quinta-feira, 5 de março de 2015

Renan agora critica Janot e indica que pode rever eleição do PGR

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Senador Renan Calheiros (PMDB-AL), durante cerimônia de posse no plenário da Casa - 01/02/2015
Senador Renan Calheiros (PMDB-AL), durante cerimônia de posse no plenário da Casa - 01/02/2015(Geraldo Magela/Ag. Senado)
Depois de ter sido avisado de que será investigado por participação no esquema do petrolão, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), partiu para o ataque contra o Ministério Público Federal e indicou que a Casa pode discutir uma nova regra para a eleição do procurador-geral da República. Ele disse que o atual procurador-geral, Rodrigo Janot, está em campanha para ser reconduzido ao cargo e defendeu que, a exemplo de outras autoridades, ele se afaste para pedir votos para um novo mandato. Essa é a primeira reação explícita do senador contra o Janot desde o envio de 28 pedidos de abertura de inquérito contra autoridades suspeitas de participação no escândalo do petrolão.
"Nós estamos com o procurador-geral da República em processo de reeleição para a sua recondução ao Ministério Público. Quem sabe se nós, mais adiante, não vamos ter também, a exemplo do que estamos fazendo com as reeleições do Executivo, que regrar esse sistema que o Ministério Público tornou eletivo", disse Renan.
O presidente do Senado também criticou o fato de Janot ter pedido abertura de inquérito contra autoridades suspeitas de participar do esquema do petrolão sem ouvir, previamente, cada um dos futuros investigados.
"Eu só lamento que o Ministério Público não tenha ouvido as pessoas, como é praxe, para que elas possam se defender. Quando há excesso, quando há pessoas citadas injustamente, a democracia depois corrige tudo isso", afirmou. 
Renan ainda insinuou que Roberto Gurgel, antecessor de Rodrigo Janot, teria cometido irregularidades em sua recondução ao pagar auxílio-moradia ao MPF e defendeu que essas suspeitas sejam apuradas.
"O último procurador-geral da República, no processo de eleição, de uma só vez, às vésperas das eleições, pagou 275 milhões de reais ao Ministério Público de vários anos de ajuda-moradia. É evidente que isso o ajudou no próprio processo de recondução. Isso é um absurdo. Essas coisas precisam ser investigadas", declarou.