terça-feira, 9 de maio de 2017

Veja os VÍDEOS das testemunhas de acusação contra Lula, o corrupto

Luiz Vassallo - O Estado de São Paulo



O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula que admitiu ter contraído empréstimos – fraudulentos, segundo o MPF – de 12 milhões junto ao banco Schahin para pagar dívidas do PT, é uma das três testemunhas de acusação que depuseram nesta terça-feira, 9, em ação penal em que Lula é réu, no âmbito da Operação Lava Jato. O ex-presidente é acusado de aceitar a compra, pela Odebrecht, de terreno onde seria construída a sede do Instituto Lula – o que acabou não se concretizando. Veja as testemunhas de acusação:
Nesta denúncia, a propina – equivalente a porcentuais de 2% a 3% dos oito contratos celebrados entre a Petrobrás e a Construtora Norberto Odebrecht S/A -, totaliza R$ 75.434.399,44.
Este valor teria sido repassado a partidos e a políticos que davam sustentação ao governo de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente o PT, o PP e o PMDB, bem como aos agentes públicos da Petrobrás envolvidos no esquema e aos responsáveis pela distribuição das vantagens ilícitas, em operações de lavagem de dinheiro que tinham como objetivo dissimular a origem criminosa do dinheiro.
Parte do valor das propinas que teriam sido pagas pela Odebrecht S/A ‘foi lavada mediante a aquisição, em benefício do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do imóvel localizado na Rua Dr. Haberbeck Brandão, nº 178, em São Paulo (SP), em setembro de 2010, que seria usado para a instalação do Instituto Lula’, diz a força-tarefa da Lava Jato.
Além de José Carlos Bumlai, o sócio da ASA ­ Agência Sul Americana de Publicidade e Administração, Mateus Baldassarri, que era proprietária do terreno – que chegou a ser comprado pela DAG e revendido à Odebrecht – também foi ouvido pelo juiz federal Sérgio Moro.
O Ministério Público Federal arrolou como testemunha, Marcelo Ferraz, arquiteto que teria feito tratativas com Paulo Okamotto, presidente da entidade, a respeito de visitas ao local onde seria, segundo as investigações, construído o Instituto.Ele também já admitiu ter elaborado o projeto arquitetônico do Memorial da Democracia, por iniciativa do Instituto Lula, segundo lembra o MPF, em denúncia contra Lula.
Prestou depoimento também, nesta terça-feira, 9, Tatiana Almeida Campos, ex-proprietária de imóvel vizinho ao apartamento de Lula – que é também atribuído, pelos investigadores, ao ex-presidente, mas está em propriedade de Claucos da Costa Marques, primo de José Carlos Bumlai. O apartamento teria sido vendido por ela ao parente do pecuarista.
COM A PALAVRA, O ADVOGADO CRISTIANO ZANIN MARTINS, DEFENSOR DE LULA
Os depoimentos colhidos hoje pelo Juízo da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba mostram que a ideia de construção de um memorial para abrigar o acervo presidencial do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva não guarda qualquer relação com os 8 contratos firmados entre a Odebrecht e a Petrobras, como diz a acusação do Ministério Público Federal.
Ao depor, o empresário José Carlos Bumlai deixou claro que Lula jamais solicitou qualquer intervenção sua objetivando a aquisição do imóvel da Rua Haberbeck Brandão 178, em São Paulo. Mais ainda, Bumlai informou que lhe foi pedido que não comentasse esse assunto com Lula. O empresário reafirmou o que já havia declarado em depoimento anterior – que o projeto em questão pretendia reproduzir espaço similar ao que já abrigava o acervo do ex-Presidente Fernando Henrique Cardoso.
O arquiteto Marcelo Carvalho Ferraz, outro depoente, esteve na Rua Haberbeck com a diretoria do Instituto Lula, que lhe pediu a avaliação do local – entre outros que estavam sob análise – para abrigar o Memorial da Democracia. O imóvel não preenchia as condições necessárias, tanto assim que o arquiteto reconheceu ter feito um projeto para sediar o museu em um imóvel no centro de São Paulo, que era objeto de um processo de concessão pela prefeitura, após a aprovação, pela Câmara, de um projeto de lei do então prefeito Gilberto Kassab.
Mateus Cláudio Baldassari, proprietário do imóvel da Haberbeck, disse não conhecer Lula e que o processo de compra e venda em questão não tem qualquer vinculação com a denúncia do MPF e que a transação não apresentou qualquer especificidade que pudesse lhe despertar a atenção – foi tão somente uma transação imobiliária.
Cristiano Zanin Martins
VEJA OUTRA NOTA DA DEFESA DE LULA
Nota
Os depoimentos de José Carlos Bumlai, Mateus Claudio Baldassari e Marcelo Carvalho Ferraz colhidos hoje pelo Juízo da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba deixam patente que prestei tão somente assessoria jurídica no processo de aquisição do imóvel da Rua Haberbeck Brandão, 178, Vila Clementino (SP). No contexto de minha expertise no Direito, atuei para solucionar intrincados problemas jurídicos que envolviam o citado imóvel e dificultavam sua venda.
Assessorei inicialmente Glaucos da Costamarques e, posteriormente, solucionadas as intrincadas pendências jurídicas, novamente o assessorei na revenda do referido imóvel para a DAG Construtora Ltda.
Diante da intenção desse meu cliente de revender o imóvel, houve, nesse interregno, sugestão de aquisição pelo Instituto da Cidadania, que viria a ser sucedido pelo Instituto Lula. Porém, após análise, não houve interesse na compra pelo Instituto;
O exercício da advocacia não é crime, ao contrário do que tentam fazer crer certos membros da Operação Lava Jato.
Roberto Teixeira
António Claudio Mariz de Oliveira ( Advogado de Roberto Teixeira)

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