sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Mercado Livre compra participação na 2TM, dona do Mercado Bitcoin

Gigante do comércio eletrônico investe no desenvolvimento de criptoativos e da tecnologia blockchain


Mercado Livre é uma das maiores plataformas de <i>e-commerce</i> do Brasil
| Foto: Divulgação/Mercado Livre
Mercado Livre é uma das maiores plataformas de e-commerce do Brasil | Foto: Divulgação/Mercado Livre

O Mercado Livre anunciou, na noite de quinta-feira 20, que comprou participação acionária no Grupo 2TM, controladora da corretora Mercado Bitcoin e outras empresas do setor de blockchain. Não foram divulgados os valores do negócio.

O gigante do comércio eletrônico também fez um “investimento estratégico” na Paxos, companhia que oferece infraestrutura de blockchain e faz a custódia das criptomoedas compradas no Brasil via Mercado Pago.

Em nota, o Mercado Livre informou que os investimentos na 2TM e na Paxos reforçam o compromisso da empresa com o desenvolvimento dos criptoativos e da tecnologia blockchain.

Segundo a companhia, um de seus principais objetivos é “estimular o ecossistema regional, permitindo oferecer produtos e serviços cada vez mais relevantes aos empresários e usuários latino-americanos, que estão no centro de sua estratégia”.

No primeiro trimestre do ano passado, o Mercado Livre havia adquirido US$ 7,8 milhões em bitcoin.

Nesta semana, o Mercado Bitcoin anunciou que alcançou a marca de 3,3 milhões de clientes e registrou US$ 40 bilhões em volume negociado em 2021 — quase sete vezes mais do que no ano anterior.

Mercado Livre

Como noticiado por Oeste, a companhia segue avançando em seu projeto de expansão no mercado de crédito. No fim de novembro do ano passado, a empresa conseguiu um empréstimo de US$ 375 milhões com o Citibank, que serão disponibilizados para vendedores e consumidores da plataforma. Os recursos poderão ser usados dentro e fora do marketplace.

A negociação ocorre num momento em que o Mercado Livre ultrapassa, pela primeira vez, US$ 1 bilhão na carteira de crédito. A verba será destinada ao Brasil (US$ 225 milhões) e ao México (US$ 150 milhões). O Mercado Pago, braço de serviços financeiros da empresa, liberará o dinheiro.

No terceiro trimestre, a companhia reportou crescimento expressivo no crédito. A carteira praticamente triplicou na comparação anual, saltando de US$ 284 milhões para US$ 1,12 bilhão — o que indica a velocidade com que pretende avançar nesse setor.  O Mercado Livre está avaliado em US$ 64,8 bilhões.

Revista Oeste