Ação policial contra o banqueiro e proprietário do Banco Master contou com aval do ministro André Mendonça, do STF
Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal | Foto: Montagem Revista OesteA Polícia Federal (PF) realizou nesta quarta-feira, 4, a prisão do banqueiro e proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro. A ação é parte da terceira etapa da Operação Compliance Zero, que investiga a possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa.
Esta é a primeira medida com aval do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), desde que passou a relatar o processo. A defesa de Vorcaro ainda não apresentou posicionamento sobre a prisão.
O banqueiro já havia sido detido por 11 dias, em novembro do ano passado, durante a fase inicial da operação, por determinação da Justiça Federal em Brasília. Posteriormente, seus advogados conseguiram transferir o inquérito para o STF.
Na fase anterior, sob responsabilidade do ministro Dias Toffoli, houve conflitos frequentes entre o Supremo e a Polícia Federal. Toffoli deixou o caso no mês passado, depois que a PF encaminhou à Corte um relatório com menções ao magistrado em registros de conversas com Daniel Vorcaro.
Depois da saída de Toffoli, o inquérito foi redistribuído para André Mendonça, que analisou o material e autorizou a realização desta nova fase da Operação Compliance Zero. Agora, ele dá seguimento às investigações sobre o Banco Master no STF.
PF detalha ação que prendeu Vorcaro
Em nota, a Polícia Federal informou que cumpre quatro mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão, todos expedidos pelo Supremo Tribunal Federal, nos Estados de São Paulo e Minas Gerais. As investigações, conforme o órgão, contaram com o apoio do Banco Central do Brasil (BC). “Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões”, completou a PF, em nota.
Segundo a corporação, o objetivo é interromper a movimentação de ativos do grupo alvo das investigações e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas.
Lucas Chelddi - Tevista Oeste