sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Deltan, Curi e Filipe Barros empatam na disputa pelo Senado no Paraná

 Pesquisa confirma equilíbrio entre os três principais concorrentes


O candidato do Novo ao Senado pelo Paraná, Deltan Dallagnol - Foto: Reprodução/Redes sociais 


Os candidatos Deltan Dallagnol (Novo), Alexandre Curi (Republicanos) e Filipe Barros (PL) aparecem tecnicamente empatados na liderança da disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026. O levantamento foi realizado pela Real Time Big Data e divulgado nesta sexta-feira, 11. 

Deltan foi citado por 19% dos eleitores, enquanto Curi e Filipe Barros registraram 18% cada. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os três estão tecnicamente empatados.


Paraná: Gleisi aparece na quarta posição

Na sequência aparecem Gleisi Hoffmann (PT), com 16%, e Cristina Graeml (PSD), com 14%. Segundo a pesquisa, Curi e Filipe Barros também estão dentro da margem de erro em relação a Gleisi e Cristina.

O levantamento considerou as escolhas dos eleitores para o primeiro e o segundA pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-08220/2026. O estudo custou R$ 24 mil e foi financiado com recursos próprios da empresa. As eleições estão marcadas para 4 de outubro.o votos ao Senado. Em 2026, cada Estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores.

.A Real Time Big Data entrevistou 1.600 eleitores do Paraná entre 4 e 8 de setembro de 2026. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de 2 pontos percentuais.


Fábio Bouéri - Revista Oeste

Fachin atende à PGR e pede a Mendonça para levantar sigilo de todo o caso Master

 Ministro tem 24 horas para enviar arquivos à presidência e aos demais gabinetes; investigações em curso ficam sob segredo



O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, chega para sessão plenária no Supremo, em Brasília - Wilton Junior/Estadão Conteúdo 


Nesta sexta-feira, 11, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acolheu um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e solicitou ao ministro do André Mendonça a retirada do sigilo de todo o caso Master. 

O requerimento de Fachin, porém, preserva exclusivamente diligências em andamento ou futuras cuja divulgação possa prejudicar as investigações.

Fachin também deu 24 horas para que Mendonça encaminhe o material à presidência e aos demais ministros. 

O despacho foi assinado depois de o vice-PGR, Hindenburgo Filho, afirmar que parte relevante das apurações não constava da relação de processos cujo sigilo havia sido retirado. 

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contém grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero”, informou a PGR.


Alcance da decisão de Fachin sobre o Master e Mendonça 

Ao acolher o pedido, Fachin solicitou tanto o envio dos arquivos aos integrantes da Corte quanto a ampliação da publicidade dos autos. 

O prazo de 24 horas foi estabelecido para a remessa do material à Presidência e aos demais gabinetes. 

Quanto à retirada do sigilo, o presidente do Supremo delimitou a exceção: devem ser preservadas apenas as diligências em andamento ou ainda não realizadas cuja exposição possa comprometer sua efetividade.

O despacho registra que Mendonça já havia aberto quase 15 procedimentos. 

A PGR, contudo, considerou que essa lista não abrangia o conjunto das apurações relacionadas à Compliance Zero. 


Movimentação no STF A 

Adecisão ocorre em meio à movimentação de uma ala do Supremo pela divulgação integral dos arquivos. 

Conforme apurou Oeste, o objetivo desse grupo é pulverizar a atenção sobre o material e reduzir a concentração do debate nas suspeitas que envolvem o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Um dos eixos deve ser o Dark Horse, filme que conta a história do expresidente Jair Bolsonaro. 

A obra recebeu dinheiro de Vorcaro. Detalhes de pagamento, contudo, não vieram à tona. Com o fim do sigilo, essa e outras dúvidas poderão ser sanadas.


Cristyan Costa -  Revista Oeste

Fachin atende à PGR e pede a Mendonça para levantar sigilo de todo o caso Master

Ministro tem 24 horas para enviar arquivos à presidência e aos demais gabinetes; investigações em curso ficam sob segredo



O presidente do STF, Luiz Edson Fachin, chega para sessão plenária no Supremo, em Brasília - Wilton Junior/Estadão Conteúdo 


Nesta sexta-feira, 11, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, acolheu um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) e solicitou ao ministro do André Mendonça a retirada do sigilo de todo o caso Master. 

O requerimento de Fachin, porém, preserva exclusivamente diligências em andamento ou futuras cuja divulgação possa prejudicar as investigações.

