Manifestantes chegaram de todos os cantos do país e se reuniram do lado de fora do Parlamento
Centenas de pessoas foram às ruas nesta terça-feira, 8, em protestos contra a obrigatoriedade da vacina e as medidas de restrição impostas na Nova Zelândia.
Os manifestantes bloquearam as ruas nos arredores do parlamento, na capital Wellington, com caminhões e trailers.
As pessoas que participam do “comboio pela liberdade” chegaram de todos os cantos da Nova Zelândia e se reuniram do lado de fora do prédio antes do primeiro discurso do ano da primeira-ministra Jacinda Ardern.
As pessoas carregavam cartazes pedindo “liberdade” e prometeram acampar do lado de fora do Parlamento até que as restrições impostas contra a covid-19 sejam suspensas.
No Canadá, uma manifestação semelhante reuniu caminhoneiros na capital Ottawa contra as medidas rígidas do governo para combater a pandemia.
Em seu primeiro discurso parlamentar do ano, Jacinda Ardern disse aos legisladores que a pandemia de covid-19 não terminará com a variante Ômicron e a Nova Zelândia terá de se preparar para mais variantes do vírus este ano.
O governo de Ardern impôs algumas das mais duras restrições pandêmicas nos últimos dois anos. A previsão é que o país reabra suas fronteiras para o resto do mundo apenas em outubro.
As políticas adotadas, segundo Ardern, ajudaram a manter um número baixo de contaminações e mortes. A Nova Zelândia (5 milhões de habitantes) teve em torno de 18 mil casos confirmados de covid e 53 mortes até agora.
Leia também: “É chegada a hora de despertar”, texto de Ana Paula Henkel publicado na edição 98 da Revista Oeste
Revista Oeste
