Resultado superou em 58% a projeção estimada pelo Ministério da Economia
O ex-presidente Jair Bolsonaro
(PL) deixou o governo com
um superávit de R$ 54,1 bilhões
nas contas públicas em 2022,
após oito anos consecutivos de
déficit. Esse resultado superou
em 58% a projeção estimada
pelo Ministério da Economia,
que previa um superávit de
R$ 34,1 bilhões.
Esse superávit primário, que
representa a diferença entre
as receitas e os gastos do
governo, foi impulsionado
pela arrecadação recorde,
que cresceu com o aumento
da atividade econômica e
com as receitas de royalties
de petróleo, que se
valorizaram devido à guerra
entre Rússia e Ucrânia.
Outros fatores que
contribuíram para o
superávit foram o
adiamento de despesas,
como o parcelamento de
precatórios de alto valor e
a baixa execução
orçamentária de vários
programas do governo.
Esse é o melhor resultado
em valores nominais para
as contas públicas desde
2013, quando o governo
central registrou um
superávit de R$ 72,159
bilhões. Nos anos seguintes,
de 2014 a 2021, as contas
públicas apresentaram
déficits anuais consecutivos.
A retomada do superávit
teve início em 2021, quando
o governo encerrou o ano
com um déficit de R$ 35
bilhões, surpreendendo
as previsões iniciais de um
déficit de R$ 331 bilhões.
A redução das despesas
e o aumento das receitas
foram fatores-chave para a
melhora nas contas públicas.
Houve redução nos gastos
em vários setores, como
créditos extraordinários,
apoio financeiro a estados
e municípios, subsídios e
subvenções relacionados à
pandemia. Além disso,
houve queda nos gastos
com pessoal e encargos
sociais.
Os gastos com programas
sociais, como o Auxílio
Brasil e os auxílios para
taxistas e caminhoneiros,
aumentaram os gastos
do governo em R$ 61,7
bilhões acima da inflação.
As receitas líquidas também
tiveram um aumento
significativo, com crescimento
de 17,5% em relação a 2021,
descontando a inflação.
A arrecadação de impostos,
em particular o Imposto
de Renda 2022, teve um
aumento de R$ 102,4 bilhões
acima da inflação,
impulsionada pelo aumento
dos lucros das
empresas, especialmente do
setor de energia e petróleo.
Conexão Política