quarta-feira, 12 de abril de 2017

Deu no Jornal Nacional: Lista de Fachin tem governadores senadores, deputados e ministros

Com G1

Ministro do STF recebeu a lista de Janot e mandou investigar 108 nomes.
Relatório foi divulgado primeiro pelo jornal ‘O Estado de S.Paulo’.



No fim da tarde desta terça-feira (11), os brasileiros tomaram conhecimento da tão esperada lista de políticos com foro privilegiado que serão alvos de inquérito no Supremo Tribunal Federal. São políticos com mandato e pessoas ligadas a eles de tal modo que ganharam o mesmo foro no Supremo.
O relatório do ministro Edson Fachin foi divulgado pelo site do jornal “O Estado de S.Paulo”. A lista de Fachin é resultado das delações dos 78 executivos e ex-executivos da Odebrecht.
Logo após a divulgação pelo jornal na internet, o ministro Fachin liberou o sigilo sobre o seu relatório.
Um terço dos ministros do governo do presidente Michel Temer foi citado. O procurador pediu investigações contra nove integrantes do ministério, quase todos por corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro.
Do PMDB
Eliseu Padilha, da Casa Civil
Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República
Helder Barbalho, da Integração Nacional
Do PSDB
Aloysio Nunes, das Relações Exteriores
Bruno Araújo, das Cidades
Do PSD
Gilberto Kassab, da Ciência e Tecnologia
Do PP
Blairo Maggi, da Agricultura
Do PPS
Roberto Freire, da Cultura
Do PRB
Marcos Pereira, da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.
Entre os políticos que serão investigados, 24 são senadores. O presidente da Casa, Eunício Oliveira, do PMDB, está na lista.
A maioria dos senadores também será investigada pelos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. Alguns senadores serão investigados ainda por falsidade ideológica e fraude em licitações.

São nove senadores do PMDB
Presidente do Senado, Eunício Oliveira
Romero Jucá  
Renan Calheiros  
Edison Lobão 
Kátia Abreu 
Eduardo Braga 
Valdir Raupp
Sete do PSDB
O presidente do partido, Aécio Neves
José Serra
Antônio Anastasia 
Cássio Cunha Lima
Dalírio José Béber
Ricardo Ferraço
Do PT, são quatro
Paulo Rocha
Humberto Costa 
Jorge Viana
Lindbergh Farias

Do PSB, dois
Fernando Bezerra Coelho
Lídice da Mata
Dois do Partido Progressista
Ciro Nogueira
Ivo Cassol
Do PCdoB, do PTC e do PSD um senador cada um
Vanessa Grazziotin
Fernando Collor de Mello
Omar Aziz
Na Câmara serão mais 42 políticos investigados, a maioria também pelos crimes de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro. O presidente da Casa, Rodrigo Maia, também está na lista.
Serão 11 investigados do PT
Marco Maia
Carlos Zarattini
Nelson Pellegrino
Maria do rosário
Vicentinho
Vander Loubet
Zeca Dirceu
Zeca do PT
Vicente Cândido
Décio Lima
Arlindo Chinaglia
Cinco do Partido Progressista
Mário Negromonte Júnior
Paulo Henrique Lustosa
Cacá Leão
Dimas Fabiano Toledo
Júlio Lopes
Cinco do Democratas
O presidente da câmara, Rodrigo Maia
José Carlos Aleluia
Felipe Maia
Ônix Lorenzoni
Rodrigo Garcia
Quatro do PMDB
Jarbas Vasconcelos
Pedro Paulo
Lúcio Vieira Lima
Daniel vilela
Também serão quatro deputados investigados do PSDB
Jutahy júnior
Yeda Crusius
João Paulo Papa
Betinho Gomes
Três do PR
João Carlos Bacelar
Milton Monti
Alfredo Nascimento
Dois do PRB
Celso Russomano
Beto Mansur
Dois do PSB
José Reinaldo
Heráclito Fortes
Dois do PSD
Antônio Brito e Fábio Faria
Do PCdoB, do PTB, do PPS e do Solidariedade, um deputado cada
Daniel Almeida
Paes Landim
Arthur Oliveira Maia
Paulinho da Força
Na lista do procurador-geral da República também estão três governadores. Entre os crimes que serão investigados estão corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e fraude em licitação.
O do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, do PSD; o do Acre, Tião Viana, do PT; e o de Alagoas Renan Filho, do PMDB.
Na lista também aparece o nome do ministro do TCU Vital do Rêgo Filho.
Os sem foro privilegiado
Na lista ainda constam outros 23 nomes de pessoas que não têm foro privilegiado no Supremo. Esses nomes serão encaminhados para investigação em outras instâncias da Justiça. 
O ex-ministro do governo Lula José Dirceu; os ex-ministros dos governos Lula e Dilma, Paulo Bernardo e Guido Mantega; os ex-deputados Valdemar da Costa Neto, do PR, e Cândido Vaccarezza, do PT.

Dois ex-prefeitos do Rio, o atual vereador Cesar Maia, do Democratas, e Eduardo Paes, do PMDB; e o ex-prefeito de Cabo de Santo Agostinho Vado da Farmácia.

Os atuais prefeitos Rosalva Ciarlini, de Mossoró; e Napoleão Bernardes, de Blumenau; o ex-senador Maguito Vilela, do PMDB; a deputada estadual em Santa Catarina Ana Paula Lima, do PT.

Os arrecadadores de campanha e parente de políticos
Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Marta Suplicy;

Eron Bezerra, marido da senadora Vanessa Grazziotin; Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu.
Também estão na lista Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig); João Carlos Gonçalves Ribeiro, que foi secretário de Planejamento de Rondônia; Ulisses César Martins de Sousa, então procurador-geral do estado do Maranhão; Humberto Kasper; Marco Arildo Prates da Cunha; José Feliciano; Paulo Vasconcelos, marqueteiro da campanha de Aécio Neves; e Rodrigo Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romero jucá.
Todos os citados que puderam ser ouvidos até agora negaram ter cometido qualquer crime, irregularidade ou malfeito. Disseram que suas campanhas receberam apenas doações registradas na Justiça Eleitoral e que vão provar nos inquéritos que são inocentes. A íntegra individualizada de cada uma dessas respostas você pode ler na página do Jornal Nacional na internet.

A pedido da Procuradoria-Geral da República, o ministro Edson Fachin determinou o arquivamento de inquéritos sobre alguns nomes citados nas delações da Odebrecht: o ministro da secretaria de Governo, Antonio Imbassahy; o ministro da Defesa, Raul Jungmann; o deputado Benito Gama, do PTB; o deputado Orlando Silva, do PCdoB; o deputado Claudio Cajado Sampaio, do DEM; e o senador Romário Faria, do PSB.

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