Organizador dedicou protesto contra imigração a ativista conservador assassinado nos EUA
Um protesto contra imigração reuniu mais de 100 mil manifestantes no Centro de Londres, neste sábado (14). A organização da marcha denominada “Unite the Kingdom” (unir o reino) dedicou o ato ao ativista político apoiador do presidente Donald Trump, Charlie Kirk, assassinado na última quarta-feira (10), enquanto discursava nos Estados Unidos.
Ao divulgar as imagens da multidão que marchou com bandeiras da Inglaterra e do Reino Unido e fotos de Kirk, o ativista anti-imigrante Tommy Robinson classificou protesto como show de unidade patriótica nunca visto e o maior festival de liberdade de expressão do Reino Unido.
“Viemos, vimos e vencemos. Milhões de pessoas foram ao centro de Londres em uma demonstração de unidade patriótica nunca vista antes. Uma revolução cultural começou. O futuro nos pertence. Essa é por você, Charlie Kirk”, escreveu Tommy Robinson, na rede social X.
O protesto atravessou a Ponte de Waterloo e avançou por Londres até o bairro de Westminster, onde houve os discursos.
“Este é o maior protesto da história britânica. Patriotas britânicos estão gritando o nome de @charliekirk11 em sua memória”, reforçou Tommy Robinson.
Starmer na mira
O bilionário Elon Musk fez um discurso por vídeo, no qual acusou a esquerda de ser responsável pelo assassinato de Charlie Kirk. O ex-integrante do governo de Trump pediu que o atual parlamento inglês seja dissolvido. E considerou urgente uma mudança de governo do Reino Unido, cujo atual primeiro ministro é Keir Starmer, do Partido Trabalhista.
“Não dá para esperar mais quatro anos, ou até a próxima eleição, seja lá quando for, é muito tempo”, disse o bilionário Elon Musk.
Outro protesto de menor adesão confrontou a mobilização organizada por Tommy Robinson, com cerca de 5 mil pessoas acusando o ativista de fascismo e racismo.