Somou R$ 124 bilhões em agosto
Alta real de 1,33% ante o ano anterior
Dados são do Ministério da Economia
A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 124,5 bilhões em agosto. Houve alta real (ou seja, descontada a inflação) de 1,33% em relação ao mesmo mês do ano passado.
É o 1º crescimento de real de arrecadação, na comparação com o mesmo período do ano anterior, desde janeiro. Ou seja, depois de 6 meses de queda.
Considerando valores atualizados pelo IPCA, o resultado de agosto foi o melhor para o mês desde 2014, quando a arrecadação foi de R$ 127,4 bilhões.
Os dados foram divulgados nesta 5ª feira (1º.out.2020) pela Receita Federal. Eis a íntegra do relatório (1 MB).
Abaixo, o resultado dos últimos meses:
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Em relação a julho, quando ficou em R$ 115,9 bilhões, houve alta real de 7%.
No acumulado do ano, a arrecadação está em R$ 906,5 bilhões, queda real de 13% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O QUE MOTIVOU
Termômetro para a atividade econômica, o resultado da arrecadação veio acima do estimado por economistas consultados pelo Poder360.
Segundo a Receita Federal, os principais fatores que explicam o aumento registrado em agosto foram:
- recuperação da atividade econômica;
- redução de alíquotas do IOF aplicáveis nas operações de crédito;
- recolhimento das parcelas que tinham sido adiadas de tributos como PIS/Cofins, contribuição patronal e parcelamentos especiais.
DESONERAÇÕES TRIBUTÁRIAS
As desonerações tributárias somaram R$ 10,6 bilhões em agosto, aumento de R$ 2,5 bilhões na comparação anual.
No ano, ficaram em R$ 77,2 bilhões, alta de R$ 12,8 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado.
Apenas a desoneração da folha de pagamento de salários custou R$ 5,2 bilhões em 2020. O benefício expira no final do ano, mas o Congresso avaliar derrubar veto que presidente para permitir a extensão do benefício à 17 setores da economia até o final 2021. O custo anual é de cerca de R$ 10 bilhões ao ano.
Douglas Rodrigues, Poder360