quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Flávio anuncia Alfredo Gaspar como seu vice

  Pré-candidato à Presidência confirma sua chapa na corrida eleitoral; escolha foi feita há seis meses


 

Durante o evento, Flávio destacou a atuação de Gaspar durante a CPMI | Foto: Reprodução


Ao lado de nomes anteriormente cotados à vaga, como a economista Daniella Marques (Republicanos) e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), o pré-candidato à Presidência do PL, Flávio Bolsonaro, confirmou que Alfredo Gaspar (PL-AL) será seu vice na chapa para as eleições deste ano. Ele é deputado federal, relatou a Comissão Parlamentar MisEle é deputado federal, relatou a Comissão Parlamentar Mista que investigou mais um assalto aos bolso do povo por Lula e quadrilha.

No momento em que revelou o escolhido, Flávio destacou a atuação de Gaspar durante a CPMI. “Essa pessoa é aquele vice que não volta à cena do crime e dá a mão para o criminoso”, disse. “É alguém que defendeu os nossos aposentados, pediu a prisão do Lulinha, porque tinha culpa no cartório, e é alguém que representa o Nordeste.” Ao chegar no evento, Flávio brincou com o presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. O senador afirmou que o dirigente estava de “parabéns”, pois somente ele sabia quem seria confirmado como vice. Em sua fala, contudo, Costa Neto disse que Flávio havia fechado sua escolha há seis meses. 


Gaspar destacou história de vida “simples” e mencionou saudades de Bolsonaro 

Depois de receber o microfone, Gaspar iniciou seu discurso agradecendo a Deus pela “grande honra”. “Vossa excelência escolheu uma pessoa simples, nordestina, mas com uma história de vida de muito trabalho”, disse. “Estou de cabeça erguida para dizer que, ao seu lado, marcharei para a gente transformar o Brasil em um lugar justo e decente.”

Em seguida, relembrou a ausência do ex-presidente Jair Bolsonaro no evento e na vida pública. “Sinto uma falta muito grande de duas pessoas: do meu pai, que está no seu, e do seu pai, que está em cativeiro.”

Ele se direcionou ao ex-presidente durante seu discurso, depois de Flávio afirmar que Bolsonaro seria capaz de assistir a fala em outro momento. 

Gaspar falou: “Presidente Bolsonaro, o senhor reacendeu em todos nós brasileiros o sentimento de honra e esperança, obrigado por este momento”. 


Flávio destaca apoio das mulheres em sua candidatura 

Durante o evento de anúncio, Flávio agradeceu o apoio recebido pela “comissão de mulheres que foram cotadas ” ao cargo. Ele destacou nomes como Tereza, Daniella e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) pelo trabalho em prol da direita no Brasil. Também reforçou o papel da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), destacando que ela “vai ser senadora”, ao lado da correligionária Bia Kicis. 

A mulher do ex-presidente Jair Bolsonaro não estava presente no evento. O aceno às mulheres ocorreu depois de, ao longo de sua pré-campanha, Flávio mencionar que escolheria uma mulher para compor a chapa. Durante o evento, Flávio cravou que o a atual fase do Brasil é um “momento que exige homens e mulheres com coragem, honestidade”.


Com informações de Erich Mafra e Sarah Peres - Revista Oeste

terça-feira, 4 de agosto de 2026

Diário de Fauci relata pedido de apoio de professor da USP contra Bolsonaro na pandemia

 Anotação divulgada pelo senador Rand Paul afirma que imunologista da USP pediu ajuda ao norte-americano


Reprodução



Uma anotação atribuída ao imunologista norte-americano Anthony Fauci afirma que o professor da Universidade de São Paulo (USP) Jorge Kalil pediu seu apoio durante a pandemia de covid-19 por causa da atuação do então presidente Jair Bolsonaro. O registro integra o diário pessoal de Fauci, divulgado recentemente pelo senador republicano Rand Paul.


