O Escrete de Ouro - Campeão do Mundo em 1958, na Suécia. Quatro jogadores do Botafogo: Garrincha, Nilton Santos, Didi e Zagalo. No Bi, em 1962, no Chile, mais um astro do Botafogo: Amarildo substituiu Pelé
Atualizado às 21h51
O rebaixamento do Botafogo à segunda divisão do futebol brasileirio é corolário de uma sequência de caneladas na gestão do Clube, que começou nos anos 1980 e chegou ao ápice quando um político, Rodrigo Maia, ganhou notoriedade por integrar a lista de propina da empreiteira Odebrecht sob o vulgo 'botafogo'.
A diretoria do Botafogo não se dignou a protestar contra o achincalhe. E o Clube, que vinha há décadas num processo acelerado de decadência, foi parar na série 'b'.
Um atentado à memória de Garrincha, Nilton Santos, Didí, Heleno, Quarentinha, Carlito Rocha... E uma afronta aos ídolos que estão vivos e testemunhando a decadência do Clube que mais cedeu jogadores à conquista de Copas do Mundo.
Bicampeão no Chile, em 1962. Cinco craques do Botafogo: Nilton Santos, Garrincha, Didi, Amarildo e Zagalo
Além de Garrincha, Nilton Santos e Didi, têm títulos mundiais Zagalo, Amarildo, Gerson, Jairzinho, Paulo Cezar Caju, Roberto. Outros campeões mundiais, como Carlos Alberto e Brito, vestiram a camisa do 'Glorioso'.
E dezenas de outros craques vestiram a camisa da Seleção Brasileira. Manga, Marinho, Paulo Valentim, Heleno...
É injustificável que o Clube base da melhor seleção da história do futebol mundial, o 'Escrete de Ouro' de 1958, e que ganharia o Bi em 1962, no Chile, tenha relativamente tão poucos títulos no Rio e no Brasil.
Só a incompetência de seus dirigentes explica o fato de o Botafogo não ocupar o mesmo patamar do Real Madrid e do Santos na galeria dos grandes campeões.
O que ocorre hoje, com o rebaixamento à segunda divisão, é a confirmação da desídia dos cartolas botafoguenses.
O Botafogo sempre foi um Clube pouco profissional. Mesmo tendo uma equipe forte, base da Seleção Brasileira. Na sua melhor fase, na segunda metade dos anos 1950 e 1960, ganhou poucos títulos nacionais. E o Carioca, apenas nos anos de 1957, 1961, 1962, 1967 e 1968.
O Campeonato Carioca de Futebol de 1957 foi conquistado com uma grande vitória do Botafogo, no Maracanã, sobre o Fluminense por 6 a 2, com cinco gols de Paulinho Valentim e um de Garrincha. Foi a maior goleada em finais do Campeonato Carioca. O camisa 6 é Nilton Santos, 'a enciclopédia do futebol'
O Campeonato Brasileiro, iniciado em 1971, e ainda sem ser definido por pontos corridos, o Botafogo ganhou apenas em 1995.
O Rio-São Paulo, o Campeonato Nacional da era de ouro do futebol brasileiro, foi vencido pelo Botafogo quatro vezes. Nos anos de 1962, 1964, 1966 e, depois, em 1998.
Quem comandou o Botafogo dos anos 1970 para cá e contribuiu para o esvaziamento do Clube:
- 1973-1975: Rivadávia Corrêa Meyer Jr.
- 1976-1981: Charles Borer
- 1982-1983: Juca Mello Machado
- 1983-1984: Emmanuel Sodré Viveiros de Castro
- 1985-1990: Althemar Dutra de Castilho (Teté)
- 1991-1992: Emil Pinheiro
- 1992: Jorge Aurélio Ribeiro Domingues (Assumiu o cargo provisoriamente, após a renúncia de Emil Pinheiro.)
- 1992-1993: Mauro Ney Machado Monteiro Palmeiro (assumiu o cargo definitivamente após a renúncia de Pinheiro e a saída de Jorge Aurélio Ribeiro Domingues.)
- 1994-1996: Carlos Augusto Saad Montenegro
- 1997-1999: José Luiz Rolim
- 2000-2002: Mauro Ney Machado Monteiro Palmeiro
- 2003-2008: Paulo Roberto de Freitas (Bebeto de Freitas)
- 2009-2011: Maurício Assumpção Souza Junior (Nininho da Praia)
- 2011-2014 - Maurício Assumpção Souza Junior (Nininho da Praia)
- 2015-2017 - Carlos Eduardo Cunha Pereira
- 2018-2020 - Nelson Mufarrej
- 2021-2024 - Durcesio Mello