A Polícia Federal (PF) identificou, no celular do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, uma troca de mensagens com Luiz Phillipi Mourão, um dos integrantes do “núcleo da intimidação” que fazia parte da estrutura de coação de Vorcaro.
Conforme a PF, Vorcaro pagava R$ 1 milhão, por mês, a Mourão, para cuidar do grupo responsável por coagir opositores (entenda o funcionamento das “turmas”).
Em um dos diálogos, Vorcaro determina um ataque a um jornalista, depois da publicação de notícias contrárias ao empresário. À Revista Oeste, uma fonte a par do assunto disse em caráter reservado que se trata de Lauro Jardim, colunista de O Globo.
“Quero mandar dar um pau nele”, disse Vorcaro. “Quebrar todos os dentes. Num assalto.” “Estamos em cima de todos os links negativos e vamos derrubar todos, além de soltar notícias positivas”, respondeu Mourão.
De acordo com a PF, “verifica-se a presença de fortes indícios de que Vorcaro determinou a Mourão que forjasse um assalto, ou simulasse cenário semelhante, para prejudicar violentamente o jornalista em questão e, a partir do episódio, calar a voz da imprensa que ousasse emitir opinião contrária aos seus interesses privados”.
Núcleos de atuação de grupo ligado a Daniel Vorcaro
Polícia Federal | Foto: Senado Federal
Ao descrever a estrutura do grupo investigado, Mendonça afirmou que a PF identificou a atuação de diferentes núcleos responsáveis por frentes específicas de irregularidades.
“Segundo a autoridade policial, o esquema investigado apresenta quatro núcleos principais de atuação: (i) núcleo financeiro, responsável pela estruturação das fraudes contra o sistema financeiro; (ii) núcleo de corrupção institucional, voltado à cooptação de servidores públicos do Banco Central; (iii) núcleo de ocultação
Com informações de Cristhian Costa - Revista Oeste