Isadora Peron, O Estado de S.Paulo
Líder do PT na Câmara, o deputado Paulo Pimenta (RS) criticou o manifesto que procuradores e juízes entregaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira, 2, a favor da prisão após condenação em segunda instância.
“Torna-se grave pedir que a Constituição não seja cumprida”, afirmou. + Congresso vai cortar salário de petistas que acompanharam Lula em caravana
Na próxima quarta, a Corte julga o pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para não ir preso até que se esgotem todos os recursos do caso sobre o tríplex no Guarujá.
Pelo texto constitucional, a pena só pode passar a ser cumprida após o chamado em trânsito em julgado. O Supremo, no entanto, mudou esse entendimento em 2016, possibilitando a execução antecipada da pena.
Questionado sobre o que o PT faria caso o habeas corpus de Lula fosse negado, o que pode levar o ex-presidente à prisão, o líder disse que o partido não trabalhava com essa hipótese. “Mas se essa for a decisão, nós vamos nos insurgir contra ela”, disse.
