Venezuelanos no exterior ocuparam ruas e praças em vários países para celebrar a captura do ditador
A captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos provocou
comemorações de venezuelanos no exterior, neste fim de semana.
Exilados do país até então governado pelo ditador se reuniram em
ruas e praças de diferentes países para celebrar o fim do regime que
levou milhões a buscar uma vida melhor.
As manifestações ocorreram em capitais da América Latina, nos Estados Unidos e também na Europa. O tom predominante foi de alívio, expectativa de retorno e atenção ao futuro político da Venezuela. Desde 2014, cerca de 7,7 milhões de venezuelanos deixaram o país, segundo dados da Organização das Nações Unidas. O fluxo migratório se intensificou com a crise econômica e institucional sob o chavismo.
Chile contra Maduro
Em Santiago, capital chilena, venezuelanos ocuparam áreas centrais da cidade para comemorar a queda do ditador. O Chile abriga uma das maiores comunidades venezuelanas da região.
A mobilização reuniu pessoas que vivem no país há anos e acompanharam à distância o colapso político da Venezuela.
Em Trujillo, no Peru, grupos de migrantes se concentraram em espaços públicos para marcar a deposição de Maduro. Muitos usavam bandeiras venezuelanas e exibiam cartazes.
En #Trujillo, #Perú, un grupo de ciudadanos venezolanos también celebra la caída del régimen de #NicolásMaduro. "¡Somos libres, bendecidos con esta intervención [de EE.UU.]!", dicen. Fotos y video: Johnny Aurazo
O Peru é um dos principais destinos da diáspora. O país recebeu cerca de 1,7 milhão de venezuelanos nos últimos anos, segundo levantamento da agência de notícias Reuters.
Equador é mais um destino dos exilados
Em Quito, capital equatoriana, manifestações reuniram venezuelanos que vivem fora do país desde o agravamento da crise socioeconômica da ditadura bolivariana. O discurso predominante destacou a esperança de reconstrução nacional.
O Equador tem sido rota de passagem e destino de milhares de migrantes venezuelanos desde 2017.
Estados Unidos, o destino de Maduro
Nos Estados Unidos, venezuelanos acompanharam com atenção a chegada de Maduro sob custódia, em Nova York. Houve celebrações em cidades com forte presença da comunidade migrante.
Durante anos, o país funcionou como refúgio para venezuelanos que fugiam da repressão política e da escassez econômica.
Espanha e a ação contra o ditador
Em Madri, milhares de pessoas se reuniram na Puerta del Sol. Na capital da Espanha, o grupo de manifestantes acompanhou anúncios oficiais do governo norte-americano sobre a operação que resultou na captura do ditador.
A Espanha concentra uma das maiores comunidades venezuelanas fora da América Latina.
Argentina no caminho certo
Na Argentina, venezuelanos celebraram no centro de Buenos Aires ao longo da noite. O país recebeu milhares de migrantes nos últimos anos.
As manifestações destacaram o sentimento de pertencimento à Venezuela, mesmo entre aqueles que reconstruíram a vida no exterior.
O Brasil que não concorda com Lula
Em cidades brasileiras, como São Paulo e Brasília, venezuelanos realizaram atos públicos para marcar a queda de Maduro. As concentrações ocorreram em pontos centrais e reuniram migrantes que vivem no país desde o agravamento da crise no país vizinho. Apesar de críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à captura de Maduro, brasileiros entraram na comemoração pela deposição do líder bolivariano.
O Brasil abriga uma das maiores comunidades venezuelanas da região, com presença significativa em capitais e cidades da Região Norte, especialmente em áreas próximas à fronteira. Nos últimos nove anos, o país recebeu aproximadamente um milhão de venezuelanos.
Venezuela contra Maduro
Imagens que circularam nas redes sociais mostraram grupos de venezuelanos celebrando a queda de Maduro em diferentes cidades do país. As cenas indicam manifestações pontuais, mesmo sob forte controle estatal.
Manuel Cadonau @mcpolitik · Seguir Don’t repost this – the Democrats will lose their minds. They can’t stand the fact that the people of Venezuela are celebrating their freedom – thanks to Trump, who finally removed an illegitimate narco-terrorist dictator. While the left cries foul, real leadership is
Os registros revelam pessoas reunidas em vias públicas, com bandeiras e gestos de comemoração. A mobilização ocorreu poucas horas depois da confirmação da captura do ditador pelos EUA.
O ambiente interno ainda é marcado por incerteza política e presença das forças de segurança. Mesmo assim, os vídeos sugerem um sentimento inicial de alívio entre parte da população.
Erich Mafra - Revista Oeste