
Ministro da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira | Foto: Alan Santos/PR
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) avalia quatro nomes para suceder Sergio Moro, ex-ministro da Justiça e Segurança Pública. O primeiro citado por governistas é o do ministro-chefe da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira. Mas o entorno político diz que ele não bateu o martelo e avaliará a escolha no fim de semana.
Dos outros três, um também é do governo. Trata-se do titular da Advocacia-Geral da União (AGU), André Mendonça, cujo cargo dá a ele status de ministro. Os outros dois são do Judiciário. O ministro Ives Gandra Martins Filho, ex-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), e o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), Carlos Eduardo Thompson.
Embora Bolsonaro não tenha sacramentado a escolha do sucessor de Moro, uma definição é quase certa. A de não desmembrar o ministério. Especula-se no Congresso que o Ministério da Justiça e Segurança Pública será dividido. O Ministério da Justiça ficaria com um dos quatro cotados e o Ministério da Segurança Pública seria entregue ao comando de Alberto Fraga (DEM-DF), ex-deputado federal e amigo pessoal do presidente.
A tese de desmembramento do ministério, contudo, não avançou. Principalmente depois das denúncias feitas por Moro. Bolsonaro não queria e, agora, mais do que antes, quer evitar a todo o custo passar a imagem de que o combate à corrupção e ao crime organizado pode estar sob os cuidados de alguém da política. Principalmente em um momento em que o governo iniciou as conversas com lideranças do Centrão.
Rodolfo Costa, Revista Oeste