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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Caso Master 'deixa a Lava Jato no chinelo'. Não por coincidência, dois dos maiores roubos de Lula e quadrilha...
Para o deputado Carlo Jordy, trata-se do maior escândalo de corrupção da história do país
Ao anunciar o recorde de assinaturas para a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Banco Master, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou que o escândalo da instituição financeira é superior ao caso de corrupção da Operação Lava Jato.
De acordo com o congressista, a fraude do banco de Daniel Vorcaro “deixa a Lava Jato no chinelo”. Para o deputado, trata-se do “caso mais escandaloso de corrupção” da história do Brasil.
O político citou o envolvimento de familiares dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), com instituições ligadas ao Banco Master. Segundo ele, há “gente muito poderosa” tentando impedir que as investigações acerca do caso avancem.
“É o caso mais escandaloso de corrupção da nossa história”, disse o parlamentar. “Deixa a Lava Jato no chinelo. Temos mulher de ministro com contrato milionário, de R$ 129 milhões, sem ter nenhum registro da sua atuação. Nós temos irmãos de ministros que são donos de resort ligado a um fundo ligado ao Banco Master — e ao PCC também —, e depois a gente descobre que na verdade esses irmãos são ‘laranjas’ do ministro.
CPMI do Banco Master já tem 280 assinaturas
Jordy é autor do requerimento de instalação de uma CPMI do Banco Master. A proposta, de acordo com ele, já recebeu a assinatura de 280 congressistas, sendo 228 deputados e 42 senadores.
Para instalar uma CPMI, é preciso reunir 198 assinaturas — 171 deputados e 27 senadores —, o equivalente a um terço dos integrantes de cada Casa. As 280 assinaturas recolhidas para a CPMI do Banco Master representam um recorde na história do Legislativo, superando a CPMI dos Correios, em 2005.
O autor do requerimento ressaltou que, ao contrário de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), a instalação da CPMI é automática, e deve ser realizada na primeira sessão conjunta do Congresso Nacional depois de o pedido ser protocolado.
“A CPMI, ao contrário da CPI, é automática”, afirmou Jordy. “É discricionária a instalação de CPIs em cada Casa, e existem 15 pedidos de CPI na frente da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados.”
Segundo o parlamentar, a não instalação do colegiado na próxima sessão conjunta pode resultar na imputação de crime de responsabilidade contra o presidente do Congresso, o senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Revista Oeste - Sarah Peres e Eduardo Haron
Careca do INSS se jactava de ligação a Lulinha para fechar negócios
Denúncia é de ex-funcionário do Careca, que relata ter sofrido ameaças do lobista
Antônio Carlos Camilo Antunes, o 'Careca do INSS', integrante da quadrilha do ex-presidiário Lula . (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
O lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, costumava citar o nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula (PT), ao tratar com parceiros comerciais e fornecedores, segundo relato de um ex-funcionário.
De acordo com o depoimento, o Careca do INSS esbanjava uma suposta relação direta com Lulinha como forma de conferir prestígio e influência política aos seus negócios, especialmente em tratativas envolvendo a área da saúde e contratos com o governo federal.
Por segurança, a identidade da testemunha foi preservada. Segundo o relato, o ex-funcionário teria sofrido ameaças do lobista em junho de 2025, após o avanço das investigações.
“Antonio falava abertamente sobre o filho do rapaz. Fábio Lula da Silva. Falava ‘filho’ e sinalizava mostrando a mão com quatro dedos. Citou o nome diversas vezes a mim e a parceiros comerciais, inclusive em reuniões de diretoria”, detalhou o ex-funcionário ao Metropóles.
Em depoimento à PF, a testemunha afirmou que o “Careca” dizia pagar uma “mesada” de R$ 300 mil a Lulinha, além de ter antecipado cerca de R$ 25 milhões, valor cuja moeda não foi especificada, relacionados a dois projetos estratégicos: o chamado Projeto Amazônia e um Projeto de Teste de Dengue.
“Antonio me disse que ele pagava uma mesada de 300 mil e que antecipou 25 milhões em função do Projeto Amazônia e Projeto Teste de Dengue. Comentou que algumas vezes encontrava Lulinha em São Paulo e no Distrito Federal”, relatou.
Como mostrou a Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder, a CPMI do INSS aprofundou a investigação e vota quebra de sigilos de Lulinha.