“Ele me pediu, por favor, que os ajudasse e permanecesse ao lado deles, já que Bolsonaro é terrível”, escreveu Fauci no diário.


O documento afirma que, durante a conversa com Queiroga, o ministro relatou a gravidade da situação enfrentada pelo Brasil e demonstrou interesse na obtenção de vacinas produzidas pelos Estados Unidos.

Fauci registrou que ofereceu cooperação em pesquisas e na discussão de estratégias de enfrentamento da pandemia, mas explicou que o governo norte-americano só pretendia doar vacinas excedentes depois de concluir a imunização da própria população.



Segundo relato de Anthony Fauci, o professor da USP Jorge Kalil pediu ajuda e também vacinas norte-americanas - Foto: Reprodução/Redes Sociais/Instagram/Pesquisador Jorge Kalil


Na mesma anotação, Fauci comparou Bolsonaro ao então ex-presidente Donald Trump e afirmou que a condução do governo brasileiro prejudicava o país. 

O diário divulgado por Rand Paul traz apenas o relato escrito por Fauci. A suposta mensagem enviada por Jorge Kalil não aparece no material divulgado, e o documento não apresenta evidências de um pedido de interferência política ou científica no Brasil nem revela que Fauci tenha adotado qualquer medida em resposta.

Naquele período, Kalil ocupava cargos de destaque na comunidade científica. Professor titular de imunologia clínica e alergia da Faculdade de Medicina da USP e diretor do Laboratório de Imunologia do InCor, ele também integrava um conselho do governo norte-americano responsável por acompanhar a segurança dos testes de vacinas contra a covid-19, o que ajuda a explicar o contato direto com Fauci.

Ao mesmo tempo, coordenava um projeto brasileiro de desenvolvimento de uma vacina nasal contra o coronavírus, ainda na fase pré-clínica e dependente de recursos para avançar aos testes em seres humanos.


Victória Batalha - Revista Oeste

EUA revogam visto da embaixadora do Brasil em Washington

 Medida foi anunciada depois de impasse sobre a nomeação do novo representante norte-americano em Brasília


Maria Luiza Ribeiro Viotti é embaixadora do Brasil nos EU - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado


Os Estados Unidos anunciaram nesta terça-feira, 4, a revogação do visto da embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. Segundo o Departamento de Estado, a medida responde à demora do governo brasileiro em conceder o aval diplomático para que Daniel Perez assuma a Embaixada dos EUA no Brasil.

De acordo com o Departamento de Estado, a revogação do visto não representa a expulsão da diplomata. O governo norte-americano afirmou que ela poderá permanecer nos EUA, embora sem um visto válido. Além disso, informou que o documento poderá ser restabelecido caso o Brasil conceda o aval diplomático ao novo embaixador. 

Perez foi indicado pela Casa Branca em junho e teve sua indicação aprovada por uma comissão do Senado dos EUA. Pela tradição diplomática, o país que receberá o embaixador também precisa autorizar a nomeação. Segundo o Departamento de Estado, o Brasil 


O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio: governo norte-americano classifica episódio como “mentira sem fundamento” - Foto: Reprodução/X 

Medida ocorre depois de impass

e diplomático A decisão foi anunciada dez dias depois de o Itamaraty negar vistos ao secretário-assistente Riley Barnes e ao subsecretário-assistente Samuel Samson, ambos do Departamento de Estado. Os dois participariam de uma visita ao Brasil para discutir, segundo o governo norte-americano, “integridade eleitoral, liberdade religiosa e liberdade de expressão” com autoridades brasileiras. 

O Departamento de Estado também negou que os diplomatas pretendiam interferir nas eleições brasileiras, depois de reportagem do The Washington Post alegar que ambos integravam uma suposta estratégia para questionar a integridade do sistema eleitoral. 

