sexta-feira, 20 de março de 2020

Comissão de investigação chinesa respalda narrativa de Eduardo Bolsonaro

O Estado chinês deu ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) elementos que endossam sua análise de que o próprio governo da China é o responsável pela propagação do coronavírus. Nesta quinta, 19, uma comissão de investigação oficial do país considerou culpada a polícia de Wuhan — cidade que se tornou o epicentro do coronavírus — pela prisão do oftalmologista Li Wenliang.
Em 30 de dezembro, quando a covid-19 provocou o adoecimento de sete pacientes em um hospital de Wuhan, Wenliang comunicou outros médicos sobre o coronavírus. Ele e mais sete médicos foram isolados do tratamento de pacientes e obrigados a assinar um documento reconhecendo que estariam “espalhando boatos”.
Após assinar o documento, em 3 de janeiro, o Tribunal Supremo o reabilitou. Contudo, Wenliang contraiu o coronavírus e faleceu em 6 de fevereiro. O oftalmologista se tornou um herói nacional na China e, desde então, sua morte motivou uma investigação. O resultado saiu hoje.
“Inapropriada”
A polícia, segundo a comissão de investigação, atuou de maneira “inapropriada”. O colegiado pede a “revogação” da advertência e que as autoridades “estabeleçam as responsabilidades” dos envolvidos.
Na prática, o parecer do colegiado respalda os argumentos de Eduardo. Na quarta 18, ele replicou uma thread no Twitter que acusa o governo chinês de ter negligenciado as denúncias de Wenliang, que, por sua vez, contribuíram para a propagação do vírus em escala global.

Revista Oeste