EFE/Joédson Alves
Ministro disse que tem coragem de “mudar de posição de forma clara, olhando nos olhos”
Ministro disse que tem coragem de “mudar de posição de forma clara, olhando nos olhos”
Gilmar Mendes mudou de opinião em menos de dois anos.
Em 2016, o ministro do Supremo Tribunal Federal ajudou a compor maioria que permitiu a prisão após condenação em 2ª instância.
Agora, nesta quarta-feira (4), Mendes votou a favor do “habeas corpus” do ex-presidente Lula e contra a prisão em 2ª instância.
No julgamento, o ministro criticou o “carnaval” que teria sido feito no Jornal Nacional, da Rede Globo de terça (3), em matéria que “tentou apontar” sua incoerência.
Mendes criticou a “demagogia barata” e disse que tem coragem de “mudar de posição de forma clara, olhando nos olhos”.
A Jovem Pan relembrou alguns trechos do voto de 2016 de Gilmar. Veja:
“Não se conhece no mundo civilizado um país que exija o trânsito em julgado. O princípio diz que pode-se executar a prisão com a decisão de segundo grau”.
“Nós sabemos, na nossa experiência: amanhã o sujeito planta em um processo qualquer embargos de declaração e aquilo passa a ser tratado como rotina. E daqui a pouco sobrevém uma prescrição com todas as consequências e um quadro de impunidade”.
“Nós precisamos, sim, levar em conta não só o aspecto normativo que, ao meu ver, legitima a a compreensão da presunção da inocência nos limites aqui estabelecidos, como também levar em conta a própria realidade que permite que exigir o trânsito em julgado formal transforme o sistema num sistema de impunidade”.
Assista aos trechos: