quarta-feira, 15 de março de 2017

Lista de Janot inclui mais um ministro de Temer, Pezão e outros 4 governadores, senadores e deputados

O Globo

Segundo o Jornal Nacional, PGR também pediu abertura de inquérito sobre Marcos Pereira (Indústria e Comércio)



Na lista que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ontem para o Supremo Tribunal Federal (STF) atinge mais um ministro do governo de Michel Temer: Marcos Pereira (PRB) da pasta do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, além de cinco governadores. O Jornal Nacional divulgou nesta quarta-feira novos nomes de políticos que foram alvo do pedido de abertura de inquérito da PGR após a delação de 78 ex-executivos da Odebrecht.

Segundo o Jornal Nacional também estão na lista os governadores Renan Filho (PMDB-AL), Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), Fernando Pimentel (PT-MG) e Tião Viana (PT-AC) e Beto Richa (PSDB-PR).


O procurador-geral também pediu a abertura de inquérito sobre os senadores: Lindbergh Farias (PT-RJ), Jorge Viana (PT), Marta Suplicy (PMDB-SP) e Lídice da Mata (PSB-BA).
Entre os deputados, Marco Maia (PT-RS), Andrés Sanches (PT-SP), Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), José Carlos Aleluia (DEM-BA) e Paes Landim (PTB-PI) também estão na lista de Janot.

Entre os que não possuem foro privilegiado estão: o ex-ministro Geddel Vieira Lima, o ex-governador Sérgio Cabral, o deputado cassado Eduardo Cunha, o prefeito de Ribeirão Preto, Duarte Nogueira; o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, o prefeito de Araraquara e ex-ministro, Edinho Silva, e o ex-assessor de Dilma Anderson Dornelles.

OUTRO LADO

Os políticos negam envolvimento com a Lava-Jato. Edinho Silva disse que sua conduta como tesoureiro da campanha se deu "dentro da legalidade e de forma ética".Pezão disse que desconhece o teor do pedido de inquéito, afirmou que Janot já pediu o arquivamento de outro inquérito e que está "à disposição"

Aleluia, Paes Landim, Renan Filho, Beto Richa e Tião Viana disseram que só receberam doações legais e que todas foram declaradas.

Marco Maia disse que desconhece as acusações, que repudia a "divulgação seletiva" e que só recebeu contribuições legais.

A defesa de Cabral disse que só vai se manifestar quando for comunicada oficialmente. Geddel, Pimentel e Tião Viana não quiseram comentar