sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Deputados pedem prisão preventiva de Lulinha

 PGR foi acionada por 47 parlamentares; solicitação também inclui extradição da Espanha, cancelamento de passaporte e uso de tornozeleira eletrônica


Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, é um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Foto: Reprodução/YouTube/Metrópoles

A Procuradoria-Geral da República foi acionada por 47 deputados federais, que pedem a prisão preventiva de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, por suposta participação em esquema de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Ele é filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva 

A representação, apresentada por Rosangela Moro (União-SP) e subscrita por parlamentares de PL, Republicanos, PSD, PP e União Brasil, também requer abertura de investigação formal e adoção de medidas cautelares. 

Os deputados pedem inclusão do nome do investigado na difusão vermelha da Interpol, início de processo de extradição junto à Espanha, cancelamento de passaporte e eventual uso de tornozeleira eletrônica. 


Suposta ligação de Lulinha com o Careca do INSS



Antônio Camilo Antunes, o ‘Careca do INSS’ | Foto: Carlos Moura/Agência Senado 


O documento sustenta que Lulinha teria atuado como sócio oculto do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como operador financeiro do esquema de fraudes no instituto.

Segundo a peça, ele teria recebido cerca de R$ 300 mil mensais para “viabilizar e proteger interesses do grupo junto à cúpula do governo.


Mudança para a Espanha 

Os deputados destacam que Lulinha transferiu residência para Madri, capital da Espanha, em 2025. Para os autores, a permanência no exterior representa risco à aplicação da lei penal. A representação argumenta que haveria possibilidade de evasão para países sem tratado de extradição, além de risco à instrução criminal. 

Também são solicitadas quebras de sigilo bancário, fiscal e telemático, relatórios de inteligência financeira e bloqueio de bens. 

Até o momento, não houve manifestação pública de Lulinha. Caberá ao Ministério Público Federal decidir sobre eventual abertura de investigação e análise das medidas pedidas. 


Rachel Dias - Revista Oeste