sábado, 29 de agosto de 2026

Flávio cita publicidade do Master na Globo e defende sigilo da fonte

Em sabatina na emissora, candidato do PL à Presidência lembra que empresa ligada ao banco patrocinou o programa de Luciano Huck


Flávio Bolsonaro concede entrevista a Cesar Tralli e Renata Vasconcellos - Foto: TV Globo/Divulgaçã


O candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro, citou negócios do Banco Master com o Grupo Globo ao responder a perguntas sobre o financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia do expresidente Jair Bolsonaro. Durante sabatina na TV Globo nesta sextafeira, 28, o senador também defendeu o sigilo da fonte jornalística e criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF). 

Perguntado sobre sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio comparou o patrocínio ao filme sobre o pai com a publicidade do Will Bank, braço digital do Master, no programa Domingão com Huck. O candidato afirmou que o patrocínio ao programa chegou a R$ 160 milhões.

Vorcaro também participou da abertura de um evento do jornal Valor Econômico, do Grupo Globo, em Nova York. Flávio afirmou que o banqueiro investiu R$ 50 milhões na Editora Globo para a realização de palestras.

Os entrevistadores voltaram a cobrar informações sobre o destino dos recursos destinados ao filme e a relação de Flávio com Vorcaro. O candidato afirmou que não recebeu pessoalmente os recursos. “Não recebi dinheiro nenhum, foi um patrocínio para a produtora que fez o filme”, disse.

Segundo Flávio, sua participação no projeto consistiu em autorizar o uso de sua imagem e captar investidores. “O patrocínio para o filme privado foi de boa fé”, declarou. “Não tem nada de ilegal, está tudo correto.” 

O candidato também defendeu a instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Master e disse que já assinou o requerimento para a investigação.


Flávio defende sigilo da fonte jornalística 

Em outro momento da entrevista, Flávio contestou a condenação do pai pela tentativa de golpe de Estado e criticou ministros do STF. Jair Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão no processo da suposta trama golpista, conforme lembrou a TV Globo durante a sabatina. 

Flávio defendeu a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e prometeu, se eleito, restabelecer a segurança jurídica e assegurar a atuação das instituições dentro de suas atribuições constitucionais.

Nesse contexto, o senador citou a proteção às fontes jornalísticas. “Até fontes jornalísticas são ameaçadas, têm quebra de sigilo, sofrem busca e apreensão, lesando o direito sagrado de todo jornalista de sigilo da sua fonte”, declarou. 

Flávio se referia ao caso do jornalista maranhense Luís Pablo, alvo de busca e apreensão determinada por Moraes depois de publicar reportagens sobre o uso de um carro oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino. 

A análise dos equipamentos apreendidos levou à identificação do ex-secretário Raimundo Cutrim como fonte do jornalista. Na área econômica, Flávio prometeu reduzir o número de ministérios e cargos comissionados, cortar burocracia e buscar um ajuste fiscal. Ele também afirmou que não pretende fazer economia sobre quem recebe salário mínimo ou aposentadoria.

Mateus Conter - Revista Oeste