sexta-feira, 20 de maio de 2022

Justiça condena Sérgio Cabral a mais 17 anos de prisão. E Lula, chefe de Cabral e da organização criminosa, está solto. Pode?

 Preso desde 2016, o ex-governador foi transferido no início do mês depois de suspeitas de regalias na unidade prisional


Ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral | Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo
Ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral | Foto: Fábio Motta/Estadão Conteúdo

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, condenou nesta sexta-feira, 20, o ex-governador Sério Cabral a mais 17 anos, sete meses e nove dias de prisão por supostamente ter recebido R$ 78,9 milhões em propinas da Odebrecht em obras realizadas na capital no início do seu primeiro mandato. O processo foi aberto a partir das investigações da extinta Operação Lava Jato.

A denúncia é desdobramento das operações Calicute, Eficiência e Tolypeutes. O Ministério Público Federal (MPF) diz que houve repasses indevidos, em 2007, na reforma do estádio do Maracanã para a Copa de 2014, nas obras da linha 4 do metrô e do Arco Metropolitano e na urbanização da favela do Alemão com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal. As primeiras suspeitas foram levadas aos investigadores a partir da delação de executivos da Andrade Gutierrez. A denúncia foi recebida em 2018.

“A condenação dos acusados é medida que se impõe”, escreveu Bretas ao dizer que o ex-governador “mercantilizou” o cargo e foi o “principal idealizador e articulador” do suposto esquema de corrupção.

“Nada mais repugnante do que a ambição desmedida de um agente público que, tendo a responsabilidade de gerir o atendimento das necessidades básicas de milhões de cidadãos do Estado do Rio de Janeiro, opta por exigir vantagens ilícitas a empresas”, acrescentou.

Preso desde 2016, o ex-governador foi transferido no início do mês para o quartel dos Bombeiros após suspeitas de regalias na unidade prisional da Polícia Militar.

A decisão de Bretas também condenou os ex-secretários de Governo Wilson Carlos (18 anos, 11 meses e 12 dias de reclusão) e de Obras Hudson Braga (15 anos, um e 25 dias de reclusão). O ex-diretor da RioTrilhos Heitor Lopes de Sousa Junior foi condenado a nove anos e quatro meses e o ex-assessor da Secretaria de Obras do Rio Wagner Jordão Garcia a cinco anos, 11 meses e 20 dias.

Com informações da Revista Oeste


Em tempo: Cabral era um político do baixo clero, apesar de ter sido deputado, senador...  Depois que Lula passou a tratá-lo como um filho, o governador do Rio meteu os pés pelas mãos. Está no xilindró e Lula, chefe dsa quadrilha, solto. Bem feito!