A infiltração cubano-soviética no Brasil não era apenas fantasia da direita fardada
Foto: Shutterstock
O episódio, documentado nos arquivos que o coronel Vasili Mitrokhin
contrabandeou do QG da inteligência soviética e que o historiador
britânico Christopher Andrew organizou no livro The World Was Going Our
Way: The KGB and the Battle for the Third World, é mais que um detalhe
curioso de arquivo empoeirado. Trata-se da marca registrada de um
método: havia muito tempo que Havana deixara de ser uma ilha
caribenha simpática ao socialismo e se tornara sócia operacional de
Moscou na tarefa de espionar, influenciar e, quando possível, capturar o
Brasil.
Essa é a história que boa parte da nossa intelligentsia progressista preferiria manter enterrada — e que o Departamento de Estado americano acaba de trazer de volta à luz, num extenso relatório divulgado há alguns dias, intitulado Cuba: The Capital of 21st Century Communism. O documento, elaborado sob a gestão do secretário Marco Rubio, sustenta uma tese que qualquer estudioso da Guerra Fria conhece há tempos: Cuba jamais teve poder militar ou econômico para disputar a ...
Flávio Gordon - Revista Oestde