domingo, 11 de junho de 2023

Mandato de Bolsonaro encerrou com contas do governo registrando superávit de R$ 54 bilhões

Resultado superou em 58% a projeção estimada pelo Ministério da Economia




O ex-presidente Jair Bolsonaro 

(PL) deixou o governo com

 um superávit de R$ 54,1 bilhões

 nas contas públicas em 2022,

 após oito anos consecutivos de 

déficit. Esse resultado superou 

em 58% a projeção estimada 

pelo Ministério da Economia, 

que  previa um superávit de 

R$ 34,1 bilhões.


Esse superávit primário, que

representa a diferença entre

as receitas e os gastos do 

governo, foi impulsionado 

pela arrecadação recorde, 

que cresceu com o aumento 

da atividade  econômica e 

com as receitas de royalties 

de petróleo, que se 

valorizaram devido à guerra

 entre Rússia e Ucrânia.


Outros fatores que 

contribuíram para o 

superávit foram o 

adiamento de despesas, 

como o parcelamento de 

precatórios de alto valor e 

a baixa execução 

orçamentária de vários

 programas do governo.


Esse é o melhor resultado 

em valores nominais para 

as contas públicas desde 

2013, quando o governo 

central registrou um 

superávit de R$ 72,159 

bilhões. Nos anos seguintes,

de 2014 a 2021, as contas 

públicas apresentaram 

déficits anuais consecutivos.



Vale ressaltar que alcançar 

o superávit era uma das 

propostas de governo de 

Jair Bolsonaro ao assumir a 

presidência  em 2019. No entanto, 

a pandemia de Covid-19 e os gastos 

necessários para enfrentar 

seus efeitos, juntamente 

com  a queda na arrecadação, 

resultaram em um déficit de

 R$ 743 bilhões em 2020.


A retomada do superávit 

teve início em 2021, quando 

o governo encerrou o ano 

com um déficit de R$ 35 

bilhões, surpreendendo 

as previsões iniciais de um 

déficit de R$ 331 bilhões.


A redução das despesas 

e o aumento das receitas 

foram fatores-chave para a

 melhora nas contas públicas.

Houve redução nos gastos 

em vários setores, como 

créditos extraordinários, 

apoio financeiro a estados 

e municípios, subsídios e 

subvenções relacionados à

 pandemia. Além disso, 

houve queda nos gastos 

com pessoal e encargos 

sociais.


Os gastos com programas

 sociais, como o Auxílio 

Brasil e os auxílios para 

taxistas e caminhoneiros, 

aumentaram os gastos

 do governo em R$ 61,7

 bilhões acima da inflação.


As receitas líquidas também 

tiveram um aumento 

significativo, com crescimento 

de 17,5% em relação a 2021, 

descontando a inflação. 

A arrecadação de impostos, 

em particular o Imposto 

de Renda 2022, teve um 

aumento de R$ 102,4 bilhões 

acima da inflação, 

impulsionada pelo aumento 

dos lucros das 

empresas, especialmente do 

setor de energia e petróleo.


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