Diálogos obtidos pela Polícia Federal (PF), no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga a chamada Farra do INSS, revelam ainda que o lobista transferiu R$ 1,5 milhão para Roberta Luchsinger, apontada como amiga próxima de Lulinha.
Em uma das mensagens, o Careca do INSS justificou a transferência dizendo que o valor era para “o filho do rapaz”.
Para a Polícia Federal, Roberta Luchsinger integra o núcleo político do esquema comandado pelo Careca do INSS. Mesmo após a deflagração da primeira fase da operação, em abril de 2025, ela teria mantido contato com o lobista, segundo os investigadores.
Mensagens apreendidas mostram que Roberta chegou a alertar o Careca do INSS de que a PF havia apreendido um envelope “com nome do nosso amigo”, demonstrando preocupação com a possível divulgação do vínculo.
Com informações de Maekl Vale - Diário do Poder
Gastos administrativos disparam no desgoverno corrupto do ex-presidiário Lula
Gestão petista voltou a elevar as despesas da máquina pública para um patamar acima de R$ 70 bilhões em 2025
Em 2025, os gastos administrativos do governo federal alcançaram o patamar mais elevado dos últimos nove anos, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional corrigidos pela inflação. Os dados foram compilados pelo g1.
Nesses três últimos anos, do governo Lula 3, os gastos públicos que vinham sendo diminuídos desde o impeachment de Dilma Rousseff (PT), em 2016, voltaram a crescer. O recorde de gastos — R$ 77,7 bilhões — foi justamente em seu último ano, finalizado por seu vice, Michel Temer (MDB). Durante o mandato da petista, as despesas anuais com o funcionamento da máquina pública sempre superaram R$ 70 bilhões.
Nos dois últimos anos de Temer, os gastos foram reduzidos e ficaram na casa dos R$ 68 bilhões. Nos quatro anos de Jair Bolsonaro (PL), a redução foi ainda maior e, em 2021, ficou em R$ 57,7 bilhões.
Porém, desde que Lula assumiu o terceiro man• 2011: 72.616 • 2012: 75.262 • 2013: 74.014 • 2014: 77.438 • 2015: 72.565dato, o custo da máquina só aumentou: foi de R$ 63,2 bilhões em 2023; de R$ 65,2 bilhões em 2024; e saltou para R$ 72,7 bilhões em 2025, uma alta de mais de 11% em relação ao ano anterior.
Veja os gastos ano a ano:
Dilma Rousseff
• 2011: 72.616 • 2012: 75.262 • 2013: 74.014 • 2014: 77.438 • 2015: 72.565
Michel Temer
• 2016: 77.748 • 2017: 68.549 • 2018: 68.425
Jair Bolsonaro
• 2019: 65.841 • 2020: 61.944 • 2021: 57.779 • 2022: 60.187
Lula
• 2023: 63.235 • 2024: 65.197 • 2025: 72.738
O que são os custos administrativos
Os custos administrativos envolvem gastos com itens como água, energia elétrica, telefonia, serviços de limpeza, vigilância, combustíveis, tecnologia da informação, aluguel de imóveis e veículos, diárias, passagens, serviços bancários e apoio operacional e administrativo.
O arcabouço fiscal estabelece que as despesas livres, incluindo o custeio da máquina pública, não podem crescer acima de 2,5% ao ano, já descontada a inflação. Já os gastos obrigatórios, como salários, benefícios e pensões de servidores, têm crescido mais do que esse limite, reduzindo a margem para investimentos e outras despesas discricionárias.
Segundo o Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, há uma margem de R$ 129,2 bilhões disponível para gastos livres dos ministérios em 2026, que abrangem desde despesas administrativas até investimentos e programas setoriais.
Impacto da gastança
Como mais de R$ 70 bilhões desse valor são usados para custos administrativos, sobra menos verba para áreas como infraestrutura, defesa agropecuária, bolsas de pesquisa, emissão de passaportes, fiscalização ambiental, Farmácia Popular, universidades federais e agências reguladoras.
Marcus Pestana, diretor-executivo da Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado Federal, disse que o elevado custeio da máquina pública deixa uma margem de gastos para investimentos “medíocre”. “Insustentabilidade e horizonte pouco promissor ao país [são características que] saltam aos olhos que essa estrutura fiscal [arcabouço] oferece”, declarou ao g1.
Loriane Comeli - Revista Oeste