quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021

Investimentos de brasileiros crescem 13,5% e atingem R$ 3,7 trilhões em 2020

O volume financeiro das pessoas físicas cresceu 13,4% no período de um ano, de R$ 3,263 trilhões em dezembro de 2019 para R$ 3,701 trilhões em dezembro de 2020, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) divulgados nesta quinta-feira, 4. 

Por segmento, o varejo tradicional, que reúne pequenos investidores, cresceu 20,3%, para R$ 1,164 trilhão, o varejo alta renda avançou 6,7%, para R$ 1,054 trilhão, e o private (milionários) evoluiu 13,5%, chegando R$ 1,482 trilhão em recursos em aplicações financeiras.

No varejo tradicional, os CDBs e a poupança cresceram, essa última puxada pelo pagamento do auxílio emergencial. No varejo alta renda, os CDBs e as ações ganharam participação.

No private, o volume financeiro em ações cresceu 38,8%, enquanto a participação em fundos de renda fixa passou de 8,7% em 2019 para 5,9% em 2020, a menor participação da série histórica da Anbima, iniciada em 2009.

Dinheiro
O volume financeiro das pessoas físicas passou de R$ 3,263 trilhões
em dezembro de 2019 para R$ 3,701 trilhões em dezembro de 2020. 
Foto: Tiago Queiroz/Estadão

No volume total, o  número de contas em fundos de investimento aumentou 20,57%, chegando a 25.367.067 contas em dezembro de 2020.

"O cenário macro foi muito importante por causa da queda dos juros, mas também teve um movimento de digitalização, de busca por informações. Acredito que esse crescimento do mercado de fundos, de democratização e maior acesso é só começo", disse a estrategista-chefe da Rico InvestimentosBetina Roxo.

No varejo tradicional, o número de contas subiu de 6,794 milhões em 2019 para 7,643 milhões em 2020, uma alta de 12,5% no período. No varejo de alta renda, o número de clientes avançou 14,2%, de 5,948 milhões para 6,794 milhões, na mesma base de comparação.

No segmento private foram adicionados 189,32 mil novos cotistas, um crescimento de 21% no período, de 874,4 mil, em 2019, para 1.063.720 contas, em 2020.

Vale citar que no segmento "conta e ordem", que registra a atividade das plataformas de investimentos sem identificar o público, o número de contas saltou 52%, de 2,869 milhões em 2019 para 4,36 milhões em 2020.

Ernani Fagundes, O Estado de S.Paulo