domingo, 20 de setembro de 2020

A frustação de Caetano: "E o Mané não desiste, e continua a alavancar outros Manés", escreve Marco Frenette

 

Liguei a TV e lá estava Caetano, vociferando: "Quem é Wilson Martins? Quem é Wilson Martins? Quem ele pensa que é?".

Fiquei pasmo, porque Wilson Martins é simplesmente o autor da monumental "História da Inteligência Brasileira", e foi o nosso maior crítico literário. Então, ao ver Caetano Veloso tratar Wilson Martins como um Mané, tive a certeza de que Caetano era o Mané mais pretensioso e equivocado da cena brasileira.

E o Mané não desiste, e continua a alavancar outros Manés. E claro que com a ajuda de jornalistas delinquentes mais paulofreirianos do que o próprio líder da Máfia do Dendê: "Conheçam Domenico Losurdo, o filósofo que encantou Caetano Veloso". E quem é Losurdo? Ora, é um intelectual marxista marca anzol, que defende Stálin e Mao. Um imbecil, enfim.

Outro Mané promovido por Caetano é um tal de Jones Manoel, apresentado assim pela imprensa nacional: "Conheça o jovem pensador marxista que transformou a cabeça de Caetano Veloso". E quem é Jones?

Veja o vídeo:

É um sem Baleia que, como ele próprio conta, foi ouvir sobre Mais Valia de orelhada numa porta de escola, e que acha que a solução para o Brasil é uma revolução comunista.

Esses fatos levam a crer que Caetano Veloso guarda uma frustração: ele gostaria de ter sido um intelectual. E no esforço de buscar o tempo perdido, pensa estar participando do mundo das ideias ao se encantar com marxistas de quinta categoria que têm orgasmos ao ouvir o nome de genocidas como Stálin e Mao.

Marco Frenette. Jornalista e escritor.


Jornal da Cidade