quarta-feira, 12 de abril de 2017

Aditivo na Petrobras era condicionado a pagamento para tesoureiro de Dilma, diz Odebrecht

Thiago Herdy - O Globo

Inquérito ficará a cargo do TRF-3, porque Edinho Silva é prefeito no interior de SP


O ex-diretor da Odebrecht Plantas Industriais, Rogério Araújo, disse em depoimento à Lava-Jato que a aprovação de aditivos contratuais da Odebrecht na Petrobras eram condicionados ao pagamento de vantagens indevidas para Edinho Silva, tesoureiro da campanha pela reeleição de Dilma Rousseff em 2014.

O depoimento e o pedido de investigação do caso feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR) foi encaminhado à Procuradoria Regional da República da 3ª Região, em função de Edinho ocupar atualmente o cargo de prefeito do município de Araraquara (SP). Caberá ao MPF em São Paulo decidir por dar prosseguimento ou não ao pedido de investigação junto ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).

Fachin encaminhou ao Ministério Público Federal (MPF) em Curitiba irregularidades e pagamentos de propina a agentes da Petrobras admitidas por colaboradores da Odebrecht, relacionados a obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco; Refinaria Henrique Lage (Revap), em São Paulo; e Refinaria Getúlio Vargas (Repar), no Paraná; entre outras.

A assessoria do ex-tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, informou que ele deve se manifestar na tarde desta quarta-feira sobre as denúncias da Odebrecht, bem como a assessoria da Petrobras.

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