quinta-feira, 5 de abril de 2018

Decisão sobre Lula anima mercado e Bolsa abre em alta de 2%



 Rita Azevedo, Exame
A Bolsa começou a quinta-feira em alta de 2%, com os investidores de olho na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que negou um habeas corpus preventivo ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e na recuperação dos mercados globais. 
Por volta das 10h35, o Ibovespa registrava ganhos de 1,85% a 85.922,84 pontos. Ontem, o índice terminou o dia em leve baixa de 0,31%, a 84.359 pontos. Na mínima da sessão, chegou a cair 2,12%.
Lá fora, os ativos brasileiros também operavam em alta. Às 10h35, os ADRs da Petrobras tinham ganhos de 3,96%, a US$ 14,17, enquanto os da Vale avançavam 2,45% a US$ 12,96.
Para investidores e analistas, o ponto positivo da decisão foi justamente a previsibilidade jurídica. O receio era que a concessão do habeas corpus aumentasse a insegurança jurídica e aumentasse o estresse “com a possibilidade de disputa de um candidato que não dê continuidade à atual política econômica”, disse a consultoria de investimentos Lopes Filho em nota a clientes ontem.
Ontem, o ETF que reproduz o MSCI Brasil, o EWZ iShares, subiu quase 3% no after market depois que a ministra Rosa Weber anunciar seu voto contra o habeas corpus e praticamente definiu o placar do Supremo
Apesar do enfraquecimento das possibilidades de Lula se candidatar ao Planalto, o cenário das próximas eleições ainda não é claro. Com isso, o clima de cautela entre os agentes do mercado deve ser mantido por mais algum tempo. É por isso que alguns analistas veem a euforia como pontual.

Dólar

O dólar iniciou a quinta-feira em queda de mais de 1% ante o real e na casa dos 3,30 reais. Às 10h19, o dólar recuava 0,85%, a 3,3125 reais na venda, depois de subir 0,08% na véspera, a 3,3408 reais. 
A redução do receio sobre uma possível disputa comercial entre Estados Unidos e China também dá o tom da sessão de hoje. Ontem, o assessor econômico do presidente Donald Trump, Larry Kudlow, disse que o governo norte-americano estava negociando com a China e não se envolvendo em uma guerra.