A dívida consolidada da Petrobras saltou 31% em apenas um ano, resultado afetado mas nem todo explicado pela alta do dólar. O endividamento consolidado estava em R$ 350,8 bi ao final de dezembro, contra R$ 267,6 bi um ano antes.
Ano passado, a cotação da moeda americana subiu 13,4%, e fechou a R$ 2,66. A companhia não foi vítima apenas do câmbio, portanto. A política de controlar a inflação com subsídio ao combustível sangrou o caixa da companhia no momento em que ela mais precisava investir.
A dívida em moeda americana representava 72% do endividamento no fim de 2014; um ano antes, era 71,5%.
O endividamento da Petrobras era crônico em dezembro. Naquele momento, a companhia precisaria de 4,77 anos de geração de caixa (Ebitda) para pagar sua dívida líquida. O indicador, muito usado para mostrar o fôlego financeiro de uma empresa, deveria estar em 2,5 anos, de acordo com o plano de negócios da Petrobras.
O pior momento da dívida ainda não aparece neste balanço. Desde o final de 2014 até o fim de março, o dólar subiu mais 18,8%; no ano, até o fechamento desta quarta-feira, a moeda americana acumula alta de 12%.