O episódio ocorre em meio ao agravamento das relações entre Brasil e EUA, marcado por sucessivas medidas comerciais e diplomáticas adotadas pelos dois governos desde 2025. Entre elas estão novas tarifas norte-americanas sobre produtos brasileiros e a classificação das facções Primeiro Comando da Capital e Comando Vermelho como organizações terroristas pelos EUA.


Mateus Conte - Revista Oeste

Roubo aos aposentados: PF investiga familiares do vice-líder de Lula no Senado

 Para a PF "sustentáculo político" do esquema no INSS, Weverton Rocha foi o primeiro político citado na CPMI do INSS


Leila do Vôlei, Lula e Weverton Rocha (Foto: Ricardo Stuckert)


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (4), uma nova fase da Operação Sem Desconto e cumpriu mandados de busca e apreensão contra familiares do senador Weverton Rocha (PDT-MA) e o advogado Willer Tomaz. A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado às fraudes em descontos irregulares de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Ao todo, os agentes cumprem 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e no Maranhão. Segundo a Polícia Federal, as diligências são resultado do avanço das investigações, que identificaram indícios de movimentações financeiras e patrimoniais supostamente realizadas para ocultar a origem e o destino de recursos por meio de terceiros, empresas e operações em dinheiro vivo.

Weverton Rocha, aliado do governo Lula e vice-líder no Senado, foi o primeiro político citado na CPMI que investigou o roubo aos aposentados do INSS. A Polícia Federal já o apontou anteriormente como “sustentáculo político” do esquema, e ele figura entre os investigados no caso que envolve descontos associativos não autorizados em benefícios previdenciários.

A PF busca apreender documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam esclarecer a origem dos valores movimentados, a finalidade dos repasses e o grau de participação de cada investigado.

A Operação Sem Desconto investiga um esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. Nesta etapa, o foco é apurar possíveis práticas de lavagem de dinheiro relacionadas aos fatos já investigados.

A assessoria do senador Weverton Rocha foi procurada e ainda não se manifestou.

Veja a nota do advogado Willer Tomaz:

Willer Tomaz, advogado e empresário, esclarece que a diligência de busca e apreensão a que foi submetido nesta manhã decorre exclusivamente do fato de ser proprietário da aeronave utilizada, em caráter estritamente particular, pelo senador Weverton Rocha em viagem já de conhecimento público. Willer Tomaz não é investigado no âmbito da Operação Sem Desconto e não possui qualquer vínculo com o esquema de fraudes em descontos previdenciários apurado pela Polícia Federal.

A disponibilização da aeronave teve caráter pessoal e amistoso, sem qualquer relação com os fatos investigados. O advogado reitera que está à disposição das autoridades para prestar todos os esclarecimentos necessários e confia na apuração serena dos fatos, certo de que sua conduta em nada se relaciona com o objeto da operação.

Rodrigo Vilela - Diário do Poder

STF avalia 3º inquérito contra Lulinha: tráfico de influência no Ministério da Saúde

 Elementos surgiram na investigação contra seu amigo "Careca do INSS" 



Fabio Luiz Lula da Silva, o Lulinha - Foto: reprodução do site Mais Goiás.


A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um novo inquérito para investigar o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Caso o pedido seja aceito, será a terceira investigação contra ele na Corte por suspeitas de tráfico de influência.

O requerimento foi encaminhado ao STF poucos dias após o ministro André Mendonça autorizar outra investigação para apurar se Lulinha teria cometido os crimes de tráfico de influência e corrupção passiva em supostas articulações envolvendo o Ministério da Saúde. Na ocasião, a apuração foi aberta a partir de elementos reunidos pela Polícia Federal sobre a atuação do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. 

