sexta-feira, 8 de julho de 2022

Macron anuncia estatização da Electricité de France (EDF), principal empresa de energia da França

 Decisão foi tomada depois de o Parlamento Europeu classificar o gás natural e os reatores nucleares como energias sustentáveis

Emmanuel Macron, o presidente da França
Emmanuel Macron, o presidente da França | Foto: Reprodução/Flickr

Em razão da crise energética que a Europa está vivendo, o presidente da França, Emmanuel Macron, decidiu estatizar completamente a Electricité de France (EDF), a principal empresa de geração de eletricidade do país.

A primeira-ministra francesa, Elisabeth Borne, assegurou que o Estado monopolizará a produção de energia, em especial da geração de gás e dos reatores nucleares, depois de o Parlamento Europeu ter classificado essas duas fontes como energias sustentáveis.

O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, considera a hipótese de seguir o mesmo caminho de Macron e estatizar a Uniper, empresa de energia que se tornou a maior compradora de gás russo no país nos últimos anos.

De toda forma, Macron e Scholz estão alinhados. Enquanto a França promove a energia nuclear na União Europeia (UE), a Alemanha conseguiu que o gás natural fosse considerado um recurso “verde”.

Quase 85% do pacote de ações da EDF está nas mãos do Estado. No entanto, em virtude da privatização da empresa, ocorrida em 2005, os acionistas privados têm poder de voto especial e têm influência na companhia.

A empresa acumula uma dívida de € 43 milhões, graças às políticas energéticas da França e do resto da Europa nas últimas décadas. A ideia de Macron é nacionalizar a dívida e financiá-la com os cofres do Tesouro Nacional.

“Em algumas atividades mais soberanas, deve-se considerar que o Estado tem de assumir o controle do capital, o que também acompanha uma reforma mais ampla do setor elétrico francês”, disse Macron.

Leia também: “A Alemanha ‘verde’ se prepara para acender as fornalhas”

Revista Oeste