terça-feira, 11 de abril de 2017

Seis prefeitos de capitais são citados nas delações da Odebrecht


ACM Neto (DEM) - Jorge William / Agência O Globo


Renata Mariz - O Globo



Seis prefeitos de capitais foram citados nas delações da Odebrecht e tiveram as petições com indícios de irregularidades remetidas a outras instâncias da Justiça pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no Supremo Tribunal Federal. Fachin encaminhou os pedidos feitos pela Procuradoria-Geral da República da República (PGR) a instâncias inferiores porque os delatados não têm foro privilegiado na Suprema Corte.

O teor dos pedidos não é conhecido ainda, mas, em geral, a PGR pede autorização para abertura de inquérito para investigar a prática de crimes. Os prefeitos delatados são ACM Neto (Salvador), Luciano Rezende (Vitória), Iris Rezende (Goiânia), Clécio Vieira (Macapá), Arthur Virgílio Neto (Manaus) e Firmino Filho (Teresina).

A lista inclui citados de vários partidos, como o PPS de Luciano Rezende, o PSDB de Firmino Filho e Arthur Neto, e até a Rede, de Clécio Vieira, uma sigla com pouco tempo de existência. Dos seis prefeitos citados nas delações, quatro foram reeleitos no último pleito. A exceção fica com Iris Rezende, que já havia ocupado a prefeitura de Goiânia no passado e voltou ao cargo na eleição passada, e Clécio Vieira, novato na cadeira.

Fachin abriu 76 inquéritos contra políticos a partir do conteúdo da delação da Odebrecht. Serão investigados no Supremo, 8 ministros, 29 senadores e 42 deputados federais, 3 governadores e um ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) serão investigados no STF.


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