Fachin também deu 24 horas para que Mendonça encaminhe o material à presidência e aos demais ministros. 

O despacho foi assinado depois de o vice-PGR, Hindenburgo Filho, afirmar que parte relevante das apurações não constava da relação de processos cujo sigilo havia sido retirado. 

“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contém grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero”, informou a PGR.


Alcance da decisão de Fachin sobre o Master e Mendonça 

Ao acolher o pedido, Fachin solicitou tanto o envio dos arquivos aos integrantes da Corte quanto a ampliação da publicidade dos autos. 

O prazo de 24 horas foi estabelecido para a remessa do material à Presidência e aos demais gabinetes. 

Quanto à retirada do sigilo, o presidente do Supremo delimitou a exceção: devem ser preservadas apenas as diligências em andamento ou ainda não realizadas cuja exposição possa comprometer sua efetividade.

O despacho registra que Mendonça já havia aberto quase 15 procedimentos. 

A PGR, contudo, considerou que essa lista não abrangia o conjunto das apurações relacionadas à Compliance Zero. 


Movimentação no STF A 

Adecisão ocorre em meio à movimentação de uma ala do Supremo pela divulgação integral dos arquivos. 

Conforme apurou Oeste, o objetivo desse grupo é pulverizar a atenção sobre o material e reduzir a concentração do debate nas suspeitas que envolvem o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Um dos eixos deve ser o Dark Horse, filme que conta a história do expresidente Jair Bolsonaro. 

A obra recebeu dinheiro de Vorcaro. Detalhes de pagamento, contudo, não vieram à tona. Com o fim do sigilo, essa e outras dúvidas poderão ser sanadas.


Cristyan Costa -  Revista Oeste

PF suspeita que Toffoli seja dono dos R$35 milhões de fundo de Vorcaro em paraíso fiscal

Ministro afirmou em nota que jamais manteve ou teve direta ou indiretamente recursos no exterior


Ministros do STF, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. (Foto: Gutavo Moreno/STF).


Um relatório da Polícia Federal aponta a suspeita de que o ministro do STF Dias Toffoli seja o “beneficiário final” ou “proprietário de fato” do fundo de investimento Arleen. O fundo teria recebido R$35 milhões do empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Segundo o documento, o valor teria sido transferido às Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal no Caribe, por meio da holding Egide I.
O gabinete de Toffoli afirmou que o relatório já foi arquivado, com trânsito em julgado. O ministro, segundo a nota, “jamais manteve ou teve direta ou indiretamente recursos no exterior” e “jamais realizou qualquer operação direta ou indiretamente nas Ilhas Virgens Britânicas”. Toffoli também já negou amizade com Vorcaro e ter recebido valores dele.
O fundo Arleen era sócio do resort Tayayá, no Paraná, ligado à família do ministro. O fundo pertencia a Vorcaro, depois passou a um empresário amigo de Toffoli e, meses depois, transferiu ativos para o Caribe.
O relatório da PF afirma que “diversos elementos de informação”, analisados em conjunto, indicam que Toffoli “possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos”.
Toffoli é sócio da empresa Maridt, que tinha participação em resorts da rede Tayayá. A empresa vendeu parte dessas cotas a fundos nos quais figura Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro. O gabinete do ministro disse que a venda ao Fundo Arleen ocorreu em 2021, que não houve outras negociações depois e que os valores “jamais totalizaram 35 milhões”. Toda a movimentação, segundo a nota, foi declarada à Receita Federal e à Junta Comercial.
Mensagens de WhatsApp de 2024 entre Vorcaro e Zettel tratam dos aportes ao Tayayá. Em um dos diálogos, Zettel afirma: “Pagamos 20 milhões lá atrás. Agora mais 15 milhões”. Vorcaro cobrou o destino do dinheiro e relatou ter tido “um puta problema” com a operação.

