O presidente busca destacar os interesses do governo, enquanto acionistas minoritários acompanham o movimento com cautela e críticas
Em editorial publicado nesta segunda-feira, 31, o jornal O Estado de S. Paulo mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicou aliados para cargos nos Conselhos de Administração e Fiscal da Eletrobras. O governo federal indicou o economista Guido Mantega, ex-ministro da Fazenda, para ocupar uma vaga no Conselho Fiscal da empresa.
Além disso, nomeou Mauricio Tolmasquim, Nelson Hubner e Silas Rondeau, três nomes familiarizados com a gestão petista, para compor o Conselho de Administração.
Mantega enfrenta resistências do mercado, mas escapa de condenações recentes. A estratégia reforça a influência do governo na administração da empresa. Segundo o editorial, Lula o considera um aliado injustiçado pela Operação Lava Jato e busca reabilitá-lo.
O economista liderou a Fazenda por mais de oito anos nos governos petistas. Tribunais anulam denúncias contra ele, abrindo caminho para o retorno. A Eletrobras amplia assentos da União depois do acordo no Supremo Tribunal Federal.
A Justiça descarta acusações de Mantega ligadas à Operação Zelotes e às pedaladas fiscais. O governo quer aproveitar o momento e consolidar sua presença na companhia. Lula quer priorizar interesses do governo em indicações para a Eletrobras Nelson Hubner assume uma vaga na Eletrobras em razão de seu histórico na Agência Nacional de Energia Elétrica. Mauricio Tolmasquim aporta expertise da Petrobras e da Empresa de Pesquisa Energética ao grupo. Silas Rondeau, ex-ministro de Minas e Energia, completa o time técnico.
Hubner e Rondeau comandam a Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional, ligada a Itaipu e a Eletronuclear. Tolmasquim atua na transição energética da Petrobras, outro player do setor. O governo defende a união de forças — enquanto o mercado alerta para possíveis tensões.
O Partido dos Trabalhadores instala nomes estratégicos para priorizar interesses do governo na Eletrobras. O Estadão ressalta que os acionistas minoritários observam a movimentação com cautela e críticas. A gestão petista ignora lições do passado e avança sem hesitar
Revista Oeste