segunda-feira, 22 de maio de 2017

Maior ladrão do Brasil, Lula é denunciado também por corrupção passiva e lavagem de dinheiro nas reformas do sítio em Atibaia

João Pedroso de Campos - Veja



MPF acusa o petista de corrupção passiva e lavagem de dinheiro nas reformas de um sítio em Atibaia por empreiteiras envolvidas no petrolão


O ex-presidente Lula faz discurso na praça Santos Andrade, que reúne militantes favoráveis a ele, no centro de Curitiba (Paulo Whitaker/Reuters)
A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro nesta segunda-feira no caso envolvendo obras no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP). Caso o juiz federal Sergio Moro aceite a acusação dos procuradores, o petista se tornará réu pela sexta vez, três delas na investigação que apura desvios na Petrobras.
Conforme as investigações da Lava Jato, as obras no sítio, do qual Lula seria proprietário oculto, foram feitas pelas empreiteiras Odebrecht, Schahin e OAS, além do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente.
De acordo com os procuradores, Lula foi beneficiado ilicitamente com cerca de um milhão de reais nas reformas, que incluíram a construção de anexos e benfeitorias no sítio, como a instalação de uma cozinha de alto padrão. Odebrecht e OAS teriam arcado com 870.000 reais das obras, propina referente a contratos com a Petrobras, e a Schahin, por meio de Bumlai, teria pago 150.500 reais.
Além de Lula e Bumlai, os procuradores do MPF denunciaram os empreiteiros Léo Pinheiro, da OAS, Marcelo Odebrecht, Agenor Franklin Magalhães Medeiros, Rogério Aurélio Pimentel, Emílio Odebrecht, Alexandrino Alencar, Carlos Armando Guedes Paschoal, Emyr Diniz Costa Júnior, Roberto Teixeira, Fernando Bittar e Paulo Roberto Valente Gordilho.

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