terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Safra de café pode ser a terceira melhor da história

A expectativa é de um aumento de 17% em relação à colheita anterior


A produção esperada é de 55,7 milhões de sacas de 60 quilos
A produção esperada é de 55,7 milhões de sacas de 60 quilos | Foto: Wenderson Araujo/Trilux

Os produtores de café deverão colher a terceira maior safra do grão em 2022.

A produção esperada é de 55,7 milhões de sacas de 60 quilos, de acordo com o levantamento divulgado nesta terça-feira, 18, pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A estimativa, caso confirmada, representa um acréscimo de quase 17% em comparação à 2021. O resultado só não será melhor que os desempenhos registrados em 2020 e 2018.

A queda na produção neste ano, quando comparada com 2020, é reflexo das condições climáticas adversas registradas principalmente entre os meses de julho e agosto em 2021.

A estiagem e as geadas ocorridas com maior intensidade nos Estados de Minas Gerais, São Paulo e Paraná, impactaram nas condições fisiológicas dos cafezais.

“A estiagem e as baixas temperaturas exigiram um manejo de poda mais intenso, conduzindo uma área significativa de café para produção somente na safra 2023 ou 2024.”, disse o diretor de Política Agrícola da Conab, Sergio De Zen.

Arábica

As produtividades, em especial da espécie arábica, não deverão manifestar seu pleno potencial produtivo.

Ainda assim, a produção para esta variedade de café deverá ser acrescida em 23% em relação à safra anterior, sendo estimada em 38,7 milhões sacas.

Conilon

Para o conilon, a expectativa é de um novo recorde com a colheita podendo chegar próxima a 17 milhões sacas.

O aumento de 4% em relação à safra anterior combina a elevação da área plantada e uma ligeira melhora na produtividade.

Mercado

O cenário neste início de ano é de restrição da oferta de café no mercado interno, influenciado pela redução na produção em 2021, demanda exportadora aquecida e pelo período de entressafra.

Mesmo com a maior produção estimada no país em 2022, a tendência é que os preços do produto se mantenham pressionados, uma vez que é esperada uma redução nos estoques mundiais de café para o ciclo 2021/22.

Este panorama de preços elevados estimula as vendas externas.

Exportações

Apenas em 2021, o Brasil exportou cerca de 42,4 milhões de sacas de 60 quilos de café verde, o que representa um aumento na receita de 15%, chegando a US$ 6,4 bilhões.

Em 2020, o país registrou o recorde de vendas ao mercado externo, favorecido pela maior produção já registrada no Brasil.

Além disso, mesmo com a redução nos embarques entre 2020 e 2021, a quantidade exportada no ano passado foi 14% maior que a exportação média dos cinco anos anteriores.

Revista Oeste