quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Moro chega na Justiça para segundo depoimento de Lula, o maior e mais cínico dos corruptos do Brasil

Ricardo Brandt, Werther Santana, Francisco Carlos de Assis, Ricardo Galhardo e Elisa Clavery - O Estado de São Paulo





Moro chega na Justiça para interrogar Lula. FOTO WERTHER SANTANA/ESTADAO
O juiz federal Sérgio Moro chegou no prédio da Justiça Federal, em Curitiba, faltando poucos minutos para as 10h. Nesta quarta-feira, 13, o titular dos processos em primeira instância da Operação Lava Jato interrogará – pela segunda vez – como réu do escândalo Petrobrás o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Moro chegou em uma caminhonete branca blindada, da Justiça, no banco de trás, escoltado por seguranças. O veículo entrou no prédio, que está com forte esquema de segurança montado desde as primeiras horas da manhã.
Lula, que dormiu em Curitiba na casa de amigo, deve chegar por volta das 13h30. Ele passará pelos manifestantes petistas, como fez no primeiro depoimento do dia 10 de maio, e entra pela porta da frente da Justiça.

Cerca de 4 mil manifestantes são aguardados em Curitiba. Número bem abaixo dos cerca de 10 mil que invadiram a capital da Lava Jato, em maio, quando Lula foi interrogado pela primeira vez por Moro como réu.

Policiais na Justiça em Curitiba. FOTO: ALEX SILVA/ESTADÃO
Bloqueio. O bloqueio das vias de acesso ao prédio da Justiça, no bairro Ahú, previsto para iniciar às 6h30, só aconteceu às 9h20. A Polícia Militar avaliou que não havia necessidade de fechamento das ruas. Não havia manifestantes no local, nem riscos de segurança.
Cerca de 200 manifestantes se concentravam nos pontos de bloqueio, no entorno do prédio da Justiça, por volta das 10h30. Ônibus com manifestantes petistas chegam desde cedo à Curitiba.
Haverá uma manifestação, marcada para as 19h, na Praça Generoso Marques, em que Lula será aguardado para um discurso. Antes disso, os advogados de defesa do ex-presidente darão uma entrevista coletiva para a imprensa, em um hotel da cidade.
Odebrecht. Na última vez que Lula e Moro ficaram frente a frente, em 10 de maio, o ex-presidente falou por mais de 4 horas e meia. O tema central daquela audiência era o triplex do Guarujá, no litoral de São Paulo.
Desta vez, a acusação aponta supostas propinas da Odebrecht. Lula é réu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro sobre contratos entre a empreiteira e a Petrobrás.
Segundo o Ministério Público Federal os repasses ilícitos da Odebrecht chegaram a R$ 75 milhões em oito contratos com a estatal. O montante, segundo a força-tarefa da Lava Jato, inclui um terreno de R$ 12,5 milhões para Instituto Lula e cobertura vizinha à residência de Lula em São Bernardo do Campo de R$ 504 mil.

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