quinta-feira, 27 de março de 2025

Governo tem déficit de R$ 31,7 bilhões em fevereiro

 Dados do Tesouro Nacional foram divulgados nesta quinta-feira, 27


No acumulado do ano até fevereiro, o Governo Central registrou superávit de R$ 53,184 bilhões | Foto: Reprodução/Flickr

As contas do Governo Central registraram déficit primário em fevereiro. Nesse mês, a diferença entre as receitas e as despesas ficou negativa em R$ 31,673 bilhões. O resultado sucedeu o superávit de R$ 84,9 bilhões em janeiro. Já em fevereiro do ano passado, o déficit foi de R$ 58,3 bilhões. As contas do Governo Central compreendem o balanço do Tesouro Nacional, da Previdência Social e do Banco Central. 

No acumulado do ano até fevereiro, o Governo Central registrou superávit de R$ 53,184 bilhões, o melhor resultado do governo Lula 3. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era positivo em R$ 21,195 bilhões, em termos nominais.

Em fevereiro, as receitas tiveram alta de 2,3% em relação a igual mês do ano passado. No acumulado, houve alta real de 3,1%. Já as despesas caíram 12,6% em fevereiro, já descontada a inflação, em comparação com o mesmo período do ano passado. No acumulado destes dois meses, a variação foi negativa em 4,8%. Em 12 meses, déficit chega a R$ 13,2 bilhões 

Em 12 meses até fevereiro, o Governo Central apresenta déficit de R$ 13,2 bilhões, equivalente a 0,09% do PIB. Desde janeiro de 2024, o Tesouro passou a informar a relação entre o volume de despesas sobre o PIB, uma vez que o arcabouço fiscal busca a estabilização dos gastos públicos

No acumulado dos últimos 12 meses até fevereiro, as despesas obrigatórias somaram 17% em relação ao PIB, enquanto as discricionárias do Executivo alcançaram 1,56% em relação ao PIB no mesmo período. 

Para 2025, o governo almeja um resultado primário neutro (0% do PIB), permitindo uma variação de 0,25 ponto porcentual para mais ou menos, conforme estabelecido no arcabouço. 

O limite seria um déficit de até R$ 31 bilhões. O limite de despesas para 2025 é fixo em R$ 2,249 trilhões neste ano. 


Revista Oeste