiro de 2027 terá de desarmar uma bomba. Nos últimos quatro anos, e especialmente neste, Lula torrou bilhões em programas sociais para dar a falsa ideia de que o Brasil está melhorando. Como ocorreu em 2015, no início do segundo mandato de Dilma Rousseff, a conta vai ficar, de novo, no vermelho. O roteiro é muito parecido com o que levou ao impeachment de Dilma. A incerteza fiscal abala a confiança dos investidores a respeito da capacidade de pagamento do governo. Esse receio faz com que o dólar fique mais caro, o que, por sua vez, encarece uma grande parte de produtos. O aumento de custos é repassado ao consumidor, resultando em uma inflação que aperta o bolso. Para segurar a inflação, o Banco Central eleva a taxa básica de juros, a chamada Selic, a qual serve de referência para contratos e empréstimos. Na prática, o dinheiro vale menos no mercado e o custo de vida aumenta. É um ciclo vicioso.


Nos últimos quatro anos, e especialmente neste, Lula torrou bilhões em programas sociais para dar a falsa ideia de que o Brasil está melhorando - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil


“A falta de confiança fiscal acaba chegando à inflação, ao crédito e ao crescimento”, explica André Braz, economista da FGV Ibre. “O problema é que juros tão altos deixam as contas do dia a dia mais caras e sufocam muitas famílias que não conseguem pagar suas dívidas. Com isso, a inadimplência bate recordes e o consumo do brasileiro despenca”. Somente em 2026, Lula torrou mais de R$ 187 bilhões num pacote de “bondades” que inclui subsídios, expansão do Minha Casa Minha Vida, Desenrola e Pé de Meia, entre outros.




Números assustam A dívida pública em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) vem crescendo nos últimos quatro anos. Em 2022, era 71,7%. Neste ano em que Lula tenta se reeleger, somente até maio, a dívida chegou a 81,1% e a projeção do mercado é que passe dos 86% em 2026. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), até 2028 a dívida bruta pode alcançar 90%, e até 2030, 94,1% do PIB. 

A relação entre a dívida do governo e o PIB é uma das principais medidas da situação fiscal porque mostra o tamanho da dívida em comparação com a capacidade de geração de renda do país. Ela reflete os déficits acumulados e o peso dos juros. Mas há outros dados que evidenciam a piora fiscal no país. O déficit primário atingiu R$ 92,3 bilhões em junho de 2026 — número dez vezes superior aos R$ 9,8 bilhões registrados no mesmo período do ano passado. O crescimento espantoso ocorreu porque as despesas do governo tem aumentado em proporção bem maior do que a capacidade de arrecadação, embora ela seja altíssima. É como se um chefe de família gastasse sempre mais do que recebe de salário. 

A dívida pública federal alcançou cerca de R$ 9 trilhões em maio de 2026. Nos cinco primeiros meses do ano, a arrecadação já havia chegado a R$ 3,3 trilhões. “O que vemos hoje é um cenário igual ou pior do que a tragédia com Dilma, a qual nos levou para a pior recessão do país, com crescimento desenfreado de gastos, tributos e dívida”, avalia Marina Helena, economista e ex-diretora do Ministério da Economia. “Tem que cortar de maneira geral, como os supersalários e verbas de municípios”, sugere. 

Os principais indicadores da economia vão mal. Nos últimos quatro anos, o PIB vem caindo, enquanto as taxas de juros e a inflação sobem. O dólar está baixando depois de chegar a R$ 6,19 em 2024 — a cotação mais alta em dez anos. A moeda também está vulnerável à pressão externa, com o preço do petróleo subindo por causa da guerra entre Estados Unidos e Irã — cerca de 20% da produção mundial passa pelo Estreito de Ormuz. 

Para piorar, “o tarifaço dos Estados Unidos vai afetar as exportações brasileiras, o crescimento econômico e a geração de emprego, o que atinge o orçamento das famílias, principalmente as mais pobres”, analisa Claudio Felisoni, professor da FIA Business School.








A dívida da dívida 

É aí que o nó da situação fiscal brasileira aperta. Uma das formas de o governo financiar seus gastos é com a venda de títulos públicos. Quando aumenta sua dívida em relação ao PIB, precisa vender mais títulos para ter fôlego financeiro. Mas, quando a dívida do país se torna muito grande e a previsão de estabilidade é turva, os investidores, receosos, exigem juros mais altos para emprestar dinheiro ao país.

