terça-feira, 9 de maio de 2017

A brasileira 3G sob a ótica de Buffet

Com O Estado de São Paulo e Reuters

A Berkshire e a 3G controlam a Kraft Heinz e recentemente tentaram fundir a empresa com a europeia Unilever por US$ 143 bilhões, mas a oferta foi rejeitada


‘Eles têm seguido a fórmula padrão capitalista... ou tentando fazer os mesmos negócios com menos gente.” Foi assim que o megainvestidor Warren Buffett definiu ontem a gestora brasileira 3G Capital, sua sócia em vários negócios conhecida por eliminar empregos e por impor profundos cortes de custos para tornar as companhias que compra mais eficientes. “As pessoas vivem melhor quando há mais produção per capita”, completou o bilionário.
Em entrevista à emissora de televisão CNBC, Buffett afirmou que era um defeito seu não se concentrar atentamente sobre a eficiência de unidades de negócios da Berkshire Hathaway, o conglomerado que administra desde 1965.
A Berkshire e a 3G controlam a Kraft Heinz e recentemente tentaram fundir a empresa com a europeia Unilever por US$ 143 bilhões, mas a oferta foi rejeitada.
A companhia brasileira – que tem entre os sócios fundadores Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira, Marcel Hermann Telles – é conhecida por ser praticante do sistema de orçamento de base zero. O sistema exige que os gestores periodicamente defendam todas as suas despesas e cortem custos onde for possível.
Apesar de sua fala, Buffett reconheceu que as eliminações de milhares de empregos podem ser “um processo doloroso”.
No início do mês, Buffett minimizou sugestões de que sua parceria com a 3G mina o sistema de valores da Berkshire. “A mudança é dolorosa, e eu prefiro gastar meus dias não fazendo esse tipo de coisa... Mas eu acho que é essencial para a América que nos tornemos mais produtivos”, disse Buffet na ocasião.

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