Em comparação ao mesmo período em 2024, aumento do saldo negativo foi de 96,4%
De acordo com o Banco Central, o Brasil registrou um déficit de US$ 8,66 bilhões em suas contas externas em janeiro de 2025. Este é o maior saldo negativo para o mês desde 2020, quando a série histórica começou.
Em comparação com janeiro de 2024, houve um aumento de 96,4% no déficit. As contas externas do Brasil abrangem diversas transações financeiras internacionais, incluindo a balança comercial, que lida com exportações e importações.
Também estão incluídos os serviços adquiridos por brasileiros no exterior e as transferências de renda, como remessas de juros, lucros e dividendos para outros países. Segundo o Banco Central, um déficit no balanço de pagamentos indica que o Brasil está enviando mais recursos para o exterior do que recebendo.
Aumento no déficit de serviços
A conta de serviços, que abrange gastos com viagens, transportes e outros serviços contratados fora do país, registrou um déficit de US$ 4,55 bilhões, superior ao de janeiro de 2024, que foi de US$ 3,53 bilhões.
No primeiro mês de 2025, a balança comercial apresentou um superávit de US$ 1,22 bilhão, uma queda significativa em relação aos US$ 5,56 bilhões do mesmo período de 2023. As transferências de renda, envolvendo remessas de lucros e dividendos para o exterior, também contribuíram para o saldo negativo das contas externas.
O Banco Central divulgou esses dados em seu relatório de estatísticas do setor externo. Investimentos estrangeiros também apresentaram queda
Os investimentos estrangeiros diretos no Brasil também registraram queda expressiva, caindo 28,4% em janeiro, totalizando US$ 6,5 bilhões, em comparação aos US$ 9,1 bilhões do mesmo mês do ano anterior.
Esse montante não foi suficiente para cobrir o déficit de US$ 8,7 bilhões nas contas externas. No ano anterior, os investimentos estrangeiros diretos somaram US$ 71,1 bilhões.
Para 2025, o Banco Central projeta um déficit em conta corrente de US$ 58 bilhões e espera que os investimentos diretos alcancem US$ 70 bilhões.
Revista Oeste