Segundo as investigações, o novo pedido de abertura de inquérito está relacionado a suspeitas de que Lulinha teria usado sua proximidade com integrantes do governo federal para beneficiar empresas parceiras. A Polícia Federal busca aprofundar a apuração sobre a eventual prática de tráfico de influência e outras condutas ligadas à obtenção de vantagens indevidas. A defesa de Lulinha tem negado irregularidades e sustenta que o empresário nunca exerceu função pública nem atuou para favorecer interesses privados


Rodrigo Vilela - Diário do Pode

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Milei chama Lula de 'ladrão' e 'corrupto'... O óbvio ululante

 As novas críticas do presidente argentino ao petista vieram durante entrevista concedida neste domingo, 2



Javier Milei, presidente da Argentina - Foto: Divulgação/Governo Argentin


O presidente argentino, Javier Milei, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ao chamá-lo de “ladrão” e “corrupto” durante entrevista ao programa La Cornisa, exibido neste domingo 2. As declarações foram repercutidas pelo jornal argentino La Nación depois de questionamentos sobre discursos recentes em eventos no Brasil.

Milei reafirmou comentários feitos em 25 de julho na convenção do Partido Liberal, em São Paulo, e negou que tenha sido agressivo.

“É um ladrão, é corrupto, foi condenado por [ser] ladrão e corrupto. Esteve preso, portanto também é verdade que foi presidiário. E não só isso: o libertaram por uma falha administrativa do procedimento, não por ser inocente.” 


Contexto judicial e explicações de Milei 

O histórico judicial de Lula foi destacado, ao lembrar que suas condenações na Operação Lava Jato foram anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em 2021, pois a 13ª Vara Federal de Curitiba foi considerada incompetente para julgar os casos.

Milei explicou que os comentários feitos na convenção do PL não foram planejados e surgiram espontaneamente durante o discurso. Ele argumentou que sua postura está ligada à defesa das ideias liberais e à sua oposição ao avanço da esquerda na América Latina. “Eu faço isso porque sou um cruzado pelas ideias da liberdade”, disse. “Sou um defensor das ideias da liberdade e venho da batalha cultural.”


Acusações e tensão diplomática 

O presidente argentino também repetiu uma denúncia do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) segundo a qual Lula teria destinado US$ 1 bilhão para beneficiar Sergio Massa, adversário de Milei na eleição presidencial argentina de 2023. “Se há alguém que interfere politicamente na região, foi Lula, contaminando todos os lados com as ideias imundas do socialismo”, declarou. 

Na entrevista, Milei afirmou que não dirigiu críticas ao povo brasileiro durante a visita ao Brasil e alegou que sua intenção era “em defesa dos brasileiros de bem” e que suas falas foram dirigidas exclusivamente a Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, do STF. A presença de Milei na convenção que oficializou a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência incluiu elogios a Jair Bolsonaro (PL), a quem chamou de “grande amigo”, e críticas à esquerda; o argentino afirmou que o Brasil deveria acabar com a “merda socialista”. Em resposta às declarações, o Itamaraty chamou o embaixador brasileiro de volta para consultas e convocou o representante argentino para apresentar um protesto formal. 


Yasmin Alencar - Revista Oeste

Lulinha, Roberta e Careca, trio que virou alvo da PF

 

Fábio Luís, o Lulinha - Foto: Reprodução/Redes Sociais.


A ordem do ministro do STF André Mendonça para que a Polícia Federal investigue Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, expõe suspeitas de tráfico de influência e corrupção contra filho do presidente que já cumpriu pena de prisão, em regime fechado, por corrupção e lavagem de dinheiro. A investigação agora inclui as figuras-chave da lobista Roberta Luchsinger e de Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, além de Lulinha, na intermediação de negócios no governo do pai, em troca de vantagens.

Unha e carne

Viagens conjuntas, Roberta recebendo pagamentos de R$1,5 milhão e menções a “filho do rapaz” são detalhes que a PF deverá investigar.

Lobby no governo

A tramoia envolveria o Ministério da Saúde e o gabinete pai para compra milionária de produtos derivadas de maconha ou “cannabis medicinal”.

Problema do outro

Apesar das suspeitas contra seu gabinete, Lula sempre se refere ao problema como se fosse só do filho, em cuja “inocência” diz acreditar.

Diário do Poder