quinta-feira, 3 de abril de 2014

Dilma ´trambique` nega que tenha recebido contrato com antecedência. Como mente muito, quem acredita?

Dilma não recebeu contrato de Pasadena com antecedência, afirma ministro


Responsável pela Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann refutou acusação feita por advogado de ex-diretor da Petrobrás


 
Rafael Moraes Moura e Tânia Monteiro - Agência Estado
 
 
O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Thomas Traumann, disse na noite desta quarta-feira, 2, que a presidente Dilma Rousseff não recebeu previamente o contrato referente à compra da refinaria de Pasadena, na época em que presidia o conselho de administração da Petrobrás.

 
Presidente não teria visto contrato polêmico sobre Pasadena antes da compra, diz ministro - Wlton Junior/Estadão
Wlton Junior/Estadão
 
Presidente não teria visto contrato polêmico sobre Pasadena antes da compra, diz ministro
 
A fala de Traumann é uma resposta ao advogado do ex-diretor da Área Internacional da Petrobrás Nestor Cerveró, Edson Ribeiro. O defensor de Cerveró afirmou nesta quarta que os membros do Conselho Administrativo da estatal receberam, com 15 dias de antecedência, a cópia da proposta de contrato para a compra de metade da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), da trading belga Astra Oil.

O advogado chegou a afirmar ainda que Cerveró "não se conforma e está indignado de ser colocado como bode expiatório".

Mais cedo, o empresário Jorge Gerdau Johannpeter, outro membro do Conselho de Administração da estatal quando a compra da refinaria foi aprovada, também negou que os integrantes do órgão tenham recebido a proposta de contrato do negócio com 15 dias de antecedência à reunião.

Nestor Cerveró era diretor da área internacional da Petrobrás em fevereiro de 2006, quando o Conselho de Administração, presidido pela então ministra de Minas e Energia, Dilma Rousseff, aprovou a negociação. Ele é autor do resumo executivo classificado por Dilma como "incompleto" e "jurídicamente falho", que teria fundamentado a decisão do conselho.

Ao todo, a Petrobrás pagou US$ 1,2 bilhão, em duas etapas, para comprar uma refinaria que, em 2005, custou US$ 42,5 milhões à Astra Oil - quase 28 vezes menos.

O diretor deixou a Petrobrás em abril de 2012, sendo nomeado para a diretoria da BR Distribuidora. Após a repercussão negativa do caso, ele foi exonerado da diretoria financeira da BR Distribuidora no dia 21.