Publicação britânica alerta para o colapso econômico depois da reeleição do larápio petista
Petista participa da apresentação de novas medidas assistencialistas - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
A revista britânica The Economist emitiu um alerta sobre o futuro do
Brasil depois da confirmação do quarto mandato de Luiz Inácio Lula da
Silva. Segundo a publicação, o petista protagonizou uma virada
histórica ao superar Flávio Bolsonaro por uma margem de quase quatro pontos porcentuais no segundo turno, em 25 de outubro. No
entanto, enquanto os aliados do PT comemoram, os mercados e
investidores entraram em pânico generalizado.
A reação foi imediata e violenta. No primeiro dia útil depois da eleição,
o real despencou 8% frente ao dólar — o pior tombo diário registrado
em mais de 25 anos. O índice Ibovespa, por sua vez, derreteu 14%. De
acordo com a The Economist, o capital está em debandada porque os
agentes econômicos temem, com razão, uma onda de gastos
desenfreados e a estagnação do país.
Ida de Flávio para os EUA
Do lado da oposição, a revista relata que o clima é de temor. Flávio
deixou o Brasil e buscou refúgio nos Estados Unidos. O senador tomou a
decisão depois de o Supremo Tribunal Federal (STF) ordenar a
retenção de seus passaportes.
Apesar da turbulência política, a revista britânica enfatiza que o
principal perigo ao país vem da rota de colisão econômica desenhada pelo governo Lula.
A fatura da gastança de Lula
Segundo o The Economist, o mercado apostava na vitória de Flávio pela
absoluta desconfiança em relação a Lula. O texto destaca que sucessivas
administrações gastaram sem limites, o que fez o Banco Central elevar
a taxa de juros real para 9%. Como resultado, o Brasil compromete uma
fatia do PIB com o pagamento de juros da dívida superior à de quase
todas as grandes nações.
Nem mesmo a fartura de recursos naturais, como o agronegócio, os
minerais e o petróleo, foi capaz de livrar o país de décadas de
crescimento medíocre sob a tutela de um Estado gastador.
Os dados compilados pela publicação reforçam o tamanho do buraco:
Déficit recorde: O déficit orçamentário do governo Lula supera 9% do
PIB.
Explosão da dívida: O Fundo Monetário Internacional estima que a
dívida pública atingirá 97% do PIB ainda neste ano, contra 84%
deixados em 2022.
Conta das promessas: Novos programas assistencialistas prometidos
por Lula — que minimizou a responsabilidade fiscal — custarão cerca de
2% do PIB até o fim de 2027.
Superpoderes e o aparelhamento do STF
Para a revista londrina, se o presidente de 81 anos quiser salvar seu
legado e não empurrar os mais pobres para uma crise severa, terá de
adotar um rumo oposto ao discurso de campanha. As exigências
incluem a indicação de um ministro da Fazenda com credibilidade
perante o setor produtivo, a aprovação de um teto de gastos rigoroso, a
extinção de isenções fiscais que beneficiam corporações ligadas a lobistas e o freio nos reajustes de aposentadorias de militares e
servidores públicos, que avançam acima da inflação.
Vigarista incorporado à quadrilha, Janones abraça o descondenado - Foto: Paulo Pinto/Agência Brasi
O periódico chama atenção para outro ponto sensível: a concentração
de poder nas mãos de Lula neste novo mandato. O petista terá a
prerrogativa de indicar diretores para o Banco Central, nomear cargos
na Superintendência das Finanças Públicas e, sobretudo, indicar quatro
novos ministros para o STF — corte classificada pela The Economist como
um órgão abertamente politizado e desgastado por alegações de
corrupção.
A advertência final da publicação britânica é taxativa: se Lula encarar o
resultado eleitoral como carta branca para intensificar a gastança e as
políticas que quase o derrotaram, causará uma recessão profunda e um
desastre fiscal, o que transformará sua vitória dourada em cinzas.
Com informaçöes de Uiliam Grizafis - Revista Oeste