sexta-feira, 13 de maio de 2022

A ditadura do Judiciário e a corrupção esquecida dos governos petistas pela facção 'companheira' do STF

 

'Ministros' escolhidos a dedo por Lula e comparsas  para operar no STF e proteger criminosos do colarinho branco - Foto: Nelson Jr./SCO/STF


Carta ao Leitor


Os textos de José Roberto Guzzo — ou simplesmente J.R. Guzzo — dão a impressão de que escrever é fácil. Esse fenômeno identifica os melhores jornalistas do mundo. É preciso muito refinamento, e um completo domínio do idioma, para analisar temas altamente complexos com a enganosa simplicidade de quem está contando um caso.

Só um grande domador de palavras conseguiria, por exemplo, retratar com tão didática precisão o atual papel desempenhado por Alexandre de Moraes, ministro do STF: “Moraes, no caso da sua incompreensível perseguição pessoal ao deputado Daniel Silveira, age como um carcereiro maníaco, como naqueles filmes do tipo ‘terror no presídio’”, resumiu um trecho do artigo de capa desta edição.

Quem mais definiria com tanta clareza o ativismo político dos integrantes do Supremo? “Se os ministros podem decidir sobre todas as questões que existem, o tribunal começa a governar o país sem sofrer contestação — e sem ter sido eleito para governar coisa nenhuma. Isso se chama ditadura — sem tanque na rua e sem polícia secreta, mas ditadura do mesmo jeito.” Guzzo sabe como ninguém mostrar as coisas como as coisas são.

Além do STF — tema inevitável nos últimos meses —, outro assunto que permeou a reunião de pauta da segunda-feira foi a decisão do PT de tentar seduzir o eleitorado jovem. Uma conta singela revela: os brasileiros que votarão pela primeira vez em outubro nem eram nascidos em 2005, quando foi drenado o pântano do Mensalão. E tinham cerca de 12 anos na época em que a Operação Lava Jato desmontou a quadrilha do Petrolão. A corrupção ignorada por eleitores adolescentes é o tema do artigo de Silvio Navarro, que rememora com detalhes saborosos os bastidores dos dois maiores escândalos da história política brasileira.

Também nesta edição, Salim Mattar chega a uma conclusão irrefutável: os políticos gostam de analfabetos. “Isso impacta diretamente o nível de produtividade do país, a renda individual, o desemprego, a criminalidade, a pobreza e extrema pobreza, a miséria e, nas eleições, a qualidade do voto.” Mattar lembra que os petistas, teoricamente obcecados pela extinção da pobreza, esqueceram tal objetivo nos palanques quando estiveram no poder. Preferiram despejar R$ 500 bilhões dos pagadores de impostos em outros países, para construir portos, aeroportos, metrô, rodovias e hidrelétricas, a erradicar o analfabetismo, exemplifica Mattar.

Mais uma razão para não esquecer o passado.

 

Boa leitura.

Branca Nunes
Diretora de Redação

Ministros Alexandre de Moraes, Roberto Barroso e Edson Fachin | Foto: SCO/STF

Revista Oeste