terça-feira, 21 de janeiro de 2025

Exilado nos EUA, Allan dos Santos e outros perseguidos pela ditadura do 'cartel lula-stf' participam de baile da posse de Trump

 O jornalista posou para fotos com figuras públicas brasileiras


Durante a celebração, Allan dos Santos posou para fotos com figuras públicas brasileiras. Entre elas estavam o senador Jorge Seif (PL-SC), o jornalista Luís Ernesto Lacombe e Paulo Figueiredo -| Foto: Reprodução/Redes sociai

O jornalista Allan dos Santos, foragido da Justiça brasileira, participou do baile da posse do presidente norte-americano Donald Trump. O evento ocorreu nesta segunda-feira, 20, na sede do jornal The Washington Times, em Washington, capital dos Estados Unidos. 

Durante a celebração, Allan dos Santos posou para fotos com figuras públicas brasileiras. Entre elas estavam o senador Jorge Seif (PL-SC), o jornalista Luís Ernesto Lacombe e Paulo Figueiredo. Desde 2021, Allan dos Santos é considerado foragido pela Justiça brasileira. No mesmo ano, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou sua prisão preventiva no contexto do inquérito das supostas fake news. O jornalista responde a acusações de calúnia, injúria e difamação na investigação. 

O exílio e a perseguição contra Allan dos Santos Allan dos Santos, jornalista e criador do Terça Livre, tem sido uma das figuras mais perseguidas do cenário político brasileiro. 

A perseguição contra o jornalista começou quando ele e sua equipe começaram a fazer denúncias que envolviam figuras poderosas de Brasília.


Políticos brasileiros marcaram presença no evento | Foto: Reprodução/Redes sociais


A virada no caso de Allan ocorreu no dia em que a Polícia Federal invadiu sua casa em maio de 2020.

 “O dia em que a Polícia Federal entrou na minha casa foi um show de horror”, relembrou com pesar. “Você imagina que, ao fugir de criminosos, quem vai te fazer mal é a polícia, que você sempre defendeu. O Estado se tornou o agente de terror que eu temia vir de criminosos.” 

Esse episódio, que marca o auge da perseguição política contra Allan, fez com que ele se visse forçado a deixar o Brasil.

“A partir de então, decidi que iria cobrir as eleições orte-americanas, algo que já estava agendado, mas a perseguição complicou ainda mais minha vida”, explicou o jornalista. “Não podia mais ficar no Brasil, minha família estava em risco.” 

A perseguição judicial: mandados de prisão e extradição 

No entanto, a perseguição a Allan dos Santos não se limitou à repressão policial. Ele também se viu alvo de uma verdadeira cruzada jurídica promovida por membros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial o ministro Alexandre de Moraes.

O jornalista Allan dos Santos mora nos EUA desde julho de 2020, para onde se exilou depois de ser investigado em inquéritos abertos pelo ministro Alexandre de Moraes, no Supremo Tribunal Federal (STF) | Foto: Reprodução/@38contadoallan


O STF, por meio de Moraes, emitiu uma série de mandados de prisão e busca e apreensão contra o jornalista, com a justificativa de “incentivo ao golpe” e “incitação à violência” no contexto de sua atuação nas redes sociais e de suas denúncias sobre figuras do establishment político brasileiro. 

A vida no exílio e a realidade financeira No exílio nos Estados Unidos, Allan vive uma realidade bem diferente da vida de antes. Recentemente, o jornalista declarou que trabalha como motorista de aplicativo e entrega.

“Hoje, minha rotina está bem corrida”, declarou Allan. “Preparo as matérias da Revista Timeline, ajudo na Academia Conservadora e também trabalho com aplicativos de entrega e transporte para complementar a renda. Isso é necessário, porque não posso ter uma empresa no Brasil, não posso ter nada relacionado ao público brasileiro.” 

O jornalista ainda revela que se sente limitado pela impossibilidade de entrevistar pessoas ou realizar outras atividades essenciais para seu trabalho. 

“Estou limitado no exílio, financeiramente e profissionalmente, mas sigo com projetos importantes.” 

Com informações da Revista Oeste