
Alguns membros das forças militares americanas vinham criticando o presidente por não ter feito uma visita a tropas em campo desde que assumiu o poder em janeiro de 2017 — e particularmente desde que ele cancelou um compromisso oficial num cemitério da Primeira Guerra Mundial da França no mês passado, segundo ele, porque estava chovendo.
Embora não haja registros de violência de larga escala no Iraque desde que o grupo extremista Estado Islâmico (EI) sofreu uma série de derrotas no ano passado, tropas americanas treinam e aconselham forças iraquianas.
Na volta aos EUA, está previsto que Trump visite soldados americanos também na Alemanha. Os últimos dias foram controvertidos para a imagem do presidente, por conta da sua decisão de retirar totalmente as tropas da síria e metade do contingente de 14 mil soldados no Afeganistão. Além disso, Trump antecipou a saída do secretário de Defesa, Jim Mattis, que pediu renúncia por discordâncias com o presidente, em dois meses por conta das suas críticas às suas políticas.
Na visita ao Iraque, o presidente defendeu sua decisão sobre a Síria, afirmando que só foi possível por conta das derrotas sofridas pelo Estado Islâmico no país. Críticos, entretanto, dizem que este combate está longe do fim e que a retirada de tropas deixa aliados dos EUA em posição vulnerável.
Um dos que discordam da decisão de Trump é Mattis, que disse na sua carta de resignação que o presidente tinha direito a um secretário "mais alinhado" às suas políticas, especialmente em relação a alianças externas dos EUA. Ele deixará o cargo em 1 de janeiro.
Assim como Trump, também fizeram viagens surpresa a soldados americanos os ex-presidentes George W. Bush e Barack Obama. No Iraque, hoje há cerca de 5,2 mil soldados americanos com o objetivo de impedir uma reascensão do Estado Islâmico.