Diário do Poder

quarta-feira, 9 de setembro de 2026

Fachin retira de Alexandre Moraes o inquérito das fake news e sinaliza seu encerramento

 "Inquérito do fim do mundo" foi instaurado em 2019 e tem sido usado contra adversários de Moraes e do governo



Ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal) - Foto: Gustavo Machado / STF


O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou nesta quarta-feira (9) a retirada do ministro Alexandre de Moraes da relatoria do Inquérito das Fake News, que, instaurado em 2019 pelo então presidente da Corte, Dias Toffoli, t, parecia interminável.
Além de exclujir Moraes da relatoria do “inquérito do fim do mundo”, Fachin avocou a condução desse inquérito e sinalizou seu arquivamento.
Segundo o despacho do presidente do STF, os inquéritos, petições e demais procedimentos preliminares vinculados ao Inquérito 4.781/DF retornam à relatoria da presidência no estado em que se encontram. 
Após analisar o material reunido ao longo desses anos, a presidência encaminhará os autos à autoridade policial e, em seguida, à Procuradoria-Geral da República (PGR). Caberá à PGR decidir o que deve resultar em denúncia e  que pode ser arquivado, conforme a lei e o Regimento Interno do STF.
A decisão encerra a condução do caso por Moraes e transfere a avaliação do conjunto da investigação para a Presidência da Corte, que agora definirá os próximos passos junto ao Ministério Público.


Diário do Poder

TRE-PR aprova registro de candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado

 Ex-procurador recebeu 4 votos favoráveis e 3 contrários


O ex-coordenador da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, Deltan Dallagnol |-Foto: Reprodução/Revista Oeste


O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) aprovou, por 4 votos a 3, o registro da candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado. O presidente da Corte, Luciano Carrasco Falavinha Souza, desempatou o julgamento nesta terça-feira, 8, depois de cerca de sete horas de sessão.

O Ministério Público Eleitoral também havia se manifestado pela rejeição do pedido contra Dallagnol. A decisão rejeitou um pedido de impugnação apresentado pela coligação integrada por PT e PDT na disputa pelo governo paranaense. Segundo a Folha de S.Paulo, os partidos devem recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Deltan Dallagnol foi procurador da Lava Jato - Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasi


TRE considera situação de Dallagnol em 2026 Segundo a relatora, juíza Vanessa Jamus Marchi, os procedimentos sobre supostas infrações cometidas por Dallagnol quando era procurador da República não resultaram em sanções capazes de sustentar sua inelegibilidade.

Em 2023, o TSE indeferiu o registro da candidatura de Dallagnol a deputado federal nas eleições de 2022. A Corte considerou o pedido de exoneração do Ministério Público Federal, feito em 2021, uma tentativa de evitar possíveis processos administrativos disciplinares. Com a decisão, Dallagnol perdeu o mandato de deputado federal.

Vanessa afirmou que a decisão do TSE de 2023 continua válida, mas considerou que a situação de Dallagnol mudou desde então, porque os procedimentos analisados naquela ocasião não resultaram em novos processos disciplinares ou sanções. “A situação se alterou e não se verifica inelegibilidade”, disse. 

Os juízes Everton Jonir Fagundes Menengola, Fernando Antonio Prazeres e Nicole Trauczynski votaram contra o registro. Além da relatora e do presidente do TRE-PR, Gisele Lemke e Osvaldo Canela Júnior votaram a favor. 

Ao fim do julgamento, Falavinha Souza também aplicou multa de R$ 100 mil a Dallagnol por litigância de má-fé. A medida ocorreu porque a defesa anexou ao processo documentos que continham dados fiscais e bancários sigilosos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin. Segundo o magistrado, as informações eram “completamente desnecessárias” para a análise do caso.


Mateus Conte - Re vista Oeste

André Mendonça seguiu modelito (e precedente) de Moraes ao afastar diretor-geral da PF

 

Ministros Alexandre de Moraes (E) e André Mendonça (D) (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)


Nunca antes na história “desse país” (sic) um diretor-geral da Polícia Federal foi afastado do comando. Mas aconteceu pior: um ministro do STF impediu a posse de um indicado para a direção da PF, anulando a prerrogativa presidencial de nomear auxiliares. Era governo Bolsonaro e a violência foi solicitada pela esquerda e canetada por Alexandre de Moraes. O aval do STF criou o precedente usado para afastar Andrei Rodrigues. André Mendonça não inventou, apenas seguiu o figurino.

Arapongagem

O que nunca aconteceu nos 84 anos da PF foi o monitoramento flagrado de ministro do STF, gerando 6 “relatórios de inteligência” só em agosto.

Só piora

Ao citar os “relatórios de inteligência” Mendonça definiu a conduta de Andrei como disfuncional, irregular e de extrema gravidade.

De araque

Mendonça se refere aos relatórios da arapongagem como “documentos”, assim mesmo, com aspas, em todas as 24 citações.

Escada

Andrei Rodrigues chegou ao posto em 2023, por “sugestão” do então ministro da Justiça Flávio Dino, hoje ministro do Supremo.



Diário do Poder