Primeiro, que o eleitor olhe com cuidado o seu escolhido na eleição de 2018. Isso porque existem 100 parlamentares atingidos pela Lava-Jato. Os procuradores estão convencidos de que o avanço no país no combate à corrupção não acontecerá apenas com a ação policial e judicial. Mas quando as leis mudarem para fechar as brechas usadas pelos políticos e agentes públicos que foram flagrados agora pela Operação. Eles tentaram com a proposta de lei das dez medidas contra a corrupção, que teve quase dois milhões de assinaturas quando foi para o Congresso. Mas o projeto foi desfigurado. Eles estudam os países onde o combate à corrupção ficou mais efetivo. Em todos eles houve mudança legal e não apenas a punição pela Justiça.
Outro recado importantíssimo é que nenhum integrante da Lava-Jato pensa em se candidatar. O trabalho continuará sendo técnico, apartidário, e vai continuar combatendo a corrupção, e não um partido.
O terceiro sinal foi o de mostrar a união entre as forças tarefas do Ministério Público. Foi essa atuação conjunta entre o MP de Curitiba e o do Rio que deu início à bem-sucedida Operação Calicute, filha da Lava-Jato. Depois foi tocada apenas pela equipe do MP no Rio e levou a um volume impressionante de revelações. O Rio mostrou que o trabalho de combate à corrupção não depende apenas de Curitiba.
Isso é bom porque os desvios aconteceram no país todo.