quinta-feira, 7 de abril de 2022

Despenca confiança em empresas de tecnologia nos EUA - No Brasil, índice foi de 80%

 Apenas 54% dos entrevistados disseram que confiam em grupos do setor

Estados Unidos têm pior avaliação do setor tecnológico nos últimos anos
Estados Unidos têm pior avaliação do setor tecnológico nos últimos anos | Foto: Reprodução/Redes sociais

Uma pesquisa divulgada anualmente pela Edelman, chamada de Trust Barometer, revela que a confiança do norte-americano em empresas de tecnologia é a menor já registrada desde que o levantamento estreou. Apenas 54% dos entrevistados nos EUA dizem confiar nas companhias do setor.

Esse patamar representa uma queda de 3 pontos porcentuais em relação à pesquisa do último ano. Já em comparação ao levantamento de 2019, a queda é de 19 pontos.

Os Estados Unidos aparecem na última colocação na lista de países analisados. O Canadá é a nação mais próxima, com 59% de confiança em empresas de tecnologia.

Já o Brasil figura como quinto país em que as companhias de tecnologia têm maior índice de confiança, com 80%. À frente estão somente China (90%), Índia (89%), Nigéria (84%) e México (82%).

O declínio na confiança do norte-americano acontece à medida que aumenta a pressão para que reguladores e legisladores monitorem mais rigidamente o setor e seus supostos excessos de atuação, principalmente sobre privacidade de usuários e consumidores.

Segundo o levantamento, pelo recorte entre os norte-americanos, aqueles com renda mais alta tendem a confiar mais em tecnologia do que pessoas em faixas de renda mais baixas.

Quase dois terços dos eleitores democratas disseram que confiam nas empresas de tecnologia, enquanto apenas 49% dos republicanos e 50% dos independentes responderam na mesma linha.

“A trajetória da confiança na tecnologia faz todo o sentido se você a considerar no contexto dos eventos mundiais”, disse Dan Susong, presidente do Setor de Tecnologia da Edelman nos EUA. “Eu sugiro que a tecnologia pode, e vai, recuperar a confiança caso se comprometa com uma educação melhor sobre o que é e o que faz.”

Revista Oeste