quinta-feira, 13 de abril de 2017

Indústrias de energia solar e eólica paralisam investimentos neste ano

Raimundo Paccó/FramePhoto/Folhapress
SÃO GONÇALO DO AMARANTE, CE, 26.05.2016: PARQUE-EÓLICO - Parque eólico Taiba no município brasileiro de São Gonçalo do Amarante, no estado do Ceará, com capacidade de produção de 519 megawatts. Ceará é atualmente o maior produtor de energia eólica do Brasil, são 18 parques instalados com capacidade de produção de 519 megawatts, o que corresponde a 56% da produção nacional. (Foto: Raimundo Paccó/FramePhoto/Folhapress)
Parque eólico Taiba no município brasileiro de São Gonçalo do Amarante, no estado do Ceará


Maria Cristina Frias - Folha de São Paulo


Empresas do setor de energia eólica e solar congelaram seus planos de investimento desde dezembro do ano passado, quando um leilão de reserva do setor foi cancelado às vésperas de sua realização.

A chinesa BYD aguarda um novo certame para investir entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões na expansão de sua fábrica de painéis solares em Campinas (SP), afirma o diretor Adalberto Maluf.

"As empresas ganhadoras são nosso grande foco. O cancelamento frustrou, mas acreditamos que até o fim deste ano haverá um leilão."

Para a Pacific Hydro, que acaba de ser comprada pela Spic (State Power Investment Corporation), os planos de expansão no país são de longo prazo e não foram afetados, segundo a presidente no Brasil, Adriana Waltrick.

A empresa já tem terreno comprado e licenciamento ambiental aprovado para dois parques eólicos, que deverão somar 250 megawatts. O investimento não foi aberto, mas a média de aporte por megawatt é de R$ 6 milhões.

A geração distribuída tem compensado em parte a falta de leilões, diz Orestes Gonçalves Junior, sócio da Sunlution. "Houve um vazio de demanda desde dezembro. Temos buscado contratos de geração em fazendas e no setor de saneamento básico."

A demanda, porém, não justifica grandes aportes, segundo Bernardo Scudiere, sócio da SGP Solar, que hoje importa todos os equipamentos. "Nosso plano de construir uma fábrica no Brasil depende da realização de leilões."

*

Ventos chineses

Com a aquisição pela chinesa Spic (State Power Investment Corporation), a Pacific Hydro, de geração eólica, deverá acelerar seus investimentos no país, segundo a presidente da empresa no Brasil, Adriana Waltrick.

O valor previsto para os aportes não foi revelado, mas, "a princípio, o grupo não tem restrição de caixa", diz ela.


A aquisição de grandes hidreléticas é um dos principais planos da companhia no Brasil, afirma a executiva.

A empresa também prevê aquisições de usinas eólicas em operação no país -principalmente na região Nordeste.

Além disso, a Pacific tem dois projetos de parques eólicos prontos para serem iniciados, mas que estão no aguardo de novos leilões do setor.

Atualmente, a empresa opera duas unidades de geração na Paraíba.

Em relação às negociações da Spic para a compra da usina de Santo Antônio, Waltrick disse que não comentaria.

58 MW
é a capacidade dos atuais dois parques eólicos da empresa no Brasil

US$ 113 bilhões
(cerca de R$ 354,13 bilhões) são os ativos da chinesa Spic nos 36 países em que a empresa atua

*
Consumo na Páscoa deve aumentar em relação a 2016

A Páscoa será a primeira data festiva com uma expectativa de gastos maior que no ano anterior desde 2015, aponta a consultoria Dunnhuby, que fez entrevista com mais de mil respondentes sobre esse tema.

A porcentagem de consumidores otimistas ou neutros neste ano é de 60%, contra 32% no ano passado e 18% na Páscoa de 2015.

A empresa faz levantamentos sobre quanto as pessoas devem consumir em datas festivas há três anos.

"De todos os eventos que pesquisamos, esse é o que apresentou mais otimismo. O anterior foi feito no Natal de 2016, e as respostas ainda eram muito negativas", afirma José Gomes, diretor-executivo da empresa.

A próxima data comemorativa, o Dia das Mães, deve vir na mesma linha, ele diz.

Os consumidores incorporaram um novo hábito que deve perdurar em outras ocasiões relacionadas ao consumo, segundo Gomes: uma pesquisa mais minuciosa de preços e produtos.


*
A febre espanhola

A maioria (55,4%) das empresas de capital espanhol que atuam no Brasil aumentarão seus investimentos no biênio 2017/2018, aponta a câmara de comércio do país.

"Essas são companhias estabelecidas aqui faz tempo, que têm planos de longo prazo e estão acostumadas com o ambiente econômico", diz Carolina de Queiroz, diretora-executiva da câmara.

Os executivos afirmam que o potencial de crescimento brasileiro ainda é atraente, mesmo com a recessão.

Os aportes vão acontecer principalmente em marketing e tecnologia.
As principais reclamações a respeito do país são, nesta ordem, a quantidade de impostos, a burocracia e a dependência da política econômica do governo.

O presidente Mariano Rajoy tem visita agendada a Brasília e a São Paulo neste mês. Ele deve chegar no dia 23.


*
Pé atrás As ações da Netshoes começaram a ser negociadas na Bolsa de Nova York 52 minutos após o CEO tocar o sino que abre o pregão. O motivo foi a barganha pelo preço inicial: a empresa esperava US$ 18, mas recuou a US$ 16,35.
*
Hora do Café

com FELIPE GUTIERREZTAÍS HIRATA e IGOR UTSUMI 

Nenhum comentário:

Postar um comentário