Por isso, o Tesouro Direto oferece atualmente rentabilidade indexada à inflação oficial mais 8% de ganho real fixo todo ano (o IPCA+8%). A oferta é considerada uma rara oportunidade para quem investe. Já o mercado enxerga que o governo está gastando mais do que arrecada para compensar o risco de um calote ou de descontrole econômico. Além disso, é um dinheiro que vai para pagamento de dívida e não para investimentos. “Não por acaso, o Tesouro Nacional enfrenta dificuldade para vender títulos da dívida pública brasileira”, observa o comentarista de economia Carlo Cauti. “Bancos e corretoras preveem  uma alta forçada dos juros até o fim do ano para conter os preços.” 

No mercado financeiro, é difícil encontrar alguém que acredite que a meta de inflação de 3% será cumprida — com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. O próprio governo admitiu, ao subir a projeção para 5%. “O arcabouço fiscal perdeu força, enfrentando pressões por emendas parlamentares sem punições reais e sem compromisso do governo atual com o controle de despesas”, afirma Cauti, que ressalta outro ponto: as exceções. 

Para se blindar de não incorrer em nenhum crime fiscal, como aconteceu com Dilma, Lula vem conseguindo gastar mais com a ajuda do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Congresso Nacional para validar grandes manobras econômicas fora do limite de despesa. Um exemplo recente é a decisão do STF de derrubar a idade mínima para aposentadoria especial de trabalhadores expostos a agentes nocivos à saúde. Isso pode elevar as despesas da União em R$ 7,8 bilhões até 2030. 




Carga pesada sem retorno 

Renato Opice, gestor de recursos financeiros e sócio da Rafter Investimentos, alerta que o impacto fiscal chega também ao comércio, à indústria e ao mercado de trabalho: “Se os juros não caírem, muitas empresas vão quebrar”, diz. “Ou faz uma reforma ou quebra, está insustentável, há enorme quantidade de empresas pedindo concordata, o dinheiro está caro.” Segundo Opice, o ambiente de negócios desfavorável tem levado companhias brasileiras a investir em outros países. A Lupo, por exemplo, expandiu sua produção no Paraguai para fugir dos altos custos operacionais no Brasil.

Opice e Marina Helena salientam que, além de o brasileiro pagar muito imposto, não tem retorno. O Brasil ocupa a última posição (30º) no ranking do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), que mede a conversão da carga tributária em serviços essenciais para a população. 

Diferentemente de nações desenvolvidas com carga tributária similar, o país não reverte os tributos em retornos efetivos para a sociedade. Ambos lembram do choque fiscal que Javier Milei aplicou na Argentina em 2023. Entre as ações que tiraram o país do vermelho, o governo eliminou repasses estatais que barateavam artificialmente as contas de luz, gás e água, paralisou obras e cortou ministérios.


A Lupo, por exemplo, expandiu sua produção no Paraguai para fugir dos altos custos operacionais no Brasil - Foto: Divulgação 


Há solução

O futuro presidente, no entendimento de muitos economistas, terá de ser muito claro a respeito de sua política econômica: se continuará gastando ou fará cortes e reajustes. Alguns defendem a ideia de rever planos na Educação, Saúde e Previdência e desvincular essas áreas do orçamento público. Outros, como o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida, são contra mexer nas aposentadorias. Em entrevista à Oeste, Sachsida afirmou que uma equipe experiente consegue reverter o cenário atual em cerca de um ano e meio. O ex-ministro elaborou, com um grupo de cerca de 100 especialistas, um projeto com propostas legislativas focadas em crescimento, produtividade e inclusão social, que será entregue ao próximo presidente.

Para não mexer nos benefícios, será necessário promover um imediato enxugamento da máquina pública. Outra forma de melhorar a arrecadação do governo sem aumentar impostos seria a venda ou concessão de ativos da União, com os recursos direcionados à redução do endividamento. Na visão desses economistas, um programa fiscal consistente e de longo prazo ajudaria a reduzir a percepção de risco, estimular a entrada de investimentos, melhorar gradualmente a trajetória da dívida em relação ao PIB e reduzir os juros. 

Seja qual for o caminho escolhido pelo próximo presidente, o essencial é reconstruir a previsibilidade. “O país precisa mostrar que consegue controlar a dívida sem paralisar a economia e promover crescimento sem reacender a inflação”, afirma Braz. De outro modo, continuaremos presos a uma combinação conhecida: juros altos, câmbio vulnerável e crescimento abaixo do potencial.


Raphaela Ribas - Revista Oeste