quinta-feira, 23 de abril de 2015

Prejuízo da Petrobras, assaltada pela quadrilha comandada pela dupla Lula-Dilma, é o 3º maior entre empresas da Bolsa desde 1986

Folha de São Paulo



O prejuízo da Petrobras de R$ 21,6 bilhões em 2014, de acordo com o balanço divulgado nesta quarta-feira (22) após cinco meses de atraso, é o terceiro maior entre as empresas brasileiras de capital aberto desde 1986, início da série histórica contabilizada pela consultoria Economatica.

Para obter o resultado, os valores foram ajustados pela inflação medida pelo IPCA, índice oficial, até 31 de dezembro de 2014.

Nessas condições, o primeiro lugar na lista das empresas brasileiras de capital aberto que tiveram maior prejuízo é do Banco Nacional, em 1995, com perda de R$ 23,9 bilhões.


POSIÇÃOEMPRESASETORPREJUÍZO R$ANO
1NacionalBancos- R$ 23.9041995
2BrasilBancos- R$ 22.4141996
3PetrobrasPetróleo e Gás- R$ 21.5872014
4OGX PetroleoPetróleo e Gás- R$ 18.5522013
5Nova OleoPetróleo e Gás- R$ 17.9542013
6BrasilBancos- R$ 13.8791995
7BanestadoBancos- R$ 7.9651998
8EletrobrasEnergia Elétrica- R$ 7.7522012
9CespEnergia Elétrica- R$ 6.8022002
10EletrobrasEnergia Elétrica- R$ 6.6892013
Fonte: Economática

Em segundo lugar, está o prejuízo do Banco do Brasil em 1996, de R$ 22,4 bilhões, quando foram reconhecidas as perdas com os créditos de exercícios anteriores.

Em quarto lugar, logo após a Petrobras, está a OGX Petroleo, com prejuízo de R$ 18,5 bilhões em 2013.

Este é o primeiro prejuízo da Petrobras desde 1991. Naquele ano, a baixa foi de R$ 1,16 bilhões –com valor ajustado pela inflação.

O maior lucro registrado pela estatal foi no ano de 2008, somando R$ 46,2 bilhões.

Com os resultados, o presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, afirmou que a empresa não pagará dividendos neste ano. O caso só havia acontecido em 1992, por causa justamente do prejuízo causado em 1991.

O dividendo é uma parte do lucro que a empresa distribui aos seus acionistas. O ex-diretor de Finanças da estatal Almir Barbassa já havia sinalizado em janeiro passado que o dividendo poderia ser suspenso em caso de "estresse financeiro".