quinta-feira, 7 de abril de 2022

Paulo Guedes defende a privatização da Eletrobras em evento do TCU. 'Crescimento econômico ameaça segurança energética do país'

 “Vamos destravar todas as fronteiras de investimento, em todas as suas dimensões, em todos os setores e subsetores de energia”

Paulo Guedes volta a defender necessidade de privatização da Eletrobras
Paulo Guedes volta a defender necessidade de privatização da Eletrobras | Foto: Ministério da Economia/Divulgação

O ministro da Economia Paulo Guedes disse nesta quinta-feira, 7, que o crescimento esperado da economia brasileira ameaça a segurança energética do país, em discurso a favor da privatização da Eletrobras.

Guedes discursou em evento do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a capitalização da Eletrobras e manifestou que a estatal precisaria investir R$ 15,7 bilhões ao ano, mas hoje tem capacidade de desembolsar anualmente cerca de R$ 3,5 bilhões.

“Se o Brasil crescer como esperamos nos próximos anos, a uma taxa forte de crescimento, a Eletrobras não só se coloca em risco, mas também vai comprometer o futuro da segurança energética brasileira”, comentou o ministro da Economia.

“O futuro da energia brasileira está em jogo. A ideia de segurança energética e de risco geopolítico é agora uma constante em nossas vidas”, acrescentou Guedes, em menção às consequências econômicas do conflito entre Rússia e Ucrânia.

Na opinião do ministro, a capitalização da estatal pode permitir a recuperação de bacias hidrográficas e investimentos em energia nuclear. Segundo Guedes, a operação vai destravar investimentos no setor de energia.

“Vamos destravar todas as fronteiras de investimento, em todas as suas dimensões, em todos os setores e subsetores de energia”, afirmou.

A iniciativa de privatização da Eletrobras está sob pressão pelo cronograma atual, que prevê a liquidação da oferta de ações até 13 de maio. Essa é a data limite para que a operação aconteça com base nos dados do quarto trimestre de 2021. Atualmente o TCU está analisando a modelagem e preço mínimo da capitalização.

Revista Oeste