segunda-feira, 27 de novembro de 2017

‘Cabeças pretas’ querem que Alckmin apoie renovação do PSDB (Se Alckmin não detonar rápido Aécio e outros corruptos do partido, acaba o PSDB e qualquer chance nas eleições)



O líder do PSDB na Câmara, Ricardo Tripoli (PSDB-SP), durante entrevista - Ailton de Freitas/Agência O Globo/13-07-2017


Lideranças do grupo conhecido como cabeças pretas, que apoiavam a candidatura do senador Tasso Jereissati (CE) à presidência do PSDB, querem que o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assuma o discurso de renovação do partido, mote do movimento que ganhou apoio nas redes sociais e de um grupo de economistas do Plano Real.

Tasso convocou uma reunião do grupo para noite de terça-feira, para ver que rumo tomar, após o acordo que deverá ser celebrado na noite desta segunda-feira, em São Paulo, para que Alckmin seja aclamado presidente da legenda. O senador cearense e o governador de Goiás, Marconi Perillo, devem abrir mão de suas candidaturas.

— O Geraldo pode encampar esse movimento pela renovação do partido iniciado por Tasso. Eles dois têm uma boa sintonia. Ele, como candidato à Presidência da República, tem que fazer isso, seguir a linha da modernização do estatuto, do código de ética, adoção do compliance — defendeu o líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), um dos maiores apoiadores da candidatura de Tasso.

Segundo Tripoli, Tasso fez o movimento na direção do acordo, mesmo depois de fazer uma conta que lhe dava vantagem na disputa com Marconi.

— Disputar essa presidência no voto, não é um bom momento para o partido que irá disputar a Presidência da República. Amanhã à noite, Tasso convocou uma reunião para discutirmos como o PSDB vai caminhar depois da convenção. Agora temos que pensar no futuro — disse Tripoli.

Nesta segunda--feira, o governador de São Paulo admitiu publicamente a possibilidade de comandar o partido. Faltam duas semanas para a convenção nacional do PSDB, marcada para 9 de dezembro.

— Nunca me coloquei como pré-candidato. Se puder ajudar a unir o partido, vamos avaliar — disse Alckmin, ao deixar evento de entrevistas organizado pela revista "Veja" em São Paulo.